Air para um merecido respiro

Quem acompanha a coluna sabe que ao invés de indicar um disco, o Som da Semana tinha se tornado um report do caos que minha vida se encontrava.

Enquanto eu fazia lap dance no furacão beirando um colapso, sempre encontrava um match de uma trilha sonora pra todo mundo dançar a minha música.

E como o editor deste maravilhoso site é muito do compreensivo, ganhei o direito de umas semanas pra respirar.

Porque já que colocar a vida nos eixos é algo fora de questão, tomar um ar já estava de bom tamanho.

E não, não foi um período sabático. Tivemos a grande estréia da Festa Gimme Danger (que já tem a sua segunda edição marcada pro dia 10 de setembro, desta vez com o Color for Shane quebrando tudo), tivemos o dia de princesa com o pessoal do Atari Teenage Riot dando exclusiva pro Ouvindo Antes de Morrer, o programa Debbie Records passando pra quinzenal, e mais um monte de coisa que não foi ainda pro ar porque eu sou eu.

Ufa, não é mesmo?

Ar.

Air.

E não, não é só pelo trocadilho. Até porque não existe trocadilho nenhum aqui. Ao contrário do que a maioria pensa, AIR na verdade é uma sigla que a dupla francesa criou: Amour, Imagination, Rêve (amor, imaginação e sonho <3). E sim, eu já quase tatuei isso.

E da mesma forma que se enfiar no Netflix pra entrar em estado de negação pra fugir dos seus problemas, acabei descobrindo que o som do AIR – especificamente o desse disco – é perfeito para zerar a cabeça.

Mas não me venha com coração partido, existencialismos ou grandes angústias. É pra quem tá descaralhado das ideias de trampo, stress, coisa de peão que precisa de uma piscina, uma praia, desligar a mente, e o mais próximo que chega de meditar é esfaquear travesseiro (só não esfaqueia outra coisa porque dá cadeia).

Lançado em 1998, o ~aclamado~ “Moon Safari, disco de estreia da banda, além de ser um perfeito CALM THE FUCK DOWN álbum, vem com o maravilhoso hit Sexy Boy (lembram do clipe?), a dançante Kelly Watch the Stars, e as daydreamers Remember e All I Need.

Tudo isso com sintetizador até os tubo (afinal, querendo ou não – sério, chega me doer ter que escrever isso -, eles são um ~duo de música eletrônica~), deixando as faixas com uma pegada .::cósmica::. típica da época (we are all made of stars, right, Moby?).

Lembro do improvável show deles em 2010 no lamaçal da Chácara do Jockey, e eu simplesmente não acreditar estar vendo a apresentação deles a céu aberto, depois de uma tempestade louca. E de ter sido lindo. Música eletrônica my ass, aqui é Space Rock <3

A melhor parte disso tudo é que eu comecei a escrever a coluna domingo `a tardinha quando tudo estava tranquilo, e estou terminando na madrugada de quinta pra sexta, enquanto o caos já impera, mais por uma questão de honra do que qualquer outro motivo.

Porque eu sei que tive esse breve momento de paz, e preciso registrá-lo. Sabe deus quando isso vai acontecer novamente.

Para ouvir esse incrível disco feito sob medida pra quem não nasceu pra meditar, é só clicar aqui.

 

DebbieHell comanda os blogs Ouvindo Antes de MorrerMúsica de MeninaDebbie Records e não sabe a hora de parar. 

Leia outros textos da Debbie na “Som da Semana” clicando aqui.

 

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