As saudosas fitas K7 estão mesmo de volta

Se você tem lá pelos seus poucos mais de 30 anos como eu deve se lembrar bem das saudosas fitas K7. Elas eram verdadeiras febres nos anos 80 e 90 e todas as bandas, filmes e até novelas tinham suas músicas lançadas neste formato.

Nos últimos anos vivemos a ascensão dos discos de vinil. Os bolachões voltaram com tudo seja nas mãos de colecionadores ou da nova geração que descobriu nos bolachões uma alternativa bem bacana ao streaming. Quem ficou a ver navios foram os CD’s, né?

Mas a gente tá aqui mesmo é pra falar das famosas “fitas”. Que legal que era coloca-las pra tocar, adiantar, voltar (usando caneta bic) e gravar as nossas músicas preferidas que tocavam nas rádios e fazer as nossas próprias K7. Eu até personalizava as minhas e vocês?

Bom, no Brasil essa volta começou a tomar forma lá mais no começo dessa década quando muitos selos, principalmente independentes, começaram a lançar os trabalhos do seus artistas também neste formato. Em 2016 o estúdio Flapc4 de São Paulo comprou uma máquina capaz de gravar 100 fitas POR HORA!

Por aqui grandes nomes do rock lançaram trabalhos em K7 como Edgar Scandurra (Ira!), Marcelo Gross (ex Cachorro Grande) e a banda Boogarins. Mas isso não é exclusividade nossa só, não. No Reino Unido por exemplo, o Kasabian foi quem mais vendeu fitinhas do “For Crying Out Loud” em 2017.

A Nielsen divulgou uma pesquisa que 2017 foi o melhor dos últimos em vendas de fitas K7. Foram cerca de 174 mil unidades vendidas. Quem encabeça a lista é a trilha sonora de Guardiões da Galáxia com 4 mil vendas só no lançamento. Até janeiro do ano passado já tinham sido mais de 11 mil unidades vendidas.

Mas quem também entrou com tudo no formato foi a série Stranger Things do Netflix que teve sua trilha em k7 também como uma das que mais venderam. Tem tudo a ver, né, já que a série se passa nos anos 80, auge das fitinhas. A trilha sonora é incrível e está à venda no Brasil.

Muitos outros artistas e bandas como Eminem, Kanye West e até o Nirvana tiveram materiais lançados em K7. Isso sem falar em super produções como Star Wars: O Despertar da Força, que também teve a versão de sua icônica trilha no formato.

TÁ, MAS O QUE É K7?

Então, se você é mais novo ou nova, a gente explica. As fitas K7 foram lançadas originalmente em 1963 mas só “pegaram” mesmo nos anos 80. Elas eram uma alternativa mais barata aos discos de vinil e anos mais tarde aos CD’s.

Além das gravações originais também foram lançadas das famosas fitas virgens que tinham dois lados, o A e o B, cada um com 30 minutos e a galera podia gravar músicas de discos, CD’s e das rádios AM e FM, fazendo suas próprias fitas.

Retrô, vintage, velharia, enfim… Chame do que quiser, o fato é que as fitinhas K7 voltaram com tudo e esperamos que pra ficar. Afinal, é super gostoso ouvir aquele som bem próximo da gravação original, gravar nossos próprios sons e personalizar as fitas.

 

 

 

Foto: Divulgação/Internet

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