Confira nossa entrevista com Adam Fares, guitarrista da Sociedade Boêmia

Nesta semanas temos uma entrevista muito legal no site! Falamos com o Adam Fares, guitarrista da Sociedade Boêmia.

Falamos a respeito dos trabalho do grupo, deles serem a banda de abertura do show do Creedence Clearwater Revisited, o novo disco (que vale a pena vocês escutarem), influências e muito mais.

Nas linhas abaixo vocês conferem o papo, tá bem massa, e depois têm todos os links da Sociedade Boêmia. Prato cheio pra quem curte rock nacional.

Rock Noize: Logo de cara: como foi para vocês, abrirem o show de uma das bandas mais clássicas do rock mundial, o Creedence Clearwater Revisited? Vocês chegaram a falar com os caras, como foi o contato?

Adam Fares: Para nós foi motivo de muito orgulho poder dividir o palco com uma banda como o CCR. Chega a ser um pouco estranho, pois crescemos ouvindo o som desses caras e, de repente, estávamos lá trabalhando ao lado deles. O contato com eles foi um pouco difícil no começo, pois não queríamos incomodar ninguém da banda. Vocês sabem como são as estrelas do rock, algumas são bem exigentes e não gostam que nada esteja “fora do lugar”. Não seríamos nós que causaríamos mal estar com eles, portanto ficamos mais na nossa. Mas no final do show deles conseguimos tirar algumas fotos e trocar uma idéia com alguns dos integrantes e eles foram extremamente simpáticos. Tenho uma foto com o baterista original do Creedence e isso vou guardar de recordação para o resto da vida. Foi uma experiência muito boa.

Rock Noize: Depois de abrir um show desses, para tanta gente, quais os planos? Já deu tempo de assimilar e pensar no que fazer, afinal é para poucos, né?

Adam Fares: Nós já fizemos um show, na semana seguinte do Creedence, na plataforma virtual ClapMe. Essa ação foi exibida ao vivo, para que os nossos novos fãs pudessem sentir a que viemos. A apresentação foi feita em um estúdio, e qualquer pessoa pode curtir um rock n´roll do sofá de casa, além de interagir com a banda e pedir músicas, fazer perguntas etc. No próximo dia 28, faremos um show no Blackmore Rock Bar, popular no cenário de São Paulo, que já recebeu shows internacionais como Grave Digger, UDO entre outros. Então estamos ansiosos para mostrar mais uma vez a que veio a Sociedade Boêmia. O reportório será baseado no nosso CD “Vivendo no Mundo do Cão”, lançado nesse ano. E o pessoal pode escutar no Spotify e já vir preparado para cantar junto com a gente. Ainda este ano vamos gravar um vídeo clipe da música “Morte Lenta”, que faz parte do nosso último trabalho de estúdio. A idéia é fazer um clipe que saia do clichê tradicional do Rock (mulheres, carros, etc). Estamos trabalhando e discutindo o roteiro do clipe neste momento.

Rock Noize: Mas conta pra gente como foi que a banda se formou, quando e onde, a história inteira? Rs

