Entrevista Exclusiva: Mauricio Nogueira, guitarrista do Matanza, fala sobre shows, festival próprio e novidades para 2018

21192711_1727063400637164_7196411784543272319_nSemana pré Halloween, né pessoal e é claro que a gente não ia deixar passar batido aqui, já que gostamos muito da temática. Outra coisa que a gente gosta é de músicas pra chegar com pé na porta e soco na cara.

Por isso nada melhor do que juntar as duas coisas e entrevistar alguém que manja muito dos assuntos! O escolhido foi Mauricio Nogueira, guitarrista do Matanza. Nas linhas abaixo falamos sobre o show deles neste fim de semana em Belo Horizonte, a relação da cidade com os filmes de terror, sobre o recém lançado curta da banda e muito mais.

Aproveite para assistir o curta na íntegra, conferir mais notícias do Matanza e saber tudo sobre o show deles em BH neste fim de semana entrando aqui. Abaixo confira o papo, que tá muito legal!

Rock Noize: Recentemente o Jimmy disse que “Belo Horizonte e filmes de terror tem tudo a ver”. Quais as semelhanças você vê entre os dois?

Mauricio: Falando por mim, tem a ver com o fato da cidade ser o berço do metal brasileiro. BH tem essa parada meio de terror por ter as melhores bandas de black, trash metal do Brasil. É a terra do Sarcófago, Sepultura, Overdose, Holocausto, bandas clássicas dos anos 80, que abriram as portas pro metal extremo brasileiro. E isso fica associado ao “lado escuro da força”, né?! Pra mim é por isso.

Rock Noize: O que a galera da cidade pode esperar o show de vocês nesse Halloween?

Mauricio: O show de BH é completamente novo, um repertório novo que já faz parte da nossa nova turnê “Total Destruído Tour”. Tem uma introdução nova, que nunca fizemos, vai ser um show bem porrada, agressivo mesmo e, como estamos na época do terror, a maioria das músicas são as que falam de terror. Bastantes faixas do disco “Pior Cenário Possível” e tenho certeza que BH vai adorar. Vamos ter um cenário adaptado, será diferente, com mais interação com o público também. Vai ser foda!

Rock Noize: Conta pra gente como surgiu a ideia do “Quando a Lua Cheia Sai” (curta-documentário), a escolha dos atores, diretor?

Mauricio: O curta foi uma ideia totalmente do Jimmy, que é amigo do Alex Medeiros e, um dia trocaram uma ideia conosco e rolou a ideia de fazermos um curta com duas músicas. As duas faixas meio que se interligam, mesmo sendo feitas em 2001 (Santânico) e 2017 (Na lama do dia seguinte). O Marco Donida também participou do roteiro e foi muito bacana trabalhar com a estrutura de gravação, com atores de verdade, tirei proveito da coisa e aprendi bastante. Eu achei que ficou muito bom e foi uma coisa que não tínhamos. Está sendo muito bem divulgado, muita gente tem comentado conosco e acho que esse clipe ainda vai nos ajudar muito por um tempo. Tomara que façamos outros nessa linha.

Rock Noize: 2017 já está terminando e vocês ainda vão fazer alguns shows, mas já estão rolando conversas sobre um novo disco? Como é o processo quando vocês vão gravar?

Mauricio: Em relação a disco novo, Donida e eu já fomos fazer umas pré-gravações, bem no início mesmo de uns riffs de guitarra, algum esqueleto de uma música. Mas é algo mais demorado, porque a gente não se junta e faz um disco todo de uma vez, a gente vai se juntando semanalmente para ir trocando ideia, escrevendo algumas coisas, Donida apresenta algo, eu mostro a minha parte de guitarra já com um arranjo ou outro por cima. Previsão de disco a gente não tem e não se sabe se vai lançar disco inteiro ou em formato digital com poucas faixas, tudo vem sendo discutido. A gente adora fazer shows e não existe banda virtual, a gente tá sempre trabalhando, criando novos produtos lá para nossa loja, emendamos uma turnê na outra e banda de rock hoje em dia tem que ser ativa mesmo. A gente adora chegar nas cidades, interagir com fãs, trazer gente nova, procuramos oferecer sempre algo diferente e o grande mérito do Matanza é não parar nunca. Se a gente fica um mês em casa já começamos a brigar com as esposas e a ficar de saco cheio. rsrs

Rock Noize: Falando em shows, vocês organizam o Matanza Fest, e temos visto muitas bandas embarcando nessa onda de organizar festivais aqui no Brasil, como o Project46 e o Angra, por exemplo. Por que você acham que isso está rolando com mais frequência? Também passa falta de mais oportunidade nos grandes festivais?

Mauricio: Quando a gente pensou em organizar o Matanza Fest era pensando no show que gostaríamos de ver. Um show com um puta som, estrutura de iluminação foda, com bandas de abertura, com atrativos como cerveja, open bar, hambúrguer artesanal, stands com vários produtos para vender, essas coisas. Tínhamos que criar! Hoje em dia se ficar só esperando o telefone tocar para alguém te contratar é complicado. A gente mete a mão na massa e produz o próprio evento, arca com as responsabilidades, sejam lucros ou prejuízos e vamos fazendo sempre, não pode parar! Já levamos o Fest para BH algumas vezes e em 201 não foi possível, mas ano que vem faremos de tudo para ter novamente. Acho que as bandas perceberam isso também e entrando em festivais muito grandes é preciso ter um background foda. Hoje em dia rola outros interesses, outros contatos, não pensam apenas na qualidade do som,mas o Matanza já tocou no Rock In Rio,no Lollapalooza e sempre fomos bem tratados, foi espetacular mesmo! Mas é legal poder criar nosso festival também, pequenininho ali, mas do nosso jeito, bem arrumado, agradando nossos fãs, é bem legal!

Rock Noize: Quais os planos para 2018? Novo disco? Turnês insanas? Matanza Fest?

Mauricio: 2018 é continuar! Fazer todos os shows possíveis, St.Patrick’s Day, Beer Fests, Matanza Fests, talvez disco novo, o que a gente puder fazer pra ficar na estrada sempre. Novidade sempre vai ter, sempre desenvolveremos alguma coisa pra não cair na mesmice.A gente quer levar o som, o rock a todo lugar, seja naquela cidadezinha do interior de Minas até grandes metrópoles como São Paulo. A gente quer é divertir todo mundo fazendo o que mais gostamos!

Foto: Rock Meeting/Divulgação

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