Entrevista Exclusiva Mars Red Sky: “Atualmente nós encontramos um antigo castelo do século XII no sul da França, (…) e já passamos cerca de 10 dias lá”.

No começo de Novembro, o Brasil irá receber a turnê inédita dos caras do Earthless, e junto com eles, também foi anunciada a volta dos franceses do Mars Red Sky exclusivamente nos shows de São Paulo e Rio de Janeiro, onde as agendas das duas bandas se encontram.

Toda essa mega produção é resultado de mais um esforço da Abraxas, gravadora e empresa que sempre traz para o Brasil os shows mais absurdos possíveis. Caso você queira mais informações acerca dos shows, clique aqui!

O grupo francês irá entrar em uma extensa turnê latino americana ainda em processo de divulgação de seu último disco “Apex III“, lançado em 2016 e que marcou o fechamento de um ciclo de 10 anos estrada da banda:

Dessa forma, batemos um papo super bacana com o baixista do trio, Mathieu Gazeau, sobre suas experiências no Brasil, a carreira do grupo e perspectivas para o futuro. Vale lembrar que juntamente com o último disco, o grupo também lançou um curta de 12 minutos, baseados nas músicas do disco em questão, com toda uma pequena futurista e fantasiosa. O curta se chama “Alien Grounds” e pode ser facilmente encontrado no youtube!

Coloque a trilha sonora e curta a entrevista:

RN – Essa será a primeira vez de vocês no Brasil, certo? Como é a relação de vocês com os brasileiros? Pergunto isso porque sei que vocês trabalharam com uma equipe brasileira durante o processo de gravação do segundo disco, como foi esse trabalho?

Mathieu – Então cara, essa será a nossa terceira passagem pelo Brasil! Tudo começou graças ao nosso querido amigo e grande produtor, Felipe Toscano, da Abraxas, quem organizou a nossa primeira turnê brasileira em 2013. Nós fomos a primeira banda que ele trabalho em turnê no Brasil. Durante essa primeira turnê  nós conhecemos o Gabriel Zander que estava trabalhando no estúdio Super Fuzz no Rio de Janeiro.

Por termos tido alguns problemas com nossos vistos para os Estados Unidos, tivemos que ficar no Brasil por uma semana a mais, então decidimos gravar o nosso segundo disco com o Gabriel em seu estúdio. Foi paixão instantânea! Amamos seu trabalho e a conexão que houve entre nós foi tão boa que acabamos fazendo o álbum “Stranded In Arcadia” inteiro com ele.

RN – Justamente com o último disco, “Apex III”, vocês lançaram um curta chamado “Alien Grounds”, que tem uma viagem absurda inspirada nas suas músicas. Como foi essa experiência? Eu nunca tinha visto nada como isso! Vocês sentiram que esse filme abriu novas portas para a banda?

Mathieu – A ideia veio do Sebastien Antoine que fez nosso clipe “The Light Beyond“. Para o Apex III ele queria ir mais fundo e fez um curta inspirado nas músicas Alien Grounds e Apex III. Ele veio com um esboço e nós concordamos com o projeto de maneira instantânea. Definitivamente isso é algo que nós temos muito orgulho e sempre recebemos grandes elogios por parte dos fãs por causa desse filme.

RN – Com 10 anos de estrada, três discos lançados e tendo tocado em grandes festivais pelo mundo, qual o próximo passo para a banda? Vocês já sentaram juntos para conversar sobre esse momento ou para vocês essa virada de década não tem um grande peso representativo de um ponto de virada na história da banda?

Mathieu – O objetivo principal desde o começo era fazer coisas boas e com qualidade. Músicas com autenticidade, como se fossem obras de arte e temos como principal objetivo a ideia de viajarmos, para conhecer o mundo e mostrarmos nossas canções. Então nossa principal preocupação é fazer com que isso continue acontecendo.

Claro que se conseguirmos alcançar e tocar mais e mais pessoas a cada novo álbum, isso será maravilhoso! Também temos vontade de tocar em países que nós nunca estivemos antes e podermos voltar para tocar em lugares que nos apaixonamos. Obviamente, acima de tudo, enquanto tivermos coisas para serem ditas com nossas músicas, daremos continuidade à esse projeto que é o Mars Red Sky.

RN – Olhando para discografia de vocês, a banda lançou um novo disco a cada dois anos mais ou menos. Vocês tem algum novo material a caminho? Um disco ao vivo? Um DVD? Um álbum de inéditas?

Mathieu – Nesse exato momento estamos trabalhando em novas músicas para um novo LP. Atualmente já temos metade dele escrito e a outra metade está em processo de escrita. É complicado falar algo, musicalmente falando, sobre isso agora, mas estamos muito excitados e animados!

RN – Falando sobre as músicas, como é o processo de criação das canções? Vocês tem algum ritual ou já fizeram algo especial durante a gravação de um disco?

Mathieu – Nosso único ritual gira em torno de buscarmos um local o qual nos inspire para isso, onde nos sentimos bem e que possa se encaixar dentro da nossa rotina diária. Atualmente nós encontramos um antigo castelo do século XII no sul da França, através de um amigo e já passamos cerca de 10 dias lá ensaiando, criando e tocando muito! Uma grande experiência!

RN – Você conhece alguma banda brasileira ou bandas da América do Sul?

Mathieu – Claro! Pessoalmente eu gosto do Krisiun, Ratos de Porão, Sepultura Los Natas de Buenos Aires. No último mês nós tocamos com uma banda chamada Ayahuesca, onde metade deles eram do Chile e a outra metade da Alemanha, o som deles era algo como uma mistura de tribal metal qua soava muito bem! E claro, Zander, a banda do nosso amigo Gabriel, eu acho que eles são bastante popular no Brasil!

RN – Cara, muito obrigado pela sua atenção! Por favor, envie uma mensagem para os fãs brasileiros!

Mathieu – Muito obrigado pela conversa. Mal podemos esperar para voltar ao Brasil, venha nos ver ao vivo e tome um drink conosco na mesinha do merch!

 

Fotos: Divulgação/Internet

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