Entrevista Especial We Are One: “Voltarmos juntos e tocarmos como uma banda depois de 10 anos tem sido bem interessante”, The FullBlast

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Nós da Rock Noize esperamos que vocês estejam curtindo de coração essa série de entrevistas especiais que fizemos com todas as bandas que farão parte da turnê do festival We Are One. Ao todo conversamos com 6 bandas: The Decline, Much The Same, Face To Face, The FullBlast e Ignite, todas essas fixas do festival que irá percorrer 4 cidades brasileiras e mais alguns países da América Latina, além da banda Pense, que fará uma participação exclusiva no show de São Paulo.

O grupo de hoje, são os canadenses do The FullBlast, que voltaram a ativa depois de 10 anos parados e em projetos paralelos. Mas voltaram chutando todas as bundas possíveis e imagináveis com um EP, que na minha humilde opinião, é o melhor lançamento desse ano! Um prato cheio para os amantes do melhor punk rock melódico que existe, os canadenses vem nessa turnê como uma promessa de diversão e energia garantida.

Desde o lançamento do último disco, em 2007, o grupo havia sumido dos radares, mas após um single em 2016, lançou o EP “Attack, Sustain, Decay” e garantem que vão fazer valer dividir o palco com monstros do estilo, como Ignite e Face To Face.

Veja a conversa que tivemos com o vocalista, Ian Stanger, sobre esse retorno as atividades e sobre o futuro do grupo!

Rock Noize: Como esta sendo voltar a ativa após 10 anos longe da indústria da música?

Ian: Tem sido bem divertido. Todos nós estivemos ativos na música nos últimos 10 anos de diferentes formas, mas voltarmos juntos e tocarmos como uma banda depois de 10 anos tem sido bem interessante. Várias coisas mudaram sobre como a música é feita e lançada. Nós também envelhecemos com diferentes coisas acontecendo em nossas vidas – filhos, famílias, empregos e responsabilidades que não tínhamos antes. Também é diferentes poder fazer músicas apenas por diversão pela primeira vez em tanto tempo. Quando nós estivemos juntos e lançamos álbuns de 2002 até 2005, tudo era bem sério. Agora nós podemos voltar a apenas nos divertir com tudo isso.

Rock Noize: Ouvindo o primeiro disco de 2004 e o último EP, existe uma visível mudança no som de vocês. Tecnicamente falando, como foi o processo de composição e gravação das últimas músicas? Quais foram as principais diferenças?

Ian: Na realidade não houve muita diferença no processo. Andy (bateria) e Darran (guitarras) escreveram a maioria das músicas e Bri (baixo) e eu (vocal) ajudamos a dar a forma à estrutura e adicionar as nossas partes. Essa é a forma como sempre fizemos. Eu acho que essa mudança que talvez você esteja ouvindo seja a nossa tentativa de manter tudo um pouco mais simples dessa vez. As músicas são curtas e de várias formas, diretas ao ponto. Isso definitivamente foi intencional.

Rock Noize: E “espiritualmente” falando, vocês sentiram algo nostálgico durante o processo em estúdio?

Ian: Sim, claro! A química que nós temos como grupo é algo que nós nunca achamos fora da banda em outros projetos, então voltar a escrever e gravarmos juntos, nos fez lembrar disso. Nós somos grandes amigos e adoramos sair juntos, o que é algo cada vez mais difícil em nossas vidas, então isso nos deu uma excelente desculpa para passarmos um tempo juntos.

Rock Noize: Depois desse EP, os fãs podem esperar um álbum em breve?

Ian: Eu não esperaria um novo disco. Talvez nós continuemos a escrever esses EPs, mas nós não colocamos isso como um objetivo. Novamente, nós estamos fazendo isso por diversão, então quando for o momento certo, vocês provavelmente irão ouvir novas músicas nossas.

Rock Noize: Como serão os setlists de vocês nos shows durante a turnê We Are One, um misto de velhas e novas músicas ou os fãs podem esperar um “Attack.Sustain.Decay” completo no palco?

Ian: Isso provavelmente música a cada noite, uma boa mistura de velhas e novas. Mas o novo EP é mais divertido e excitante para tocarmos, então vocês podem esperar ouvir muito dele a cada noite.

Rock Noize: O que vocês esperam desses shows na América Latina? O que os fãs podem esperar?

Ian: Nós não temos ideia do que esperar. Bri e John (guitarristas, tocavam no This Is A Standoff), ambos estiveram na América do Sul antes, mas o resto de nós não. Eu estou na esperança de um grande e enérgico público. Os fãs podem esperar um set de músicas rápidas durante os stage dives!

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Foto: Divulgação/Internet

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