Amy Lee: entre o retorno do Evanescence e covers de grandes bandas

Depois de muito tempo, 2015 foi o ano de Amy Lee dar as caras novamente no mundo da música, que sentia falta de sua bela voz.

O ano anterior já foi, de certa forma, movimentado para ela. Sua banda, o Evanescence rompeu com a Wind-up Records e se tornou uma banda independente, até quando ainda não se sabe até quando.

Ainda em 2014, Lee foi a voz da trilha sonora do filme “War Story”, trilha esta que se chamou “Aftermath” e chegou-se a pensar que – finalmente -, ela entraria de vez em carreira solo.

Em agosto daquele ano veio a bomba. Amy não sabia qual seria o futuro do Evanescence e mesmo dizendo que a banda era grande parte da sua vida, muita gente chegou a acreditar que eles jamais voltariam.

“Eu amei muito tempo com o Evanescence e não gostaria de simplesmente acabar com isso, mas num futuro próximo não tenho planos para a banda”, disse ela na época.

Desde então ela continuou trabalhando em “Aftermath” e nada se sabia sobre o Evanescence.

Com apenas três discos lançados desde 2003: “Fallen” (2003), “The Open Door” (2006) e “Evanescence” (2011), a outrora banda que emplacava hit atrás de hit em seus álbuns estava em um hiato aflito por conta de sua vocalista.

Mas eis que chega 2015 e até que no meio do segundo semestre um vislumbre de tal retorno aconteceu de fato. Foi então que: “Estou orgulhosa em anunciar que o Evanescence vai tocar no Ozzfest, no Japão, em 21 de novembro”, disse ela em sua conta no Twitter.

O anúncio caiu como uma bomba na imprensa internacional. Por aqui chegaram a dizer que a banda já se preparava para gravar um novo disco. Tsc tsc tsc…

Mesmo com o guitarrista Troy McLawhorn afirmando, naquele momento, que Amy não estava preparada para gravar um novo álbum com o grupo.

Em julho eles confirmaram mais 4 shows: mais um no Japão e os outros 3 nos Estados Unidos, mas nem tudo são flores quando se trata de Evanescence.

As guitarras do grupo sempre foram marcantes pela troca dos seus integrantes, afinal, toca grande banda que se prese tem algum “problema” com algum dos instrumentos.

Depois de trocar de guitarristas duas vezes desde que começou a bombar, o Evanescence mais uma vez alterava sua formação. Saía Terry Balsamo e para o seu lugar a competente Jen Majura foi convocada.

Antes de embarcar para seus shows de retorno com o grupo, Amy Lee ainda teve tempo para participar de outra trilha sonora. Ela encerrou o disco do filme “Voice From The Stone”.

Trilhas passadas, shows realizados e novamente o Evanescence não dava sinais de um novo trabalho, então Amy se trancou no estúdio para dar início a um novo projeto: covers.

Do final de outubro até o momento em que esta matéria está sendo escrita, a vocalista já mandou ver em quatro versões de músicas de outras bandas. E diga-se de passagem, sua voz impecável continua e os covers ficaram realmente muito bons.

O primeiro dele foi It’s a Fire do Portishead, seguida por With or Without You do U2 e Going To California do Led Zeppelin. Por fim Baby Did A Bad, Bad Thing de Chris Isaak.

Ainda não se sabe o futuro do Evanescence, mas sabe-se que a banda de Amy Lee e, sim, a banda é dela, quer você queira ou não, no melhor e no pior sentido.

Ao meu ver, o grupo é um reflexo do “vou fazer o que eu quiser agora” de Amy e não estou dizendo que isso é errado, mas o grupo teve seu mérito quando esteve em atividade, mandando ver em músicas que grudaram na cabeça como Bring Me To Life, Call Me When You’re Sober e What You Want, e Amy deveria repensar seriamente em um retorno.

Mas um retorno direito, em estúdio, se desprendendo do que ficou e gravando um novo disco, dark, caótico, depressivo e com tudo que sabemos que o Evanescence sabe fazer e ser.

Ao que tudo indica Lee está a fim, quer fazer algo, então que em 2016 ela direcione suas vontades e tudo que passou desde a última turnê, para sua banda de origem.

A gente agradece.

 

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