Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma atesta o óbvio, o desgaste das franquias

Quando estreou seu primeiro filme lá em 2009 Atividade Paranormal trouxe uma visão diferente esquecida em A Bruxa de Blair (1999). Aquele suspense psicológico com pistadas de terror onde as coisas vão acontecendo aos poucos e tudo filmado por câmeras de mão.

Baixo orçamento, poucos atores e a mitologia de que alguma coisa ali era de verdade trouxe certo refresco aos filmes de horror, mas como todas as franquias mais recentes, a “exploração” do mesmo assunto e da mesma forma a tornou desgastante.

É isso que vemos em Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma que estreou neste fim de semana no Netflix. O filme de 2015 traz uma trama bem óbvia: uma família se muda para uma bela casa e os maus espíritos começam a agir com um alvo também muito óbvio: a criança.

O casal Ryan (Chris Murray) e Emily (Brittany Shawn) junto com sua filha Leila (Ivy George) se mudam para a tal casa e tem a companhia de Skyler (Olivia Dudley) e Mike (Dan Gil) e próximos do natal de 2013 encontram uma filmadora e fitas dos anos 80.

Logo os fenômenos paranormais começam a acontecer e eles se ligas às meninas Katie e Kristi e pequeno Hunter. O objetivo é bem claro: levar Leila para a “dimensão fantasma” dos anos 80 afim de reviver um demônio pelo sangue das crianças.

É claro que o baixo orçamento mantém os efeitos especiais em níveis bem fracos e a história numa direção previsível, principalmente se você viu alguns dos outros filmes. Ainda que tenha tentado um refresco com Atividade Paranormal em Tóquio ou Marcados Pelo Mal, o primeiro filme criado por Oren Peli ainda continua sendo o melhor.

Como dissemos no título desta crítica, Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma atesta claramente o desgaste das franquias de cinema e não apenas nos filmes de terror, mas em todos os gêneros. Claro que o custo/benefício compensa para os estúdios neste caso, mas a graça já se perdeu.

Para nós, público, fica a sensação de “já vi isso” em uma história requentada e que acaba por se perder na mesmice. Só pra citar o mesmo gênero, já estamos vendo isso no universo de Invocação do Mal onde temos dois filmes homônimos – com um terceiro em produção -, e as ramificações Annabelle (já com dois filmes e o terceiro em produção) e ainda teremos A Freira (produção adiantada) e O Homem Torto, ambos derivados de Invocação do Mal 2.

Fato é que o desgaste das franquias chegou e se instaurou definitivamente nos filmes de terror mais atuais, seja pela falta de criatividade de produtores, roteiristas e diretores, seja pelos estúdios que querem espremer ao máximo o sucesso do primeiro filme fazendo descer goela abaixo continuações e ramificações pouco convincentes e criando universos que nada têm de diferente.

 

Foto: Divulgação/Internet

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