Entrevista Exclusiva: Rodolfo Krieger fala sobre novo single e EP solo

Olha só que coisa linda que a gente trouxe aqui pra vocês. Batemos um papo muito legal com o Rodolfo Krieger, que vocês conhecem por baixista da Cachorro Grande, e falamos sobre seu novo single e o vindouro EP que ele vai lançar.

Rodolfo contou detalhes do seu single, sobre a participação de Arnaldo Baptista (ex-Mutantes) no clipe recém lançado e falou sobre a gravação do EP que está rolando em seu próprio apartamento em São Paulo.

Abaixo vocês conferem nossa entrevista exclusiva e fiquem ligados pra ouvir o EP também aqui no Rock Noize, claro!

Rock Noize: Vamos começar falando de ‘Louvado Seja Deus’, seu primeiro single. Como foi a escolha da faixa pra abrir caminho para o seu EP?

Rodolfo Krieger: Eu queria vir com algo bem eletrônico e que juntasse todos os elementos que estarão no EP. Louvado Seja Deus é uma música que envolve tudo que eu estou produzindo aqui em casa, uma junção das guitarras dos anos 90, com o sitar e as batidas eletrônicas. A letra tem muito a ver com o que eu estou vivendo também, uma vez que fala sobre meditação. Mas te respondendo com outra pergunta, se você tivesse que escolher uma música do seu EP e tivesse uma com o Arnaldo Baptista, qual seria?

RN: De onde surgiu toda essa ideia de samplear a frase do Arnaldo (Baptista, ex-Mutantes)? Ela deu toda uma atmosfera diferente, né?

RK: Essa base eu ja tinha fazia algum tempo, e um dia desceu a letra e ficou faltando um refrão. Daí, estava escutando os discos do Arnaldo Baptista e tive o insight de samplear a frase, que se encaixou perfeitamente e a participação não poderia ser melhor.

RN: Como foi a participação dele no clipe? Você convidou e aí…

RK: Arnaldo e a Lucinha são pessoas muito queridas e, desde o começo dessa história toda, sempre foram flexíveis e me apoiaram muito. Quando ele ouviu a música e aprovou, eu logo questionei “e o clipe?” (risos).

Tempo depois estava em reunião com os diretores do clipe Charly e a Rayana Coombes e foi quando surgiu a ideia do vídeo. Foi tudo muito rápido e logo decidimos que faríamos algumas projeções no meu rosto com imagens do meu cotidiano, tais como a vida na natureza. Quando chegou a hora do refrão não tive dúvidas, e disse “vamos projetar o Arnaldo”. Expliquei tudo pra Lucinha, ela mesmo filmou e mandou. Ficou melhor do que eu esperava.

RN: E no EP, o que a gente pode esperar? Quantas músicas vão ser? Alguma coisa bacana que você pode adiantar pra gente?

RK: Serão 4 músicas, se quiser pode até chamar de compacto duplo. Eu posso te dizer que eu vou explorar bastante o Fabio Kidesh dando bastante ênfase ao Sitar. E que as letras continuarão falando dessa transformação que eu estou vivendo, que não é religiosa e sim espiritual. Ah, e tem uma com a participação do meu amigo de fé irmão camarada Charly Coombes.

RN: Rodolpho, depois de 20 anos trabalhando na Cachorro Grande, gravando com os meninos e agora você faz todo esse processo sozinho. Conta pra gente como é essa mudança, como funciona o processo e quais são as diferenças…

RK: A maioria das coisas que aprendi na minha vida foi com aqueles caras, é muito diferente você estar com uma banda com 4 caras geniais dentro de um estúdio e gravar um disco sozinho em casa. Mas esse meu processo já estava rolando desde a gravação do Costa do Marfim, quando o Edu K ficou morando lá em casa. Vi ele fazendo bastante coisa e vi que era possível. Isso acabou refletindo no álbum Electromod, que assino a maioria das músicas.

RN: Claro que o Arnaldo é uma das influências desse disco e da sua musicalidade, mas quais são as outras? O que você anda ouvindo ultimamente?

RK: Gosto muito dos Stone Roses, eles são incríveis! O Television mexe bastante comigo também. Mas quem me conhece sabe que eu sou muito influenciado pelas bandas mods inglesas, como Kinks, The Who e Small Faces. E, recentemente, assisti o Radiohead e achei a apresentação deles muito boa, palmas para o Jonny Greenwood e para a banda brasileira que abriu o show, Aldo The Band.

RN: Enquanto isso a Cachorro Grande fica de stand by do estúdio?

RK: Sim, acabamos de gravar um disco ao vivo e pretendemos ficar um ano, no mínimo, excursionando com ele e passando pelo máximo de cidades possíveis. Também estamos filmando um documentário que vai contar os 20 anos de carreira e é dirigido pelo Lirio Ferreira. E, além disso, estamos com algumas composições que certamente entrarão no próximo álbum, provavelmente a ser gravado daqui um ano e meio.

RN: Quando sai o EP? Já tem uma previsão? Quem sabe o nome… risos

RK: Sim, acabando essa correria do show de homenagem ao Arnaldo, entro no estúdio para gravar. Gravo em junho, mas a ideia é lançar entre a copa do mundo e as eleições, setembro talvez…. E em relação aos nomes, ja tenho alguns apelidos, mas por hora prefiro ficar quietinho (risos).

RN: Valeu, Rodolpho! Já estamos esperando para ouvir o EP e parabéns pelo trabalho.

RK: Muito obrigado por vocês se interessarem e continuem divulgado o Rock’n’Roll mundo afora!

Foto: Christiane Disconsi/Divulgação

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