Aerosmith se “despede” de São Paulo com show de tirar o fôlego

aerosmithA noite do dia 15 de outubro de 2016 talvez tenha sido a derradeira apresentação do Aerosmith em São Paulo. Talvez novamente, poucos se davam conta disso quando os portões do Allianz Parque, moderna arena na zona oeste da capital paulista, abriram.

Mas as quase 45 mil pessoas que lá estavam pouco se importaram com isso quando as luzes se apagaram e soaram os primeiros acordes de Draw the Line, faixa que dá nome ao disco de 1977. Antes disso a competente banda Sioux 66 abriu os trabalhos com personalidade.

Poucas semanas depois de uma apresentação na Expo Music, o grupo mostrou que evoluiu e muito, mostrando personalidade. A difícil missão para abrir o show de um dos monstros do rock mundial foi reconhecida pelo público. Uma apresentação de cerca de 30 minutos que levou aplausos com, além de suas próprias – e boas músicas – covers de Black or White (Michael Jackson) e O Calibre (Paralamas do Sucesso) foram bem executadas.

Os destaques da amadurecida Sioux 66 ficam por conta do técnico guitarrista Mika Jaxx, que executava seu solos like a Slash e de Gabriel Haddad, baterista que mostrava força na condução da cozinha da banda. O grupo agradeceu a receptividade da plateia e clamou pela chega do Aerosmith.

E voltando a falar dos Bad Boys de Boston. Quase 50 anos de carreira, 70 nas costas e eles pareciam tão afinados quanto nas primeiras vezes em que aterrizaram em solo brasileiro. Depois da abertura, quatro hits botaram fogo no Allianz Parque: Love in an Elevator, Cryin’, esta cantada a plenos pulmões, a dançante Eat the Rich e Crazy, outra cantada em uníssono e que emocionava os casais mais apaixonados.

Cryinnnnnnn

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A ótima Kings and Queens foi o prelúdio de Livin’ on the Edge que foi seguida por Rats in the Cellar, faixa de “Rocks”, disco de 1976, com pouco apelo junto ao público mais jovem.

O Aerosmith sabe segurar uma plateia de estádio apenas com música. Enquanto bandas bem mais novas e por consequência, com bem menos hits, apelam – e às vezes, muito – para os efeitos visuais, Steven Tyler e Cia., sabem bem o que fazem musicalmente falando.

A animada Pink, de Nine Lives (1997), acompanhada de Rag DollStop Messin’ Around, cover de Fleetwood Mac comandada por Joe Perry, só aqueceram para a emoção que estava por vir.

Pink! #Aerosmith

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O som do teclado de I Don’t Wanna Miss a Thing ecoou e o Allianz Parque ficou todo iluminado por luzes de celulares e câmeras. Foi o momento “veio abaixo”. A mais cantada de todas, do início ao fim, transformou a possível despedida do grupo da cidade, em algo ainda mais emocionante.

Come Together, cover de Beatles, Walk This Way, esta que reviveu o Aerosmith em uma parceria com o Run DMC nos anos 80, Dream On com direito a Perry solando em cima do piano de Tyler e Sweet Emotion fecharam a apresentação.

Muita gente entra no chavão de falar que o Aerosmith é uma banda que há anos faz a mesma turnê, que não lança discos, se esquecendo de “Music from Another Dimension!” (2012), que é mais do mesmo, enfim… 46 anos na estrada, um hit atrás do outro e shows esgotados no mundo inteiro. Essa é a resposta.

O Aerosmith é uma banda que soube envelhecer. Brad, Tom e Joey entendem bem seus papéis, Tyler e Perry brilham com a disposição de uma banda iniciante, mas com o início lá nos anos 70. Foram quase duas horas desfilando músicas para fãs de todas as fases.

Depois de quase 40 anos de carreira, o Aerosmith não precisa provar mais nada para ninguém e vai encerrando sua trajetória nos palcos como uma banda atemporal.

Se liga nesta incrível setlist e vem curtir o show com a gente! #MercuryConcerts #AerosmithNoBrasil- Qual sua favorita?

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Foto: Divulgação/Internet

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