Após longa espera dos fãs, Papa Roach faz show histórico em São Paulo

PapaRoach_15122016-5O dia 15 de dezembro marcou o fim de uma longa espera para os fãs brasileiros do Papa Roach. Nesse dia, a banda norte-americana veio ao Brasil 15 anos após sua única visita por aqui.

Voltemos um pouco no tempo: quando o grupo liderado pelo vocalista Jacoby Shaddix veio tocar no país pela primeira vez, foi logo no Rock In Rio de 2001, pra se apresentar no mesmo dia do Guns N’ Roses. Na ocasião, a banda tinha apenas dois álbuns lançados: “Old Friends From Young Years” (1997) e “Infest” (2000), sendo que o primeiro passou despercebido pelo grande público e apenas o segundo revelou a banda pro cenário mundial. A tijolada “Last Resort”, uma das músicas de trabalho daquele CD, foi a principal responsável por isso. Os caras emplacaram clipe na MTV e tal…

Em 2013, já com 8 álbuns no currículo, o Papa Roach agendou uma tour no Brasil, mas teve que cancelá-la quase em cima da hora por conta de problemas nas cordas vocais de Shaddix, para decepção dos fãs.

Neste ano, a frustração de 2013 virou alegria quando, meses atrás, foi divulgada uma nova turnê dos caras por aqui. Enfim, a vontade de ver os caras ao vivo em São Paulo seria sanada. O local da apresentação na capital paulista seria o Tropical Butantã, um dos novos (e agradáveis) picos de shows de rock da cidade. Aliás, vale dizer também que a casa tem uma ótima localização, pois está a menos de 5 minutos de caminhada da estação Butantã do metrô e tem a sua volta diversos bares, ideais pra se fazer um “esquenta” antes dos shows.

No início da noite de 15 de dezembro, data marcada para o show, centenas de fãs já se aglomeravam em frente ao Tropical Butantã. Turmas de amigos bebiam e conversavam na calçada enquanto esperavam por outras pessoas, ou simplesmente pra aguardar a proximidade da hora da apresentação. Quando eram por volta de 20h30, uma hora antes do horário previsto para a subida do Papa Roach ao palco, via-se uma maior movimentação de gente entrando na casa.

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Dentro do Tropical, pouco antes do relógio cravar 21h e com a casa cheia de gente, a banda de abertura escolhida para incrementar a festa, o Sioux 66, subiu ao palco. Tocando um hard rock que faz uma mistura de Gun N’ Roses com Alice Cooper, com direito a vocal rasgado, trabalhados solos de guitarra e tal, os caras se mostraram carismáticos. Com músicas de bastante qualidade sonora e com letras em português, o Sioux 66 foi um belo aquecimento para o que estava por vir. A pesada “Porcos” marcou o ponto alto da apresentação do quinteto paulistano.

Se a hora prevista para o Papa Roach aparecer era 21h30, aí vai um ponto negativo daquela noite: o grupo subiu ao palco com cerca de 1 hora de atraso! Mas o que me impressionou é que não vi ninguém impaciente ou reclamando por conta disso, pelo contrário, o público tava entretido, conversando e bebendo. Acho que a euforia pela oportunidade de ver os caras ao vivo anulou qualquer possibilidade de impaciência.

Quando enfim Jacoby Shaddix e sua trupe subiram ao palco, a galera pirou. “Face Everything and Rise” foi a primeira porrada tocada pelos caras, que na sequência mandaram “Crooked Teeth” (faixa que vai estar no décimo álbum dos caras, que será lançado em 2017), “Between Angels and Insects” e “Getting Away With Murder”, um dos sucessos mais antigos. Entre as músicas, Shaddix fez questão de mencionar que o grupo estava muito feliz por tocar no Brasil novamente após muitos anos, e se desculpou pelo cancelamento da tour que aconteceria por aqui em 2013, citando o problema que teve com sua voz na época. É claro que a galera perdoou né…

No decorrer do show, a banda foi intercalando músicas mais recentes com as mais antigas (mais abaixo, a gente mostra pra você o setlist completo), fazendo o público cantar junto a maioria delas. Shaddix até incitou a formação de rodas de bate-cabeça em alguns momentos.

Durante a apresentação, “She Loves Me Not” e “Broken Home” eram as músicas mais pedidas pelo público, mas os caras não as tocaram, frustrando um pouco algumas pessoas. No bis, os caras eles voltaram mandando “Last Resort” e encerraram a noite com “…To Be Loved”, compondo um setlist de 16 músicas. “Devil”, uma das músicas que estavam nesse setlist, não foi executada pela banda, provavelmente por problemas relativos a tempo, visto que o show começou com muito atraso e eles devem ter diminuído a duração da apresentação.

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Ao final do show, tirando um ou outro comentário sobre as ausências de “She Loves Me Not” e “Broken Home” e sobre o excesso de fumaça no palco em alguns momentos (realmente tinha hora que mal dava pra ver os caras tocando, tamanha era a fumaça), todo mundo saiu satisfeito após ter visto os caras ao vivo, acabando com uma espera de anos.

Veja o setlist executado pelo Papa Roach e mais fotos exclusivas aqui:

Face Everything and Rise

Crooked Teeth

Between Angels and Insects

Getting Away With Murder

Warriors

Kick in the Teeth

Hollywood Whore

Forever

Blood Brothers

Broken as Me

Scars (Acoustic)

Gravity

Where Did the Angels Go?

Still Swingin’

 

Encore:

Last Resort

…To Be Loved

 

Fotos: Amanda Costa

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