Crítica: Kong: A Ilha da Caveira é um espetáculo

1200É isso mesmo que você leu aí no título desta crítica! Kong: A Ilha da Caveira é um espetáculo à parte. Como diria uma “sábia”: é tiro, porrada e bomba. Não pense que vamos aqui fazer uma crítica abordando os aspectos técnicos do filme e aquele blábláblá todo, vamos falar de diversão. Pura e simples.

O filme mais recente do gorila mais famoso dos cinemas é tão bacana que suas duas horas passam num estalar de dedos. O longa é direto e reto, sem enrolação e sem demais explicações. Claro que ele pega os clichês de filmes de “monstros” – e do próprio King Kong – para beber dessa fonte mais uma vez.

Tem o badass (dois, neste caso), a mocinha, o inescrupuloso, o doido varrido e o soldado em busca de justiça. James Conrad (Tom Hiddleston) é especialista em resgate na selva e é convocado para uma missão basicamente suicida de exploração em uma ilha no pacífico.

A missão é capitaneada por Bill Randa (John Goodman) que vai atrás de monstros pré-históricos que ele jura que existem. Para tal, além de Conrad, também são convocados Mason Weaver (Brie Larsson) e Preston Packard (Samuel L. Jackson), entre outros.

Logo na primeira cena nosso amado Kong já dá as caras arrebentando com tudo. Durante a missão de reconhecimento o grupo acaba se deparando com o macacão da bola azul dono da porra toda que destrói meio mundo e mata mais ainda.

O que se vê na Ilha da Caveira é um mundo ainda se desenvolvendo e se adaptando. Kong é um gigante – maior ainda do que nos outros filmes – e tem que lugar contra uma espécie de animal ainda em desenvolvimento que sai dos confins da terra, lá de baixo mesmo. O antagonista é o que a gente aprendeu na escola por evolução das espécies e Kong já não anda mais em quatro patas, ele anda em pezinho mesmo.

O grupo passa por situações de perigo não só com o gorilão, mas com aranhas gigantes até um tipo de bicho-pau dos grandes. Destaque aqui vai para os (tipo) búfalos fofíneos que aparecem de vez em quando na tela. Se você já assistiu os filmes do Parque dos Dinossauros, Predadores (o último) e até os outros King Kongs vai pegar várias referências.

Uma das coisas bacanas de Kong: A Ilha da Caveira é que Weaver, a mocinha do filme, em nada é fraquinha e delicada. A fotógrafa vai pra cumprir o seu papel (o de fotografar) e esse é justamente um dos destaques do filme. A fotografia (não a dela, mas do filme mesmo) é muito boa, com frames excelentes.

Outro aspecto interessante é a quantidade de cenas em câmera lenta. São muitas, mas não o suficiente para cansar, já que o filme é bem dinâmico nas trocas e os efeitos especiais não deixam nada a desejar. Mas voltando à moçoila, além de cumprir o seu papel, na hora do vamos ver não se faz de rogada e parte pra cima. Mais uma mostra do empoderamento feminino justíssimo nos cinemas.

Outro ponto que vale a menção é ver novamente e num aspecto totalmente novo Tom Hiddlestom e Samuel L. Jackson juntos fora do ambiente Vingadores. E de papéis trocados, já que aqui Tom é o herói e Jackson acaba por se tornar o vilão.

Como não poderia deixar de ser há por trás de tudo um serviço secreto e uma “luta” contra os russos em meio à guerra fria pra ver que vai a tal lugar e descobre primeiro tal coisa. Ok, dentro da normalidade.

John C. Reilly é Hank Marlow, um combatente da Segunda Guerra que está na ilha há quase 30 anos e traz um tom leve ao filme. Ele reside com a tribo que lá habita e que também mostra a teoria da evolução, usando da natureza para sobreviver e ainda sem os hábitos mais corriqueiros dos humanos. Eles não sabem rir, por exemplo.

Kong: A Ilha da Caveira tem de tudo: tiros, explosões, animais gigantes, efeitos especiais e tudo mais que um bom entretenimento tem que ter. Sem essa de grandes análises, é divertimento puro e por isso é um espetáculo. Vale as duas horas e entrega o que os trailers prometeram. Isso sem falar que fez a gente esquecer do que foi aquela patifaria com o Jack Black e a Naomi Watts de 12 anos atrás.

Ah e fiquem ligados na cena pós-créditos (pós mesmo, ela só aparece depois de todos os créditos) e aí você vai entender que a Ilha da Caveira é só o começo da descoberta de monstros e lendas que habitam o imaginário coletivo.

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Fotos: Divulgação/Internet

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