Bohemian Rhapsody: o filme é ótimo, mas Rami Malek como Freddie Mercury é um espetáculo

No último fim de semana estreou nos cinemas brasileiros Bohemian Rhapsody, filme que mostra a ascensão de Freddie Mercury à frente do Queen. O longa chegou cheio de expectativas por parte dos fãs do vocalista e do grupo e no geral, não decepcionou.

Estrelado por Rami Malek (Mr. Robot) e com Ben Hardy como Roger Taylor; Gwilym Lee  é Brian May (incrivelmente parecido, diga-se); Joe Mazzello interpreta John Deacon e Lucy Boynton como Mary Austin, no elenco, o filme é um deleite principalmente pela atuação de Malek.

Ainda que com mais de duas horas, Bohemian Rhapsody parece tão meteórico quando as duas décadas de sucesso do Queen. Focado sempre em Mercury, a produção pouco passa pelos outros integrantes, mas a cena da criação da introdução de We Will Rock You é incrível.

Inclusive as cenas mais marcantes do filme são justamente as que exploram a criação das músicas, como a título, e a busca pela perfeição de Freddie, que não apenas se limitava a escrever as letras, mas também participava de todo o processo musical.

“Rami Malek, ao menos para quem gosta de música, fez o papel de sua vida”

Ainda que o futuro lhe pareça brilhante depois de Bohemian Rhapsody, Rami Malek, ao menos para quem gosta de música, fez o papel de sua vida. A forma como entrou no personagem, desde seu temperamento tímido no início do longa – e da carreira -, até o despudor quando se tornou um dos maiores ícones do rock mundial, Malek dá um show!

Os diálogos e a forma como o ator encarnou Mercury foram primorosos, não à toa reza a lenda de que ele está cotadíssimo para disputar a estatueta de Melhor Ator no Oscar 2019. A interpretação no palco, na vida pessoal, festas, estava tudo ali.

São várias as cenas de shows icônicos do Queen, mas a mais marcante é, sem dúvida, a passagem do grupo pelo Brasil quando em uníssono um Rock In Rio com – dizem – quase 300 mil pessoas cantaram Love Of My Life. Rami/Freddie está na sala da sua casa e diz para Mary (Lucy Boynton) que achava que o público não sabia o que ele cantava.

Em tempos tão turbulentos a cena em que eles conversam e o vocalista revela ser gay é um alento e, pelo menos onde assisti o filme, não houveram manifestações estúpidas contra ou de repúdio com as cenas de beijo. Freddie Mercury é um ícone, não importa o gênero, musical ou pessoal. Mercury é de todos e para todos, como tudo deveria ser.

Muitos hoje fãs de Queen não viveram essa história e poder adentar nela desta forma, “viver” ainda que por algumas horas as aflições, acensão, coragem, e música do grupo e seu vocalista foi um deleite. São aquelas sensações que só quem gosta de rock sente.

Bohemian Rhapsody é do tamanho do Queen, a atuação de Rami Malek é do tamanho de Freddie Mercury.

 

Foto: Divulgação/Internet

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