Intensidade e show impecável do Muse no Rio de Janeiro! Confira

Rock Noize esteve no HSBC Arena, Rio de janeiro, nesta quinta-feira, 22, para acompanhar o show do Muse com a “Drones Tour”. Aliás, uma palavra pra definir essa noite: Intensidade.

A banda brasileira Kita começou a abertura do show subindo ao palco às 20:45h, despejando rock e até um cover de The Hands That Feeds do Nine Inch Nails.

A Arena não encheu tanto e com isso a galera que estava no setor três foi relocada para o nível um por falta de pessoas. Apesar do pequeno público presente, a ansiedade dos fãs para ver os britânicos era completamente visível.

O grupo subiu ao palco com cerca de vinte minutos de atraso, mas fez valer toda a espera com um pé na porta logo na primeira música, Psycho. O começo do show mudou toda a atmosfera do local. A animação do público compensava completamente a lotação abaixo do esperado, que respondia com berros de “Aye, Sir!”, como no clipe da faixa.

A mistura de sucessos com o novo álbum tornou a setlist impecável e com peso suficiente pra manter todo mundo empolgado do começo ao fim da apresentação. Hysteria, Plug in Baby, Supermassive Black Hole foram acompanhadas em coro, gritos, pulos pelos presentes.

O show foi perfeito tecnicamente, parecia que a banda estava em estúdio tocando para alguns -muitos- fãs. Matt Bellamy, apesar de interagir pouco com a galera, os levava à loucura a cada “Oi, Rio!” e solos na guitarra que emendavam as faixas em uma apresentação crua, intensa e tão bem feita quanto os álbuns dos britânicos.

A todo momento o grupo era ovacionado e isso ficou mais aparente após a sequência com Madness, Supermassive Black Hole, Time is Running Out, Starlight e Uprising, dando fim à primeira parte do show com balões surgindo sobre a platéia.

Como costume de todo bom fã brasileiro, na pausa para o bis era possível ouvir “Ole, Ole, Ole! Muse! Muse!”. O baterista, Dominic Howard, chegou a acompanhar os gritos com os pedais da bateria na volta do grupo ao palco.

Mercy foi a música escolhida para começar o bis junto com uma chuva de papéis picados que tomou toda a arena. Em seguida, Christopher Wolstenholme deu sequência ao show tocando gaita e puxando a última faixa da noite, Knights of Cydonia, acompanhada e aplaudida por todos que estavam na Arena, já em tom de despedida.

A banda tem uma competência absurda ao vivo. Acompanhar o show do Muse é quase como uma experiência atípica, intensa. Um outro nível de apresentação. Isso vem desde o carisma dos integrantes, as faixas bem tocadas, as harmonias ao vivo, o setlist bem montado, a cenografia do espetáculo.

Todas as faixas escolhidas foram cantadas pelos fãs que estavam na Arena, inclusive as do novo álbum, “Drones”. É um show que mostra o porque o grupo é merecedor do público fiel que tem nesses vinte anos de carreira e os estádios lotados pelo mundo.

Confira o setlist logo abaixo. Aproveite e veja as fotos da apresentação do trio em terras cariocas nesse link.

Ah! Lembrando que o trio ainda passará por São Paulo no sábado! E é claro que o Rock Noize também estará lá para fazer a cobertura. Curta nossa página no Facebook para acompanhar a passagem dos britânicos por aqui.

Setlist:

Psycho
Reapers
Plug In Baby (extended outro)
The Handler
The 2nd Law: Unsustainable
Dead Inside
Interlude
Hysteria (Vuilstamen riff + AC/DC’s Back In Black riff’)
Muscle Museum (Tour Debut)
Apocalypse Please
Munich Jam
Madness
Supermassive Black Hole (The Jimi Hendrix Experience’s Voodoo Child riff  )
Time Is Running Out
Starlight
Uprising

Bis
Mercy
Knights of Cydonia (Ennio Morricone’s Man With a Harmonica intro)

 

Foto: Wesley Carlos / Rock Noize

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