ENTREVISTA EXCLUSIVA: Braza fala sobre novo disco, internet e futuro

Fotos Promo Braza. 14/03/2016.

É meus amigos, 2017 vai ser o ano das entrevistas aqui no Rock Noize. Dessa vez a gente traz para vocês uma EXCLUSIVA com os caras do Braza! A banda dos ex-integrantes do Forfun bateu aquele papo com a gente e falou sobre seu novo disco, internet, o futuro e muito mais.

O grupo formado por Nicolas Christ (bateria), Vitor Isensee (teclados e voz) e Danilo Cutrim (guitarra e voz) no início do mês lançou “Tijolo por Tijolo” que você já pode ouvir entrando aqui ou nas principais plataformas digitais.

Abaixo confira nossa entrevista exclusiva com o Braza!

Rock Noize: Depois de 15 anos e consolidados com o Forfun, porque formar uma nova banda e “começar tudo de novo”? Contem pra gente como tudo começou.

Braza: É preciso entender quando um projeto cumpre o seu papel. A nossa atividade não pode nunca se tornar mecânica, senão perde o sentido. Além disso nós 3 temos muita afinidade e uma necessidade de se expressar através da música. Recomeçar é preciso. O risco é o nosso principal combustível nessa primeira fase, somos movidos à paixão.

Rock Noize: Quando vocês começaram a internet também estava no começo e se divulgar era mais difícil. Como é isso agora? Vocês gostam das redes sociais, como trabalham agora nesse sentido?

Braza: A internet e as redes são o nosso principal pilar para divulgarmos o nosso trabalho. Foi onde nascemos e continuamos morando. Quando acontecem outras exposições como TV ou rádio, por exemplo, é incrível, mas encaramos com um plus e não como a base para espalharmos a nossa arte.

Rock Noize: Vocês estão na pegada, já lançaram dois álbuns em cerca de um ano. Como foi a recepção com a banda e de onde sai toda essa empolgação e disposição?

Braza: Estamos nos surpreendendo à cada dia que passa. Os shows estão cada vez mais cheios e apaixonados. Acredito que essa disposição venha do amor à vida e à vontade de se comunicar e se conectar com o mundo.

Rock Noize: Como vocês estão vendo a cena hoje no Brasil? Em São Paulo, por exemplo, estamos vendo casas como o Inferno e o Hangar fechando por falta de público, apoio, etc. O que vocês viram mudar desde quando começaram?

Braza: Somos otimistas. Se por um lado casas fecham e bandas encerram, por outro tem uma galera forte movimentando uma cena linda no país. Dos sound systems à música brasileira existem festivais, selos e casas de shows novas se abrindo para renovação da arte.

Rock Noize: Mesmo estando juntos há quase duas décadas, como foi o processo de composição e gravação dos discos do Braza? Quais as diferenças (se tiveram) com relação ao trabalho (nesse sentido) com o Forfun?

Braza: A diferença básica é a maturidade. Hoje lidamos cada vez melhor com sentimentos perigosos, como o ego, por exemplo. Cada vez mais temos noção e dimensão do papel de cada um, no projeto e na vida. O processo é bem coletivo, todos fazem um pouco de cada parte dele. É aquele bolo onde todos metem a mão na massa.

Rock Noize: Vocês fazem uma mistura de sons muito interessante, de onde vem isso? Cada um com as suas influências, conversam sobre, como é?

Braza: Somos bastante ecléticos quando o assunto é música. Claro que individualmente existem as predileções, até porque apesar de muita afinidade, somos pessoas diferentes. Essa diferença é importantíssima para a construção da personalidade do grupo. Nos apresentamos sons constantemente e, no final, tudo o que escutamos, lemos ou conversamos acaba, de alguma forma, sendo incluso no trabalho final.

Rock Noize:. Será que vem disco novo daqui alguns meses? risos O que podemos esperar do Braza daqui pra frente?

Braza: Risos. Realmente fazer um disco com carinho que ele merece requer muita energia. Gastamos muita agora. Nesse ano vamos focar nos vídeos e shows pelo Brasil e, quem sabe, fora dele. Ansiosos para compartilhar essas músicas ao vivo com a galera.

 

Foto: Divulgação/Internet

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