Black Label Society faz show destruidor em São Paulo

Sim, ‘destruidor’ foi a única palavra que encontrei para descrever o show de Zakk Wylde e sua turma. Na noite de sábado, 13 de agosto, em um HSBC Brasil lotado, a banda toca depois de 3 anos, mas dessa vez sendo o centro das atenções (em 2008 tocaram com Korn e Ozzy). Eu confesso que estava ‘normal’ quanto ao show, sem expectativas e ainda por cima bem gripado, mas vamos lá, nada melhor do que o bom e velho rock and roll para animar. O clima estava muito legal dentro e fora da casa de shows. Muitos ‘covers’ de Zakk circulando, motos estradeiras pra lá e pra cá e também muitos ‘mini headbangers’ com seus pais que talvez estivessem alí sem saber direito que estava acontecendo, mas que com certeza depois do que viram não vão esquecer de tudo tão cedo. Entramos com a primeira música já rolando, meio atrasados, na correria e assim que o ‘Black Mother Fuckin’ Label Society’ (como Wylde carinhosamente chama a sua banda) começou o barulho dos instrumentos era ensurdecedor, até abafando um pouco os vocais.’ Crazy Horse’ levou o público que lotava a casa ao delírio e já dava pra notar a perfeita harmonia e entrosamento entre os 4 músicos. Em seguida, ‘Funeral Bell’, ‘Bleed for me’ e ‘Demise of Sanity’ deram seguimento a insanidade do público. Mais algumas músicas depois Zakk apresenta a banda, já que este dispensa apresentações, começa pelo baixista John DeServio, muito bom e que espancava seu baixo; o próximo foi o competente guitarrista Nick Catanese, que toca desde o começo na banda, logo depois foi a vez do baterista Johnny Kelly, que já tocou no Type O Negative e também no Danzig. Após as apresentações era a hora de acalmar os ânimos, foi a vez de Zakk sentar para tocar teclado na música ‘Daskest Days’, depois tudo volta ao normal ao som de ‘Fire it up’ e em seguida Wylde faz seu solo. O solo foi ótimo, um tanto longo e poderia facilmente substituído por 1 ou 2 músicas, afinal já sabemos o imenso talento do guitarrista. Uma parte bem legal do show foi quando em ‘Suicide Messiah’, o roadie entrou no palco para ajudar na gritaria com um megafone! Sensacional! Ouve um momento em que Zakk estava na lateral do palco e ficou tocando guitarra ao lado de um menino (que também estava no palco) de uns 7, 8 anos no máximo. O legal disso tudo é mostrar para as pessoas, por vezes extremamente preconceituosas que a aparência não tem nada a ver com a atitude. Zakk, destruidor nos solos de guitarra, com caveiras no palco, barbudo e headbanger estava lá, tocando sua guitarra para uma criança maravilhada com aquele momento. Isso é Rock And Roll! Mas voltando ao show, a última tacada da noite, a clássica ‘Stillborn’ levou o HSBC ao completo delírio e ao final deixou uma sensação de que aquilo tudo poderia facilmente durar mais 2 horas. O que concluímos com isso tudo é que Zakk Wylde realmente deixou de ser o guitarrista de Ozzy Osbourne para ser o frontman do Black Label Society e que depois de ontem com certeza veremos essa grande banda novamente.

 

Setlist

1. New Religion
2. Crazy Horse
3. Funeral Bell
4. Bleed for Me
5. Demise of Sanity
6. Overlord
7. Parade of the Dead
8. Born to Lose
9. Darkest Days
10. Fire it Up
11. Guitar Solo
12. Godspeed Hell Bound
13. The Blessed Hellride
14. Suicide Messiah
15. Concrete Jungle
16. Stillborn

 

Fotos tiradas do celular, por isso a qualidade duvidosa.

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