Confira nossa entrevista com o Mixhell

Na última terça-feira, 11 de junho, o Mixhell ( Iggor Cavalera, Laima Leyton e Max Blum) lançou o álbum “Spaces” pela Last Gang Records em parceria com a Boysnoize Records e contou com a mixagem do DJ Gui Boratto, além de diversas participações especiais, entre elas Greg Puciato do Dillinger Escape Plan..

Na divulgação do disco foram lançados dois clipes: Exit Wound que você pode assistir aqui e The Way que você assiste aqui.

“Spaces” também foi disponibilizado para audição na internet (escute aqui) e sobre ele bati um papo com o trio onde falamos das mudanças na sonoridade da banda, como foram as participações especiais e muito mais! Você confere essa conversa nas linhas abaixo!

 

RN. Qual a expectativa para o lançamento do ‘Spaces’? 

Estamos muito felizes com o resultado final do disco e com o fato de termos que re-inventar esse disco quando estamos tocando ao vivo. Nossas expectativas são as melhores possíveis! Já fizemos alguns shows baseados nas músicas desse disco e a resposta foi incrível – vai ser ótimo quando todos conhecerem as músicas e aparecerem para os shows!

RN. Como foi trabalhar com Gui Boratto, vocês são amigos de longa data né? Facilitou?

Iggor: Sim o Gui é muito amigo, ja fizemos algumas colaborações no passado (participei da musica “Plie” para a Kompakt e ele remixou a faixa “Antigalactic” para o nosso single) e também um gênio nos estúdios, um baita prazer trabalhar com ele!
Laima: O trabalho com o Gui foi ótimo, muito natural. Somos todos grandes amigos e ele, durante dois meses, participou efetivamente da criação do disco. Já tínhamos boa parte das músicas prontas, mas achávamos que faltava ainda aquele toque especial de alguém de fora. Tivemos muita sorte de poder contar com alguém tão especial nesse processo.

RN. E as participações especiais no disco, como a do Greg por exemplo, como foi? Vocês pensaram em nomes ou a ideia apenas surgiu? 

Normalmente só fazemos essas participações com amigos ou alguém que entenda totalmente o Mixhell, no caso o Greg. Sua participação aconteceu de forma curiosa: precisávamos de alguém apenas para um efeito de voz no break de uma música. Ele gostou tanto do som que mandamos que acabou criando o vocal inteiro, em todas as partes. Nem precisamos dizer que adoramos a sua contribuição e acabamos usando tudo! O resultado foi tão legal que a música acabou virando o primeiro single do disco! As demais colaborações aconteceram por acaso, pela simples vontade de fazer música junto com amigos.

RN. Vi uma apresentação de vocês no Gloria em São Paulo há uns 3, 4 anos. O que mudou de lá para cá? 

Muita coisa mudou de lá até hoje. Antes, nos baseávamos em um set de discotecagem, com algumas inserções de bateria ao vivo. Com o tempo, fomos sentindo a necessidade de incorporarmos mais elementos e de tocarmos nossas próprias músicas. A nossa sonoridade também foi se distanciando do noise e se aproximando, cada vez mais, do groove.

RN. Hoje vocês são um trio, Iggor na bateria, Max no baixo e Laima cantando. O que isso altera na sonoridade? 

A entrada do Max foi um complemento a todas essas vontades. Ele já trabalhava conosco no estúdio e foi uma progressão natural. Como trio, fazemos um show baseado em nossas músicas, com alguns covers e arranjos especiais.

RN. Como vocês fazem nos shows? Existe uma alternância nos instrumentos, alguém que fique mais com a parte eletrônica… Como funciona? 

Para os shows, a Laima concentra todos os synths, samplers e sequenciadores; Iggor toca bateria e o Max, o baixo. Não alternamos instrumentos, mas o show é completamente livre, do começo ao fim.

RN. Iggor, Quais as diferenças entre gravar um álbum de metal e um de música eletrônica? E as turnês, como são?

Não tem muita diferença para mim, o beat para mim é o centro dos dois estilos. No metal eu dito mais o tempo enquanto no eletrônico eu complemento o tempo ja definido de outras formas. As turnês de eletrônico são mais divertidas no sentido de mais festas! As de metal são mais cansativas, porque geralmente tocamos todos os dias.

RN. Laima, como você se sente cantando? 

A primeira experiencia cantando foi com um cover do ‘Pixies’ into the white, o Iggor e o Max curtiram bastante, ai decidi fazer o restante das musicas do disco cantando.

RN. Max, conte um pouco de como foi entrar para o Mixhell, como foram as gravações de ‘Spaces’, as turnês… 

Na verdade, sempre participei das produções da banda, praticamente desde o início. Algumas vezes, pensamos em tocar juntos, mas eu precisava me dedicar a alguns outros projetos pessoais/musicais. No início do ano passado, nós três achamos que estava na hora de levar o Mixhell para um nível diferente: criar nossas músicas e tocar como banda. A experiência, até agora, tem sido incrível. As gravações foram ótimas e as tours melhores ainda. Conheço os dois ha muito tempo, a convivência é praticamente familiar!

RN. E por fim, o que podemos esperar de ‘Spaces’?

Dark Disco Boogie for the masses!

 

 

Obrigado Iggor, Laima e Max pela oportunidade!

 

Marcelo Coleto.

 

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