Crítica: Pantera Negra é um divisor de águas nos filmes de super-heróis

Enquanto a DC trupica mais não cai com seus filmes a Marvel vai de vento em popa. O mais recente longa da Casa das Ideias, o Pantera Negra, veio para ser um divisor de águas quando se trata de cinema de super-heróis.

Os números mostram isso: mais de 600 milhões de dólares nos Estados Unidos e mais de 650 milhões no mundo todo, o que dá mais de 1,2 bilhões de dólares de arrecadação transformando Pantera Negra no filme mais lucrativo da história da Marvel Studios.

E se fosse “só” isso já tava mais do que bom, mas não. Pantera Negra quebra barreiras no gênero por se tratar de um filme estrelado apenas por atores negros e que se passa – em boa parte – na África, ainda que seja no reino fictício de Wakanda.

Em tempos onde atores, diretores e produtores negros fazem suas vozes serem ouvidas em Hollywood e também com mulheres assumindo a direção e sendo protagonistas do mesmo filme (vide Mulher-Maravilha) é muito mais do que justo – tardio, mas justo.

E tal qual o herói do filme, Chadwick Boseman, intérprete do Pantera, se torna a figura central dessa luta, novamente, mais do que justa e que se coloca à frente lá pelos lados de Los Angeles como o símbolo de uma grande vitória.

Pantera Negra não se trata apenas de um filme de super-heróis da Marvel que vem para completar todo o arco de histórias nos cinemas, mas encerra os primeiros 10 anos de atividade – por assim dizer – com chave de ouro. Ou seria de vibranium?

“Pantera Negra se torna o nobre herói de muitos, independente de raça, cor ou credo”

Acima das extraordinárias batalhas que vemos, principalmente entre T’Challa (Boseman) e Killmonger (Michael B. Jordan), o que vemos é puramente o que acontece de verdade. O mundo saqueando os recursos africanos (até hoje muitos países têm que lutar contra o tráfico de marfim dos chifres de rinocerontes e elefantes, matança de felinos e tráfico de animais silvestres, entre outras coisas) e toda a politicagem envolvida.

O embate se dá por um recém eleito rei, T’Challa, disposto a abrir as portas de Wakanda e toda sua tecnologia – muito mais avançada que de todos os outros países -, contra um Killmonger machucado pela vida e revoltado que está disposto a tudo para fazer de Wakanda o reino supremo do mundo, de ter a sua vingança.

Afora partes de lutas na cosmopolita Busan na Coreia do Sul, o longa se passa mesmo no belíssimo continente africano com imagens e efeitos especiais de encher os olhos. Diga-se que vale muito assistir Pantera Negra em 3D.

“Pantera Negra mostra ao mundo seu reinado, sua vida e a cultura do continente que deu origem a tudo”

Se passando logo após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil, sua primeira aparição, agora o Pantera Negra mostra ao mundo seu reinado, sua vida e a cultura do continente que deu origem a tudo e para os menos conhecedores, vale dar uma corrida nas HQ’s para conferir mais sobre essa história.

Rompendo as barreiras das telas, Pantera Negra implicitamente mostra em suas belas paisagens a realidade que vivemos hoje: um mundo tecnológico cheio de interesses escusos, preconceito, intolerância e de lutas sendo travadas todos os dias.

Um outrora apenas componentes dos Vingadores, ele vai figurar em Guerra Infinita, agora se torna o nobre herói de muitos, independente de raça, cor ou credo. O Pantera Negra se torna o nosso herói favorito e real da Marvel. O que todos queremos ser.

Wakanda Forever!

 

Foto: Divulgação/Internet

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