Crítica: Resident Evil – O Capítulo Final

Resident-Evil-6-Movie-1600x900Finalmente… Meses depois consegui assistir Resident Evil – O Capítulo Final. Quem me conhece sabe a resistência que tenho em “acabar” com as minhas franquias favoritas. Pra vocês terem uma ideia não assisti Logan até agora. É isso.

Mas falando da história de Alice (Milla Jovovich) e Cia., ela teve seu derradeiro encerramento – ou não – em O Capítulo Final onde nossa heroína tem que acabar definitivamente com a Colmeia de sua antagonista, a Umbrella Corp. e o vilão da porra toda, o Dr. Isaacs em um embate onde se misturam clones, zumbis, traidores e por aí vai. Nada que fuja à regra dos cinco filmes anteriores.

Aqui uma coisa que senti falta é que, dos mocinhos e mocinhas apenas Claire Redfield (Ali Larter <3) está entre os velhos conhecidos dos filmes anteriores. Senti falta de explicações de onde foram parar os outros companheiros de Alice. Ao que tudo indica muita coisa ainda tem que ser explicada, mas isso é papo pra outra hora.

12th

O filme começa com o característico remember de Alice contando tudo que aconteceu desde O Hóspede Maldito até chegar ao mundo pós-apocalíptico d’O Capítulo Final e por um bom tempo não há diálogos entre ela e qualquer pessoa, só quando a treta começa de verdade.

Algo bacana de se salientar é que neste filme as cenas de luta são bem melhores que as dos anteriores, principalmente dos três primeiros, incluindo infindáveis brigas em cima dos carros/tanques da Umbrella, onde Alice inclusive manda ver contra o Dr. Isaacs.

Em O Capítulo Final o vilão é trabalhado de uma forma que não é apenas sobre a reconstrução do mundo pós destruição total. Isaacs me lembra e muito o antagonista de Denzel Washington em O Livro de Eli, um homem obcecado pelo lado religioso da coisa, como se parecesse saber a importância da religião e de um deus – que seria ele próprio – para a retomada do mundo. Ao passo que cita uma “raça pura”, “superior” na base do T-Vírus, uma evolução humana.

Lembra alguém?

Esse misto de pensamentos e atitudes torna o personagem um tanto mais profundo e em mais um remember é contada a história de como ele chegou até ali, o que não é nenhuma surpresa. Um homem possuído pela ganância e dinheiro em busca de um “mundo melhor” e acreditando piamente que haverá uma destruição global em algum momento, então ele pretende “facilitar” as coisas.

Vale dizer que a construção dos personagens deste filme não é lá essas coisas. Muita gente aparece sem explicação alguma e profundidade nula, o que dá uma sensação de “essa galera vai morrer fácil, fácil” e é isso que acontece. Só completaram o time e nada de muito relevante fizeram no contexto da obra.

Resident Evil – O Capítulo Final também explica muita coisa da história de Alice que não só uma traidora da Umbrella em busca de vingança. Mas como todos os filmes da franquia não é um primor. Paul W. S. Anderson não os dirigiu dessa forma, mas neste filme ainda temos a surpresa da fofa Ever Gabo Anderson, filha de Milla e Paul.

Pra quem cresceu desde 2002 separando o que é do universo dos games e o que é cinema em Resident Evil, parece que a franquia se encerrou de maneira, digamos, digna. Mas inevitavelmente fazendo um paralelo, pode ser que a história continue e retome seu lado original, numa luta de sobrevivência sanguinária entre humanos e zumbis, como em Resident Evil 7 (game) que, me perdoem, ainda não joguei.

Este foi o derradeiro capítulo de uma história contada em seis atos e que valeu, senão em todos os seus filmes, de modo geral. Ainda há muita história pra contar e num mundo de origens, reboots, spin-offs e por aí vai, a certeza é de que a história de Alice, Claire, Leon, Ada e Jill Valentine ainda não acabou.

 

Foto: Divulgação/Internet

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