Conversamos com a Marina Rojas e ela ainda mandou ver uma playlist matadora pra gente! Confira

Se você é um frequentador da noite já deve ter trombado com a Marina Rojas, mas se não é pode ter ouvido falar dela no Papito In Love, reality da MTV Brasil.

Pois é, foi lá que Marina apareceu para o Brasil, como uma das candidatas a se casar com o Supla na segunda temporada do programa. Fã do cara, ela acabou por não se casar com ele mas embolsou uma grana.

E aqui a gente vai falar um pouco de sua participação no reality show, mas muito mais da Marina na noite, afinal, aos 28 anos ela é agente de DJs e produtora de eventos.

No papo falamos sobre noite, sobre tendências e festas e a Marina ainda mandou ver numa playlist matadora com suas músicas preferidas com exclusividade pro Rock Noize!

Rock Noize: Você acha que a participação no programa influenciou no seu trabalho? O que mudou?

Marina Rojas: Não vi nenhuma mudança em relação ao meu trabalho dentro do escritório, no dia a dia. Mas, em nossos eventos, pude notar que as pessoas, os DJs, parceiros, todos acabam me reconhecendo e brincando: “A Mamita ai!” rs.

Rock Noize: E como estão os eventos, alguma coisa mudou com a crise no país?

Marina: Claro que esse impacto afeta e reflete em todas as áreas do país. No mercado do entretenimento não seria diferente. Mas, mesmo com tantos problemas as coisas seguem caminhando numa crescente sempre. Porém não posso deixar de sinalizar algo que vejo muito: o público – logo os contratantes também acabam tento mais cautela em todo processo do evento.

Rock Noize: Sabemos que ainda existem muitas baladas, bares e festas de rock na noite paulistana, mas cada vez mais as baladas se abrem para outros tipos de festas e estilos. Como você enxerga as festas e baladas de rock e o que acha que levou à esta mudança?

Marina: O que tenho notado é um novo movimento cultural que anda crescendo muito. Festas de Coletivos de Rua, geralmente em locais abertos ao público, com som à vontade para quem quiser dançar. Primavera, Te Amo – Metanol, Selvagem, Free Beats, todos os coletivos juntos em prol de música boa. Claro que outros estilos sempre acabam tendo maior notoriedade, pois o grande público é maior, mas a cultura Pub também tem expandido bastante e lugares que estavam esquecidos, reabrindo e funcionando bem! Muito!

Rock Noize: Hoje com poucos recursos já é possível tocar como DJ nesses eventos, como você vê isso?

Marina: Complicado alguém com base em bandas e mil instrumentos musicais complicados ver o DJ se transformar em ídolos com tão poucos recursos. Mas a técnica de um bom DJ, todo detalhe de mixagem, a troca de energia de muitos artistas que tenho a honra de trabalhar, são tão impecáveis e ricas que imaginamos o seguinte: Imagina o DJ Marky com toda a técnica e maestria que têm nos toca-discos em suas apresentações (pois vale lembrar que nos bastidores do estúdio ele usa a maioria dos equipamentos necessários para construção de uma música) que festa não seria. Fizemos até um projeto anos atrás – Techonostalgia onde ele regia um uma banda INTEIRA, tudo ao vivo, surreal!

Rock Noize: Como está o cenário dos DJs de rock? Você acha que eles têm que se abrir para os outros estilos e festas?

Marina: Infelizmente não tenho muito acesso aos DJs de Rock, mas os admiro e curto tanto! rs Tenho bons amigos que discotecam, mas sem dúvida não são tão valorizados como os DJs de música eletrônica, que é uma pena!

Rock Noize: Conta um pouco para a gente como é ser produtora de eventos e agenciar DJs, afinal, o grande público acaba acompanhando apenas o que aparece na festa, mas não os bastidores.

Marina: É um mundo muito louco! As acham que fazer evento, é fazer festa! Mal sabem a dedicação necessária para o evento fluir para a curtição deles e todos os problemas antes e depois que o artista toca a última música! rs – Mas sem dúvida é gratificante fazer funcionar o sonho de tantas pessoas. E como em paralelo faço os bookings de artistas nacionais / internacionais, fica mais cuidadoso esse trabalho pois sabemos exatamente o que é necessário para o DJ e para o contratante.

Rock Noize: Como você foi para essa área? Foi por conta dos gostos musicais mesmo? Aliás, quais os estilos e bandas/artistas que você curte?

Marina: Tinha uns 19 anos, por aí, fazia Direito na época. Comecei a rever contratos e negociações, me encantei e acabei virando booker. De lá pra cá, fui me envolvendo cada vez mais em diversas áreas desse mercado.

Rock Noize: Em que festas e eventos a gente pode encontrar com a Marina?

Marina: Quase todos os eventos! rs Tomorrowland, Tours de Guetta, Hardwell e todos os principais nomes. Estou sempre nos bastidores das festas.

Rock Noize: Pra finalizar, conta o por que dessa playlist e deixa um recado para os leitores do site e quem quiser trabalhar com eventos, ser DJ…

Marcelo: O porquê é simples: são as músicas que eu amo muito e escuto o dia todo! Primeiro conselho para quem quer virar DJ é: ESTUDE MUITO! Escute música, escute samples, escute e conheça a história de cada um, desde 1980, tenha base e estrutura musical. Depois pratique muito e tente fazer ao vivo as performances, ali, no ouvido mesmo! Sem set mixado, faz a sua noite ser inesquecível e não igual ao DJ anterior!

Depois de conferir o papo, dá o play aí nas músicas da Marina pro Rock Noize!

“Pé na estrada, cabelo ao vento, fim de semana na praia com os amigos!”

 

“Me arrumando pra sair na sexta-feira.”

 

“Segunda-feira, dia de focar no trabalho. Preciso pegar no tranco”.

 

“Sábado em casa, curtindo a paz do lar…”

 

“A preferida do Supla. Será que é uma mensagem subliminar?”

 

“Música de curtir a dois…”

 

“Não pode faltar na balada”

 

É isso! Ah e se você quer conferir mais da Marina Rojas no “Papito In Love”, se liga na entrevista que ela deu para nossos amigos do Testosterona neste link.

 

Foto: Divulgação/Internet

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