A Freira: novo filme do universo de Invocação do Mal promete dar novo fôlego à franquia

Nesta semana estreia mais um filme do “universo” de Invocação do Mal. Trata-se de A Freira, que chega prometendo dar um up na franquia, que mesmo com poucas histórias, já anda meio desgastada para os fãs de terror.

De novo: para os fãs de terror, os assíduos espectadores do gênero e não quem assiste esporadicamente. Para esses, os quatro filmes anteriores podem, todos, serem bons e aterrorizantes.

Em 2013, quando Invocação do Mal estreou chamou a atenção por se baseado em uma história real – ainda que isso seja mais um dos clichês dos filmes de terror mais atuais, mas veio com boas esperanças.

Ainda que eu prefira seu contemporâneo A Entidade, do ano anterior, assim como também a continuação, Invocação do Mal teve o mérito de abrir um precedente: o de criar um universo no gênero.

A famosa palavrinha tão usada para capitanear os filmes de super-heróis agora toma conta das histórias que envolvem o casal Warren. Porém, contudo e, todavia, quatro filmes depois ela já soa cansativa e sem atrativos (inclusive falamos sobre isso aqui).

A Freira vai contar a história de Valak, a antagonista de Invocação do Mal 2, da seguinte forma: uma freira da Romênia, ainda jovem comete suicídio e um padre e uma noviça (?) são enviados pelo Vaticano para descobrir o que realmente aconteceu.

Nota mental: quem está no noviciado está em um período que precede seus votos, ou seja, em formação para futuramente se tornarem padres ou freiras. Em sã consciência, porque raios a igreja mandaria um padre e uma noviça para investigar algo tão sério dentro da instituição?

Ok. Passado isso (pode ser chatice minha, desculpem, força do hábito), é claro que contar “novas histórias” e expandir os “universos” é uma coisa boa. Desde que ela seja consistente e interessante, ainda mais em se tratando de algo que saiu de algo (de novo) baseado em fatos reais.

Então pensamos o seguinte: se Invocação do Mal é baseado em fatos, seu universo tem que ser todo ele do mesmo modo. Será mesmo? Não sei se deu tanto tempo assim pra James Wan e sua trupe pesquisarem a respeito de Valak.

Enfim, tá que eu tô sendo bem receoso e preferindo duvidar e quebrar a cara vindo aqui me retratar numa resenha. Mas entendam: 4 filmes, 3 deles ruins, depois, a gente fica assim mesmo.

Espero mesmo que A Freira seja um novo começo para o universo de Invocação do Mal, afinal tenho um carinho pelo primeiro filme, mas ainda não entrou na minha cabeça que Valak merecesse uma história só dela. Assim como também o Homem-Torto, que vai ganhar seu filme solo logo menos.

Algo que o querido Wan já deve estar quebrando a cabeça pra pensar em como vai fechar esse arco todo de Valak, Annabelle e Homem-Torto com Ed e Lorraine Warren. Afinal, todo universo tem que ser encerrado em algum momento e convenhamos que esse precisa acabar de maneira digna.

Vale lembrar que Invocação do Mal 3 vem aí e para o bem geral da nação, se for pra continuar nessa pegada, que ele seja o final desse ciclo, para não se tornar refém de si mesmo e não dar medo em mais ninguém.

 

 

 

Foto: Divulgação/Internet

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