Entrevista Exclusiva Armored Dawn: “É incrível podermos levar o metal brasileiro para outras partes do mundo”

Nesta semana a gente chega com muito peso nas entrevistas! Batemos um papo exclusivo com uma das bandas de metal nacional mais faladas no mundo inteiro nos últimos anos, a Armored Dawn. Eles deram as caras em 2014 e já estão em um patamar bem alto.

A Armored Dawn é formada por Eduardo nos vocais, Timo e Tiago nas guitarras, Fernando no baixo, Rafael nos teclados e Rodrigo na bateria. O sexteto já tem dois álbuns gravados, “Power of Warrior” e “Barbarians In Black”, onde trabalharam com grandes nomes do rock mundial.

Nessa entrevista vocês ficam por dentro de como foram as gravações, como alcançaram o respeito e conquistaram tantos bons frutos em tão pouco tempo de estrada, sobre o metal no Brasil e nos outros países, enfim, tem muita coisa legal, então não perde tempo e confere!

Rock Noize: Vocês são uma banda bem nova e que já alcançaram uma posição de destaque no cenário do metal nacional com dois álbuns de muito respeito lançados. Ao que se deve isso? 

Rafael Agostino: Se deve a muito trabalho, sem dúvida. Nós mesmos cuidamos de tudo o que se refere à banda para termos certeza de que tudo corra do jeito que tem que ser. Estamos indo para nossa terceira tour e estamos muito felizes pelo nosso trabalho estar sendo tão bem recebidos em todos os lugares. É uma resposta ao nosso trabalho diário e um sinal de que estamos no caminho certo.

Rock Noize: Falando nos álbuns, como foi já gravar o primeiro deles na Dinamarca, uma região (Escandinávia) tradicional de metal e com um produtor (Tommy Hansen) que já trabalhou com grandes nomes?

Fernando Giovannetti: Foi uma grande experiência! Além de ter sido a primeira vez que gravamos fora do país, trabalhar com o Tommy foi realmente especial. Ele é completamente old school, diferente do que estamos acostumados. Contar com a experiência dele para fazer esse disco foi um diferencial.

Rock Noize: No segundo trabalho novamente vocês trabalharam com profissionais de renome internacional. O que mudou (se mudou) nas gravações e produção?

Tiago de Moura: Trabalhar com o Kato Kandwhala ‘In memorian’ (Papa Roach, The Pretty Reckless) e com o Bruno Agra (We Are Harlot) nos trouxe caminhos diferentes. Um produtor sempre traz um olhar diferenciado e quando os caras são de fora, mais ainda, pois possuem vivências muito distintas das nossas. Em comparação com o “Power of Warrior” que também foi gravado com um gringo, mas com um background mais old school, tivemos mudanças significativas em relação ao uso de overdubs e uma exigência maior nas gravações track by track. O resultado é mais moderno, cheio de riffs e backing vocals, mesclando tudo isso com passagens épicas. Acredito que quem ainda nāo ouviu irá se surpreender.

Rock Noize: Como é o processo de composição de vocês? Como as temáticas das letras são pensadas para serem escritas? 

Tiago: Normalmente partimos das ideias do nosso vocalista Eduardo Parras, sempre iniciadas apenas com piano e voz. A partir daí, a banda toda participa com ideias, sejam riffs, harmonias, solos ou um simples acorde diferente. Quanto à temática das letras, no “Barbarians in Black” caminhamos pela temática viking, mas com assuntos atemporais, e sempre tentado levar uma mensagem positiva para o nosso público.

Rock Noize: Falando em shows e turnês, como é tocar com grandes nomes do metal mundial como Megadeth, Tarja, Sabaton e outras, sendo uma banda tão nova?

Fernando: Tocar com grandes nomes do metal é muito desafiador, especialmente por encararmos públicos cada vez maiores e de estilos diferentes dentro do metal. Com isso, conseguimos divulgar mais o nosso trabalho e o mais gratificante disso tudo é que, até hoje, em absolutamente todos eles, fomos muito bem aceitos por esses diferentes públicos.

Rock Noize: ‘Sail Away’, primeiro single de “Barbarians in Black”, teve um milhão de visualizações, que é um número enormemente expressivo para um vídeo de metal. Como é para vocês alcançar esse patamar em um cenário de internet e redes sociais tão efêmero.

Rafael: Ficamos extremamente satisfeitos com o resultado do nosso primeiro single. Nós optamos pela balada do disco, porque sabíamos que ela tinha potencial para agradar um público maior e além disso, caprichamos bastante na produção do clipe. Trabalhamos com o Micka, da Ideia House, e nos inspiramos muito nas séries atuais de sucesso como Game of Thrones e Vikings pra produzir esse vídeo. Acredito que o fato de forcarmos mais no enredo do que na banda foi um diferencial entre os clipes de metal.

Rock Noize: Vocês já se apresentaram em inúmeros países, incluindo Alemanha, Holanda, Hungria e outros. Como é, para uma banda brasileira chegar nesses países com esse patamar?

Timo Kaarkoski: É, basicamente, a mesma coisa de tocar no Brasil, exceto pelo fato de que os voos são mais longos. Risos. A “família” do Heavy Metal é muito semelhante em qualquer lugar que você vá. Você pode tocar em Frankfurt, Tokyo ou Piracicaba, e a galera vai ser sempre muito parecida. Claro que no Brasil o público é um pouco mais louco e mais caloroso. Mas sim, é incrível podermos levar o metal brasileiro para outras partes do mundo. Infelizmente não é algo que aconteça com muitas bandas, mas espero que, de alguma forma, isso ajude a abrir portas para outras bandas brasileiras também.

Rock Noize: Depois de tanto sucesso, quais os planos a partir de agora? Tem alguma novidade vindo aí que vocês podem adiantar pra gente?

Timo: Bom, nós vamos para a Europa novamente ainda esse ano numa tour com o Hammerfall. Além disso, já começamos a compor novo material para o terceiro álbum da banda, que sairá em 2019… A não ser, é claro, que o mundo acabe antes disso. Risos. Essa seria a única coisa que nos faria parar de tocar metal.

Rock Noize: Parabéns pelo sucesso, galera! Contem com a gente.

Rafael: Obrigado Rock Noize pelo espaço e pela oportunidade de mostrarmos um pouco mais do nosso trabalho!

 

 

Foto: Divulgação/Internet

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