Entrevista Especial We Are One: “Zoli não quer levantar uma causa para a banda caso todos da banda não acreditem nisso” – Ignite

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E depois de muitas entrevistas, chegamos a uma das atrações mais aguardadas do We Are One, diretamente de Orange Country: o Ignite! Com mais 20 anos de carreira, o grupo liderado pelo vocalista Zoli possui um público fiel pelo mundo graças a sua ideologia humanista e suas letras altamente politizadas, além do envolvimento aberto da banda com ONGs e causas humanitárias.

Sendo uma das atrações que vem causando mais furor dentre os fãs que irão comparecer ao festival, o Rock Noize bateu um super papo com o baixista e fundador da banda, Brett Rasmussen que respondeu algumas perguntas sobre a a história da banda e sua relação com as ONGs e as expectativas do grupo para a quarta passagem do grupo pela América do Sul.

Rock Noize: Ser uma das bandas mais esperadas do festival, quais são as expectativas dos membros do grupo para tocar com outras grandes bandas em diferentes lugares?

Brett Rasmussen: Nós temos um monte de amigos em várias bandas de punk e hardcore como o Face To Face, e sempre é muito legal ver seus amigos quando você está viajando e tocando shows bacanas tão distante de casa! Nós gostamos especificamente de descer para a América do Sul, essa será nossa quarta turnê ai e eu estou seguro que essa será uma das melhores de todas.

Rock Noize: Como foi gravar um novo álbum depois de 10 anos sem nenhum material novo? Qual foi a principal diferença durante o processo de composição e no estúdio?

Bret Rasmussen: A escrita e a gravação foram bem similar ao disco anterior. A equipe que nós tínhamos (o produtor Cameron Webb), o mesmo estúdio em Orange Country, basicamente o mesmo line-up da banda deu todo o processo de gravação uma sensação bem confortável. Para fazermos esse disco nós nos lembramos que existem coisas que os fãs do Ignite esperam da gente e nós sentimos que era importante manter um link com o trabalho anterior, mas ao mesmo tempo foi muito importante surpreender os ouvintes com novos elementos que eles não esperariam. Nós acreditamos que é importante que a banda se reinvente a cada novo álbum e mantenha a energia e a criatividade frescas. Esse sempre foi o maior desafio durante o processo de gravação, criar algo novo, excitante e sem perder a essência da banda.

Rock Noize: As letras do Ignite são famosas pelos temas políticos, alguém da banda participa de ONGs ou projetos humanitários?

Brett Rasmussen: Zoli possui um alto envolvimento com diferentes organizações ambientais e ele foi um dos que realmente trouxe esse aspecto para a mesa da banda. Zoli esteve envolvido com essas organizações muito tempo antes do Ignite começar. Quando nós começamos a trabalhar juntos, ele perguntou a todos se nós da banda estávamos de acordo que ele alinhasse o grupo com esses temas. Ele não quer levantar uma causa para a banda caso todos da banda não acreditem nisso. Ele educou todos nós em diferentes frentes desses temas. Isso é algo que ele apoiaria hoje em dia mesmo que o Ignite nunca fosse uma banda. Nós temos doado dinheiro e tempo para dar suporte grupos como The Sea Shepherds, Earth First, Pelican Rescue Team, Doctors Without Borders, etc, por mais de 20 anos.

Rock Noize: Estando na estrada desde os anos 90, como a banda vê a mudança do estilo da música? E como vocês se adaptaram as novas direções da indústria da música?

Bret Rasmussen: Tudo muda com o tempo, a cena musical e as pessoas mudam, mas no final do dia, se você consegue escrever boas músicas e a sua base de fãs é faminta por ouvir novas canções, então sempre haverá oportunidades para alcançar o sucesso e crescer.

A grande mudança no lado musical em relação ao álbum anterior foi a mudança tecnológica. 11 anos atrás quando nós estávamos escrevendo “Our Darkest Days”, ninguém na banda tinha um laptop onde você poderia plugar na sua guitarra e fazer a demo junto com algum software de computador e a partir daí enviar a sessão de gravação para outro membro da banda colaborar com novas ideias, tudo isso por e-mail. Esse foi provavelmente a grande diferença na questão de escrever novas músicas.

Rock Noize: Você sente que o som do Ignite teve alguma boa reverberação pelo mundo? Vocês conseguiam imaginar que a banda alcançaria esse sucesso no começo?

Bret Rasmussen: Eu acho que essa é uma das coisas que mais tivemos sorte no Ignite, essa transição por um público variado e nós sempre vemos como encaixar as coisas para que possamos tocar tanto com o Motorhead ou o Bad Religion, ou até mesmo fazer algumas noites acústicas. Nossa música é agressiva então os fãs de punk e hardcore gostam como o Zoli tem uma voz limpa e clara, agradando ao mesmo tempo fãs de rock e metal. Nós nunca esperávamos fazer nada no começo além de fazer uma demo ou fazer um show… várias coisas aconteceram nós últimos 20 anos que nós ficamos felizes e muito agradecidos.

Rock Noize: Por favor, enviar uma mensagem para seus fãs no Brasil e convide-os para o show!

Bret Rasmussen: Shows ao vivo são a real razão de uma banda de punk ou hardcore. Você passa algum tempo escrevendo e gravando músicas, mas no final, as bandas passam muito mais tempo tocando-as ao vivo do que qualquer outra coisa. Essa é a grande conexão entre os músicas e a música. Então venha e veja algumas bandas excelentes tocando nessa turnê!!!

Então amigo, ao final de todas essas entrevistas, se você ainda não comprou seu ingresso, corre porque está chegando o grande dia! Clica aqui e se informe dos ingressos que ainda restam em alguma das datas brasileiras do festival We Are One e confira todas as nossas entrevistas exclusivas.

Foto: Divulgação/Internet

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