10 anos de filmes da Marvel que mudaram a história do cinema e da cultura pop – fase 1

“Ah isso pra mim são filmes de criança” – Certa vez ouvi isso sobre os filmes de super-heróis. Tá, pode até ser, afinal quem não assiste um filme desses e retorna à infância, não é mesmo? Mas diferente de quando éramos pequenos seres humanos que gostaríamos de ter super poderes hoje conseguimos ter uma nova perspectiva.

Os últimos 10 anos foram um verdadeiro deleite para quem gosta da temática, principalmente para os fãs da Marvel e também para os não iniciados durante os primeiros anos de vida a este universo. Mesmo quem via de longe acabou por se deixar cativar pelos heróis mais poderosos do planeta.

Lá em maio de 2008 fomos agraciados com o primeiro capítulo dessa história. Estreava nos cinemas Homem de Ferro que trazia um ator tão bom quanto problemático, Robert Downey Jr. 10 anos depois não conseguimos ler uma HQ sem ouvir sua voz no personagem.

Ali a história do cinema de super-heróis – e talvez de modo geral -, começava a mudar uma vez que outrora os filmes eram lançados “soltos”, com quase nenhuma ligação entre si ainda que das mesmas produtoras ou se ligando apenas em suas continuações, que eram por vezes muito duvidosas.

Pouco tempo depois e no mesmo ano saia O Incrível Hulk com o ótimo Edward Norton e pronto: o Universo Cinematográfico da Marvel nascia, com direito às famosas e tão esperadas cenas pós-créditos que dão o tom do que vem por aí.

Nos quatro anos seguintes seríamos inundados por um mundo de armaduras, super soldados, deuses de outros mundos e por aí vai. Com o Capitão América e o Thor inclusos como personagens centrais de toda essa trama em 2012 nasciam nas telas grandes Os Vingadores.

Ali nascia um outro embate, esse o mais chato de todos, a comparação das histórias cinematográficas com os quadrinhos e que perduram, em menos intensidade, até hoje. Adaptações têm dessas. De novo: ADAPTAÇÕES. Mas Deus salve Stan Lee e comparações e até pequenos erros à parte, não há quem fique indiferente ao UCM.

Mais dois anos se passaram e Tony Stark, Thor e Steve Rogers ganharam novas histórias e tivemos a introdução de filmes solo dos Guardiões da Galáxia (um dos melhores da Marvel) e o surpreendente Homem-Formiga, além da chegada de Vingadores: A Era de Ultron que causou ainda mais discussões nas saídas das salas de cinema.

A partir dali já entendíamos que uma teia havia sido criada. Desculpa o trocadilho, Peter. Fazíamos nossas próprias ligações com base nos acontecimentos dos longas, nas cenas pós-créditos, em momentos pontuais para tentar desvendar o que viria a seguir.

Nessa altura do campeonato, não sei vocês, mas eu comecei a tentar também traçar uma linha do tempo depois de 12 filmes. O que teria acontecido primeiro? O que teria acontecido paralelamente? Onde estavam os outros quando acontecia algo em um filme solo?

Eram inúmeras indas e vindas, anotações, revendo os filmes e tentando “pegar no ar” tudo que acontecia. A era das descobertas e dos spoilers começara. Mesmo com parte dos heróis já reunidos em dois filmes, em 2016 o melhor deles até então chegara e como um filme solo que não era tão solo assim, longe disso na verdade.

Capitão América: Guerra Civil uniu e dividiu. Uniu todos eles em um único filme e separou os heróis em times. Quem não se lembra da “guerra virtual” entre #TeamIronMan e #TeamCap. Sorry, Tony, mas ali eu tomava meu lado e as justificativas estão aqui.

Guerra Civil também foi um marco por introduzir o Homem Aranha, dessa vez interpretado pelo jovem Tom Holland, no Universo Cinematográfico da Marvel, encerrando uma discussão longínqua de “Como teremos a Guerra Civil e os Vingadores sem o Cabeça de Teia?”.

Vale dizer que a licença do personagem para os cinemas é da Sony, por isso houve um acordo entre a Marvel Studios e a produtora para que o herói juvenil fosse introduzido neste arco e que ganhou novos contornos em Homem-Aranha: De Volta Ao Lar que estreou no ano passado e contou com a participação do Homem de Ferro e a introdução de um novo vilão: o Abutre de Michael Keaton.

Passada a fleuma do Aranha no UCM era hora de introduzir outro personagem que valia um filme solo. Era a vez do excelente Benedict Cumberbatch dar vida a Stephen Strange, um cirurgião que deixa o elevado ego de Tony Stark no chinelo. O Doutor Estranho estava entre nós.

Em seguida tivemos o fechamento da trilogia Thor com Ragnarok e que teve de volta o ótimo Loki de Tom Hiddleston e a companhia do Hulk de Mark Ruffalo. Isso sem falar em Guardiões da Galáxia Vol. 2 que conseguiu ser melhor que o primeiro.

Eis que 2018 chega e a primeira tacada da Marvel foi Pantera Negra. O personagem que só havia aparecido em Guerra Civil ganhou seu filme solo. E QUE FILME! 10 anos depois e com um herói inesperado o estúdio elevou suas adaptações a outro nível.

Protagonizado por atores negros, um tom político, uma boa história, visuais e efeitos pra lá de bons, Pantera Negra se tornou a menina dos olhos da Marvel e dos fãs, inclusive deste que vos fala. Chadwick Boseman e seu T’Challa romperam todas as barreiras possíveis, incluindo ser o primeiro filme exibido na Arábia Saudita em 35 anos, isso sem falar nos recordes de bilheteria.

Foram 10 anos até que Thanos tivesse que se tocar de que “se você quer bem feito, faça você mesmo” e no próximo dia 26 de abril ele finalmente vai levantar do trono para tentar destruir o nosso mundo em Vingadores: Guerra Infinita.

A sorte que temos os heróis mais poderosos do mundo para nos defender.

Foto: Divulgação/Internet

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