Black Sabbath é “só” Black Sabbath em seu novo álbum

E precisamos mais do que isso? Não. Pois é, o Black Sabbath voltou. E voltou em grande estilo.

Nem a ausência de Bill Ward na bateria parece ter sido sentida pelos outros três integrantes.

“13” é um trabalho excelente. Um rock and roll, heavy metal, chame do você que quiser, de primeira qualidade.

E vocês sabem como sou crítico com esses retornos de bandas depois de muito tempo sem apresentar nada de novo.

O álbum é aberto com a ótima End Of The Beginning. Um clima soturno e um excelente e poderoso solo de Tony Iommi. A segunda faixa de “13” é a já clássica God Is Dead?, escolhida como primeiro single do disco.

Com Ozzy cantando “seus” desejos mais obscuros e questionando a existência de um Deus vivo não dá para deixar passar. Ao que parece o Black Sabbath volta ao começo de sua carreira.

A terceira faixa de “13”, Loner, parece a mais digamos, animada. É daquelas que você balança a cabeça para frente e para trás no show.

Zeitgeist é aquela música que mais parece saída de um acústico da MTV e que com certeza alguém vai tentar tocá-la no violão em casa ou na escola. Difere da pegada do disco mas nem por isso é uma faixa ruim.

Age Of Reason é a música que mais gostei de “13”. Certa alternância de ritmos, um baixo contundente de Geezer Buttler e novamente um solo incrível de Iommi.

Enfim, ainda restam três músicas para terminar o disco e deixo que vocês as escutem para tirarem suas próprias conclusões.

“13” é o disco de retorno que toda banda gostaria de de ter. Pena nem todo mundo ser o Black Sabbath. Ele é uma lição para grupos que se dizem retornando ou fazendo novos discos (vide Aerosmith) e apenas regravam músicas engavetadas no passado.

Com muita idade, depois de inúmeros abusos de drogas, com problemas físicos, esse é o Black Sabbath. Ainda assim, depois de tudo isso conseguiram fazer um bom disco.

É um álbum à moda antiga, sem frescuras. É puro e simplesmente um disco com quatro caras tocando dentro de um estúdio, e ainda assim soa contemporâneo, novo.

Agora é esperar ansiosamente pela vinda de Osbourne, Buttler e Iommi ao Brasil e que eles unam seus clássicos às mùsicas de “13”. Vai ser épico.

 

Texto: Marcelo Coleto

Foto: Divulgação/Internet

 

 

Comentários

tava ouvindo as 3 bonus da versão deluxe e não sei como que deixaram a Methademic e a Pariah fora da versão simples! São excelentes!