Após 10 anos, Porto Alegre recebe The Cult para um domingo nostálgico de hard rock anos 80

1 The CultNo último domingo (17/09), a banda The Cult desembarcou no Brasil direto para o seu primeiro show da “South America Tour 2017” no país, começando por Porto Alegre, no Bar Opinião. Tocando clássicos dos anos 1980, o quinteto mostrou músicas de seu mais recente álbum Hidden City, lançado no ano passado. Foram mais de 80 minutos de nostalgia para público gaúcho que lotou a casa de shows mesmo após um final de semana chuvoso.

Em um clima intimista e de temperatura agradável, às 22h, a música “Wild Flower” do álbum Eletric (1987) marcou início da apresentação dos britânicos mais celebrados do pós-punk. Em ação: Ian Astbury (vocal) e Billy Duffy (guitarra), acompanhados dos americanos John Tempesta (bateria) e Damon Fox (guitarra, vocais e teclados) e do australiano Grant Fitzpatrick (baixo).

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Na sequência, o grupo emendou “Rain”, outro clássico oitentista. O entrosamento dos caras ficou evidente nas três músicas do mais recente álbum mais atual (Hidden City, 2016): “Dark Energy”, “Deeply Ordered Chaos” e “Birds Of Paradise”, que contou com uma breve homenagem a Chris Cornell, vocalista do Soundgarden – que faleceu em maio deste ano.

O set list contemplou os sons mais aguardados da noite, sem descanso e um atrás do outro: “Sweet Soul Sister”, “She Sells Sanctuary ” – talvez o hit mais conhecido Brasil – e “Fire Woman”. Para o delírio dos fãs, a banda saudou e agradeceu a presença de todos arriscando algumas frases em português, e ainda rolou “Peace Dog” e “Lil’ Devil” (do “Eletric”) e “Nirvana” (“Love”).

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O público vibrou, dançou e cantou com o entusiasmo de Astbury – o vocalista comandou a noite usando como sempre os seus óculos escuros, e sendo visivelmente o mais empolgado da turma! De um lado para o outro com o seu pandeiro, interpretou todas as canções cheio de personalidade e com a mesma potência de voz que demonstra ao longo dos 30 anos de carreira. Astbury possui um timbre notável, muitas vezes comparado a Mike Jagger e Jim Morrison, e que certamente figura entre os melhores da história do rock n’ roll.

Deixando um pouco de lado as referências do pós-punk e a característica do rock gótico “de cara fechada”, foi possível presenciar um show de hard rock direto e de energia contagiante. E mesmo com as poucas palavras do grupo dirigidas à plateia, os caras demonstraram estar em perfeita forma. Entre muitos casais e grupos de amigos em celebração, em resumo havia pouca gente jovem e o público foi composto por fãs na faixa dos 40 anos.

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Após uma rápida pausa, durante o bis rolou mais dois clássicos do álbum “Electric”, que completa três décadas: “King Contrary Man” e, claro, a indispensável “Love Removal Machine” – que também está presente na trilha sonora de IT – A Coisa (2017), terror em cartaz nos cinemas em todo país.

Ao total, foram 15 músicas em 85 minutos – e ainda que alguns fãs reclamassem do curto repertório e pela ausência de bons hits da banda, no geral a dançante plateia estava satisfeita e feliz com a presença dos caras quase 10 anos depois da última passagem pela capital dos gaúchos (em 2008, no Pepsi On Stage). Nesta semana, o grupo ainda passa por Curitiba, pelo Festival SP Trip, em São Paulo (dia 21, no Allianz Parque) e finaliza em Brasília (23).

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Set list The Cult em Porto Alegre:

  1. Wild Flower
  2. Rain
  3. Dark Energy
  4. Peace Dog
  5. Lil’ Devil
  6. Nirvana
  7. Birds of Paradise
  8. Deeply Ordered Chaos
  9. The Phoenix
  10. Rise
  11. Sweet Soul Sister
  12. She Sells Sanctuary
  13. Fire Woman

Encore:

  1. King Contrary Man
  2. Love Removal Machine

 

Texto e fotos: Daiane Costa e Day Montenegro (clique aqui e veja mais fotos)

Editor: Marcelo Coleto

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