Chris Cornell: o jardim dos sons ganha mais uma flor

chris-cornell postPara uma planta florescer é preciso uma série de cuidados, alguns que só a natureza pode dar. E a gente sabe como esse processo é complicado às vezes. Semente, água, luz, clima e tempo… Ah o tempo, sempre ele envolvido em tudo. O tempo faz nascer e faz morrer, faz lembrar e esquecer. Mas dessa flor a gente não quer esquecer.

Seattle nem imaginava que seria a capital de um dos movimentos mais significativos da história do rock quando no dia 20 de julho de 1964 uma pequena semente colocava seus primeiros ramos para fora do vazinho de plástico. Ela atendia pelo nome de Christopher John Boyle.

Naturalmente chamado de Chris, teve seu Boyle trocado por Cornell, um vazinho tanto maior. Daqueles de barro, sabe? Que aguenta mais e que como o destino que toca em alguns de nós, sabia que a pequenina planta se tornaria grande, cheia de flores e que daria muitos frutos.

“Chame meu nome através dos seus sonhos e eu irei ouvir você gritar novamente”

Pouco mais de 20 anos depois a flor desabrochou para o mundo, mas não em silêncio. O jardim do grunge viu Chris Cornell desabrochar com suas voz única em um som voraz que cantava as urgências de uma juventude no limbo. O tempo tratou de espalhar essa flor por inúmeros jardins.

Dividindo as atenções com uma flor amarela que da espécie Cobain e a trepadeira de shows que atendia por Vedder, Cornell fincou raízes e tomou seu espaço último grande momento do rock mundial. Mas hoje, como já foi com algumas delas nos vimos em um buraco negro.

Hoje, 52 anos depois, o sol não brilhou. Ele tratou de levar para seu buraco negro umas das mais belas vozes do rock. Lá ela vai desabrochar no jardim dos sons e se juntar à tantas outras flores. O que conforta é que um dia estaremos todos juntos, sentindo seus aromas e ouvindo suas melodias novamente.

 

Foto: Divulgação/Internet

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