H2O faz viagem no tempo em sua turnê comemorativa!

Antes de mais nada, já aviso que essa resenha não tem absolutamente nada de imparcial! Como já vocês já vinham acompanhando, o H2O passaria pelo Brasil no último final de semana em sua turnê comemorativa de 10 anos de aniversário de um dos discos mais clássicos do hardcore mundial, o absoluto “Nothing To Prove” e na noite do último sábado, foi a vez de São Paulo ser testemunha de uma noite absurdamente perfeita!

Essa foi a minha terceira vez realizando a cobertura de um show do grupo e para todos os meus amigos e ciclo social, não fazia o menor sentido ir mais vez ver um show que eu já conhecia… mas meus amigos, só os que realmente já estiveram presente em um show dos caras para saber a sensação de sentir toda a adrenalina fluindo ao longo das músicas.

A noite ainda contou com a participação de mais duas bandas brasileiras, o grupo Instável e o aclamado Questions, onde ambas agitaram o público no aquecimento da noite. Porém, arrisco dizer que o show do Questions, acabou roubando a noite com suas músicas lendárias no cenário do hardcore brasileiro e com suas letras e ideias altamente politizadas.

Vale lembrar que o show aconteceu no sábado, 29/09, um dia histórico, já por todo o Brasil aconteceram diversas passeatas e manifestações, em sua grande maioria encabeçada por mulheres, levantando a hashtag #elenão, contra o candidato a presidência, Bolsonaro. Obviamente o mote do show dos caras não podia ser diferente, sendo todo ele recheado de discursos contra as novas ondas direitistas que o país vem enfrentando.

As duas bandas de abertura já haviam transformado a casa de show num verdadeiro campo de guerra, com circle pits espalhados pela pista, que a essa altura já estava abarrotada até as portas de saída ao fundo. A frente do palco era um cenário a parte: terra sem lei onde você entraria por sua própria conta e risco, “chovendo pessoas” que se aventuravam nos moshs insanos, mergulhando no público como se não houvesse amanhã!

Como pré anunciado, por volta das 21:00 os fãs já se acotovelavam pelo espaço mais próximo possível do palco, em busca do melhor lugar para poder ver de perto Toby Morse e sua trupe despejarem um tsunami de hardcore em todo mundo. Por mais clichê que essa frase possa parecer, o show dos caras é sim um misto de sangue, suor e lágrimas.

Altamente inspirados, não é mais segredo pra ninguém da paixão da banda pelo Brasil e por São Paulo, sendo um dos públicos mais selvagens que o grupo conhece, como eles próprios não cansam de afirmar. Porém o lance é o seguinte, a turnê de comemoração gerou uma enorme expectativa por parte dos fãs pelo setlits e apesar das especulações que já rondavam a internet, a grande questão era “o que será que vem agora?!”.

Por estar praticamente colado no palco para conseguir fazer as fotos, posso afirmar uma coisa: que caos mais divertido! A cada acorde de uma nova música, havia um movimento incondicional de todos na intenção de subir no palco para poder pular de volta na pista, e acredite, NADA era motivo para impedir os determinados guerreiros em sua cruzada para alcançar o palco, passando literalmente por cima de tudo e todos que estavam pelo caminho, onde vira e mexe, um ou outro saíam nocauteados do meio do bate cabeça seja por um encontram mais duro ou um mergulhador que veio sem escalas do palco em sua direção.

Partindo para o que realmente interessa, vamos para os destaque, que nesse caso ficam para todo o set, que presenteou os fãs com 18 músicas em pouco mais de uma hora sem parar! Abrindo os trabalhos com “1995“, o grupo já mostrou o tom do show que viria pela frente, onde já emendou “Everready” e “Family Tree“, para só então saudar o público com um “Good night São Paulo! We are H2O… lets go!” e em menos de uma piscar de olhos, “Still Here” já estava movimentando a massa da pista em uma dança cabulosamente assustadora.

Claro que mesmo focado no disco “Nothing To Prove“, a banda ainda reservou algum tempo para músicas de outros trabalhos como por exemplo “Faster Than The World” e  “5 Years Plan“, ambas dos primeiros discos, e “Black Sheep” do disco mais recente.

Gostaria de ressaltar dois momentos mais insanos: quando a banda tocou “Heart On My Sleeve“, onde foi praticamente impossível fotografar qualquer coisa e quiçá ficar parado no canto tamanha insanidade que tomou conta do ambiente e a trinca de ouro pré intervalo para o bis final: “One Life, One Chance“, “Sunday” e “Nothing To Prove“! Contando com a participação do filho do vocalista, nas baquetas.

Para fechar o bis, após um rápido intervalo, uma versão “acústica” um tanto quanto inusitada da música “Memory Lane” contando apenas com o guitarrista Rusty Pistachio dedilhando acordes com uma pegada bem mais tranquila e o vocalista Toby Morse praticamente declamando a letra da canção de forma quase poética.

Mas todo esse clima foi logo rachado com a banda destilando o clássico, que já vinha sendo pedido desde o início da apresentação, “Guilty By Association“. Fechando com chave de ouro, “What Happened” veio para selar a noite de forma espetacular, causando uma verdadeira comoção em uma invasão de palco gigante e esvaziando a pista.

Um showzão absurdo que com certeza fez a cabeça de todo mundo que compareceu para essa noite histórica!

1995

Everready

Family Tree

Still Here

Fairweather Friend

Faster Than the World

Heart on My Sleeve

Unconditional

Black Sheep

Mitts

5 Year Plan

One Life, One Chance

Sunday

Nothing to Prove

Bis:

Memory Lane

Guilty by Association

Spirit of ’84

What Happened

Para mais fotos clique AQUI ou AQUI!

 

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