Adam Fares: A banda começou oficialmente em 2011, com o lançamento do nosso primeiro EP, intitulado “Fé e Dor”, mas nós já tocávamos juntos antes disso. Conheci o Varella (baterista) na época do colégio e, por meio de um amigo nosso, formamos nossa primeira banda. Tocávamos basicamente Ozzy Osbourne, uma das minhas maiores influências. Ensaiávamos na casa do Bruno Muniz, nosso primeiro baixista, com equipamentos ruins e sem acústica nenhuma, mas era divertido demais. Com o tempo fomos pegando gosto pela coisa e melhorando, cada um no seu instrumento. O ponto alto foi quando começamos a perceber que conseguíamos tocar coisas que a maiorias das bandas na época não conseguiam. Isso foi dando confiança para seguirmos com o que estávamos fazendo. Nós vivíamos num mundo a parte, tocávamos o que queríamos e não nos importávamos muito com o que os outros achavam. Isso foi criando uma identidade própria no nosso som. Nosso vocalista era o Guilherme Miranda, parente do Bruno, e essa foi a primeira formação da Sociedade Boêmia. Vale lembrar que não nos apresentávamos com este nome ainda, mas algumas músicas que viriam a fazer parte do EP “Fé e Dor” começaram a ser escritas nesta época. Algum tempo depois, o Bruno Muniz saiu da banda e, em seu lugar, entrou o Renan Fernandes. E foi com essa formação que gravamos nosso primeiro EP em 2011. Em 2013, gravamos um single chamado “Aquela Estrada”, nessa época o Varella tinha saído da banda e em seu lugar estava o Johnny, outro amigo nosso que fez parte da banda. Em 2014, resolvemos fazer mais um trabalho de estúdio e gravamos o “Vivendo no Mundo do Cão”. Tivemos que mudar de vocalista, pois nosso antigo (Guilherme Miranda) teve que se mudar pra Natal. Em seu lugar entrou o Téo. Pelo mesmo motivo, Renan Fernandes saiu agora(foi morar no exterior) e em seu lugar entrou o Twix. Esse é nossa formação agora Téo, Varella, Twix e eu.

Da esquerda para a direita: Téo (vocal), Adam Fares (guitarra) e Bruno Varella (batera)

Rock Noize: Estou ouvindo o “Vivendo no mundo cão” e me parece, por vezes, um disco de metal, em outras mais psicodélico e até hardrock, todos de maneira bem crua. Vocês acham que é por aí mesmo? Quais as influências de vocês?

Adam Fares: Sim, é isso mesmo! O som da Sociedade Boêmia é uma mistura de várias influências e tudo é feito de forma bem crua e honesta. Nesse ponto somos mais parecidos com bandas da velha guarda. Acreditamos no poder puro e simples que o Rock tem. As influências são de bandas consagradas como Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Metallica e Pantera. Eu, particularmente, sempre senti falta de guitarras no Rock brasileiro, o foco sempre era no vocal. Acho que vamos um pouco na contramão nesse sentido, dando mais espaço para os instrumentos. 

Rock Noize: Percebi que as letras são um misto de sentimentos, de protestos e questionamentos. De onde elas vem? Como funciona o processo de composição de vocês?

Adam Fares: As letras são um reflexo das experiências que eu tive na vida, sejam elas boas ou ruins. Procuro ser bem honesto comigo mesmo quando escrevo. Por isso elas vão falando sobre coisas diferentes como curtição, conflitos e até relacionamentos. Sobre o processo de composição, geralmente começo pelos riffs de guitarra. Organizo eles de forma que façam sentido na minha cabeça e depois começo a compor a melodia vocal e as letras. Quando acho que a música está boa mostro para o pessoal da banda e eles interpretam do jeito deles, acrescentando suas influências. Isso faz com que exista um aspecto imprevisível nas músicas, pois, por mais que eu tenha imaginado a música de uma certa forma e tente explicar como eu gostaria que ela soasse, é impossível que ela saia exatamente como eu imaginei. Isso torna as coisas mais excitantes.

Rock Noize: Depois dessa entrevista provavelmente vocês serão figurinhas carimbadas no Rock Noize, mas onde a galera pode encontrar vocês? Passem todos os links e deixem um recado pros leitores!

Adam Fares: Para nós é um imenso prazer poder fazer essa entrevista para um portal que, assim como nós, ama o Rock ‘N Roll. Gostaríamos de encerrar chamando os leitores para conhecer o trabalho da banda e ficar ligados nos nossos próximos passos. Nós somos uma banda criada por fãs e para os fãs do Rock. Amamos o que fazemos e é um prazer poder compartilhar isso com o mundo! Saudações de toda a Sociedade Boêmia.

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Spotify: Sociedade Boêmia

 

Fotos: Luringa (Divulgação)

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