Guns N’ Roses: a banda mais perigosa do mundo arrasa São Paulo

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No fim do show, uma justa homenagem a Leonard Cohen.

A noite desta sexta-feira, 11, em São Paulo foi história para os fãs de Guns N’ Roses. A banda voltou á cidade com Axl Rose, Slash e Duff McKagan para arrasar, ao longo de duas horas e meia, com músicas de todos os seus álbuns. Com apenas meia-hora de atraso, o grupo subiu ao palco do Allianz Parque para dar início ao espetáculo.

A banda abriu a apresentação com It’s So Easy e em seguida mandou ver em Mr. Brownstone. Chinese Democracy, faixa do álbum de mesmo nome, esfriou os ânimos e nas três músicas som parecia estar sendo ajustado. Problema passado e o primeiro grande hit levanta a público de quase 45 mil pessoas.

Quando Slash tocou os primeiros acordes de Welcome To The Jungle a plateia já se preparava para entrar no trem da banda mais perigosa do mundo para não mais sair. Pessoas pulando, gritando, cantando tudo e até dançando como Axl foi o que se viu durante as mais de duas horas seguintes.

Com o som entrando nos eixos já era possível ouvir um Axl Rose com a voz muito próxima dos bons tempos em uma sequência que definitivamente ganhou o Allianz Parque: Estranged, Live and Let Die, Rocket Queen e a sempre irresistível You Could Be Mine.

O vocalista do Guns N’ Roses estava visivelmente feliz e animado em mostrar que a trinca principal e original da banda estava se dando bem no palco. Duff McKagan não tinha seu baixo em destaque durante muitas das músicas do show, mas sempre competente também fazia valer sua presença nos vocais de apoio de grande parte do setlist do grupo.

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Já Slash, tão adorado pelos fãs quanto Axl Rose, não deixou dúvidas quanto à sua forma nas seis cordas. Executou todos os seus solos que fizeram dele um guitar hero e ainda levou com tranquilidade as músicas de “Chinese Democracy”, disco que não gravou.

Da banda que acompanha a tríade o destaque é o guitarrista Richard Fortus, que já está na estrada com Rose há mais de 10 anos. Competente, ainda que guitarrista base para Slash desfilar os seus solos, quando exigido fez bonito, muito bonito com riffs e solos que mostram uma técnica apuradíssima.

A afinação entre a dupla foi mostrada em uma versão instrumental de Wish You Were Here do Pink Floyd, que serviu como pano de fundo para outra sequência de megahits que faziam o Guns N’ Roses caminhar para o fim do seu show.

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Com a imagem de muitos – mesmo! – celulares e bexigas vermelhas Axl dedilha seu piano e o público já sabia, viria November Rain por aí. Por ironia do destino choveu muito em grande parte da apresentação, mas não em November Rain.

Knockin’ On Heaven’s Door e Nightrain sacudiram o estádio e a catarse estava completa. Ali a sensação de ver Axl, Slash e Duff depois de tantos anos juntos era indescritível. Em seguida a implacável Don’t Cry veio como introdução ao fim. A faixa entra em um revezamento com a balada Patience nos shows. Em Buenos Aires, por exemplo, foi esta última executada.

A pirotecnia, vista durante boa parte da apresentação, teve seu auge durante Paradise City, derradeira música do setlist. Explosões, fogo e fogos para celebrar a volta de verdade daquela que foi considerada a banda mais perigosa do mundo no fim dos anos 80.

O Guns N’ Roses deixou uma excelente impressão, diferente das últimas vezes que veio ao país. Enquanto muitas bandas com bem menos história para contar entram em hiato por não conseguir resolver suas diferenças, Axl, Slash e Duff mostram que isso é possível – ainda que com um bom dinheiro envolvido -, e deixam seus egos de lado para um bem maior.

É, meus amigos, a banda mais perigosa do mundo está de volta.

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O Guns ainda se apresenta novamente em São Paulo neste sábado, 12, em seguida vai para Curitiba (17) e finaliza a Not In This Lifetime Tour no Rio de Janeiro, no dia 20 de novembro.

 

Resenha e Colaboração: Mônica Arruda e Marcelo Coleto

Fotos: Guns N’ Roses/Divulgação

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