Goiânia Noise Festival dia 1: o peso do Project46 e tributo a Raul Seixas com o Camisa de Vênus

raulseixas-kalangoatomicoEncerrado o primeiro dia de Goiânia Noise Festival e já estamos nos preparando para o segundo com uma maratona grande de shows. Nesta sexta-feira, 18, foi dada a largada para um festival que mistura o rock independente com ícones do mainstrem.

A primeira noite foi de bom público no Jaó Music Hall e um destaque bacana é que o lugar é muito bem estruturado. Foram montados dois palcos, um na frente do outro, onde as bandas se revezaram em shows de 30 minutos, algo muito bom já que o deslocamento de público é facilitado.

O Jaó – caso você nunca tenha vindo – é bem grande e comporta bem um festival desse porte. Além dos palcos, dois bares, um deles bem grande, e uma área destinada aos merchs das bandas, selos independentes, artistas e artesãos com uma variedade de material bacana. O lado de fora ficou reservado para algumas bandas fazerem um som em um estúdio completo e também para os food trucks com sanduíches, pizzas, pastéis e mais um monte de comes.

SHOWS

O Half Bridge levou todo o peso do metal extremo para o Palco 1 e abriu as atividades do Goiânia Noise Festival. Mesmo para um público pequeno – que ainda estava chegando, diga-se – o grupo conseguiu o que queria e os headbangers de plantão piraram.

 Os mineiros do Canábicos e do Uganga se apresentaram no Palco 2 e atraíram a atenção de públicos distintos com seus estilos. Outros destaques que merecem atenção são e Necro. A primeira faz uma mistura muito interessante de psicodelia com uma pegada mais rápida e pesada e letras fortes. Já a Necro que ainda que seja um trio apresenta um som “gordo” e conseguiu garantir uma boa meia-hora para os presentes, vale o check!

Os finlandeses do Bob Malmström causaram curiosidade e mostraram que realmente a pegada nórdica é de som pesado mesmo e não tem jeito. Quem estava nessa primeira noite pelos sons mais extremos deve ter curtido. O Two Wolves foi um dos maiores destaques da noite. O grupo apresentou um indie rock muito qualificado e que nada – nada mesmo – fica a dever às principais bandas gringas.

Esses foram nossos principais destaques da primeira noite de Goiânia Noise Festival, mas vale vocês pegarem a programação oficial do festival e darem uma ouvida em todas as bandas, tem pra todos os gostos. Agora vamos aos headliners.

PROJECT46

O que se via no Jaó Music Hall era que os comandantes da música extrema do festival eram mesmo os meninos do Project46. Tive a oportunidade de conversar com os caras antes do show e eles estavam bem animados em voltar à cidade e comentamos como o público dessa parte do país é ávido por música pesada.

Atualmente o grupo se prepara para lançar o disco “TRES”, gravado em Los Angeles e encabeçado pelo single Corre, uma das faixas apresentadas na noite. Já na montagem do palco os fãs se aglomeraram para pegar os melhores lugares na grade.

Mas show de metal que se prese tem que ter um mosh pit de respeito e… foi isso mesmo que aconteceu. Praticamente durante toda a apresentação a “roda” estava aberta. Mais uma vez o Project46 mostrou porque é uma das bandas mais representativas do metal nacional atual, com um show cronometrado em meia-hora porradaria foi executada uma atrás da outra sem tempo pra respiro. É assim que tem que ser!

Project46 - Divulgação/Facebook
Project46 – Divulgação/Facebook

CAMISA DE VÊNUS

Assim como em toda a igreja existe um padre para comandar a missa. Assim como em toda igreja existe idolatria – que nesse caso é de bom grado. A igreja do dia 18 de agosto de 2017 em Goiânia foi chamada pelo nomes de Igreja de Raul Seixas e quem comandou as atividades foi o Padre Marcelo – “não aquele @#%¨*” como ele mesmo disse.

Marcelo Nova e sua Camisa de Vênus prestaram um tributo digno da ovação que tomou conta do Jaó Music Hall para um dos mais dignos e maiores roqueiros brasileiros de todos os tempos. Raul Seixas, onde quer que esteja – no meio do público acredito – , também cantou, dançou, pulou e vibrou com a apresentação que encerro as atividades no primeiro dia de Goiânia Noise.

Sabe quando um show é basicamente um hit atrás do outro com o público mandando uma atrás da outra no gogó? Foi assim com o Camisa de Vênus, que ainda que implicitamente e fazendo um joguete com seu nome, era a camisa mais vestida da noite.

Marcelo Nova entoou os hinos escritos por Raul (e por ele também em alguns casos) com a maestria de um padre que conduz seu rebanho em uma celebração divina. Raulzito merece toda a glória, meus irmãos, e a primeira noite de Goiânia Noise Festival arrebatou centenas de pessoas.

Agora nos preparamos para a segunda noite de festival que terá Pato Fu, Mestre Odair José, Las Diferencias, Monstros do Ula Ula, Tati Bassi, Cólera, Nenê Altro e muito mais. Fiquem ligados no nosso Instagram @rocknoize para conferir fotos, stories, vídeos e aquela porra toda e amanhã tem resenha.

Esta foi escrita ao som de Suco Elétrico, outra banda que a gente vai conferir na segunda noite de Goiânia Noise Festival.

 

 

Foto: Divulgação/Internet

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