Justiceiro: dramas pessoais, conflitos e busca por justiça na melhor série da Marvel com o Netflix

maxresdefaultNa última sexta-feira, 17, estrou a série solo do Justiceiro no Netflix e depois de uma maratona e uns dias pensando podemos cravar: é a melhor série da Marvel com o serviço. Não à toa o personagem interpretado por Jon Bernthal roubou a cena na segunda temporada do Demolidor.

A construção do herói se aprofunda em sua empreitada solo com flashes do que aconteceu para que ele começasse a fazer justiça com as próprias mãos. E não entenda justiça por ir lá e prender bandidos para fazer da sociedade algo melhor.

Em Justiceiro o anti-herói vai em busca de justiça para si mesmo, por motivações pessoais ele dá início à sua caçada impetuosa para matar – e não prender -, aqueles que o fizeram perder o rumo de sua vida. É claro que isso se transforma em um desejo sem limites para exterminar.

A série também debate outros assuntos en voga na sociedade, principalmente norte-americana. O primeiro deles e de certa forma também centrado em Frank Castle é como são tratados os  ex-combatentes de guerra nos Estados Unidos.

Outrora tratados como verdadeiros heróis, há muito tempo e também por decisões políticas erradas, não é assim que as coisas funcionam hoje. Eles são esquecidos e deixados às margens da vida social, sem empregos ou tendo que, basicamente, fazer trabalhos braçais, como é o caso de Castle.

Já tendo feito sua justiça e “aposentado” através de uma morte nebulosa, Frank vive um tipo de vida de certa forma cliché: trabalhando em uma obra e vivendo sozinho em um pequeno apartamento, assombrado por seu passado desde os tempos de guerra até a pesada morte de sua família.

Tudo isso vai de encontro ao debate sobre desarmamento que acontece até no Brasil. Na série um senador totalmente contrário às armas é confrontado por Karen Page – a linda Deborah Ann Woll está de volta -, e se vê tendo que se proteger através de um grupo armado.

É aí que acontece o encontro entre os dois debates que inclusive geram uma espécie de terrorismo um tanto desnecessário para o contexto geral da série, mas que dá dinâmica aos assuntos e aos personagens em questão.

A série do Justiceiro é claro que trata de um (anti) herói da Marvel, mas não com algum tipo de poder surreal e sim muito mais humano e que te faz pensar se ele está certo ou errado. Pra mim, certo na maioria das vezes.

É claro que o tratamento aos combatentes e o armamento vão de encontro às questões políticas e relações internacionais, que acabam por se tornar o pano de fundo para os conflitos internos de Frank Castle no ápice da série.

Em meio a tudo isso, fora é claro Jon Bernthal e Karen Page, destacamos três personagens centrais da trama: Ben Barnes, o Retalho; Amber Rose Revah que faz Dinah Madani, uma investigadora também em busca de justiça para si e que tem sua vida encontrando a de Castle, e o ótimo Eban Moss-Bachrach que dá muita personalidade ao Microchip.

O ótimo Eban Moss-Bachrach, o Microchip
O ótimo Eban Moss-Bachrach, o Microchip

Os três trazem o processo necessário para que Justiceiro se torne um pouco mais uma série de herói e ajudam a fazer dela a melhor série da Marvel em parceria com o Netflix. Suas boas atuações e envolvimentos é o que dá corpo a Justiceiro.

Em um pré-especial sobre a série já havíamos falado que a densidade dos personagens e seus conflitos seriam o chamariz para que o Justiceiro se tornasse o destaque desse universo que já teve duas temporadas do Demolidor e uma de Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro e Os Defensores.

Agora resta saber se um quinto membro será adicionado ao quarteto de heróis protetores de Nova York. Vale lembrar que a segunda temporada de Justiceiro vem aí, resta saber quando. Se você ainda não assistiu, vale uma maratona dos 13 episódios com certeza.

punisher-promo-large

 Fotos: Divulgação/Internet

Comentários