Kadavar, chute na porta e amplificador no máximo em São Paulo

Sábado, dia 3 de Março, um fim de tarde e início de noite abafado, uma sensação de início de ano misturado com a ressaca após grandes eventos como Phil Collins e Foo Fighters, ninguém ao certo sabia que o show que aconteceria na pequena casa de show Fabrique em São Paulo seria tão espetacular assim…

Mas vamos por partes, quando o céu ainda estava claro o palco foi ocupado pelo grupo Disaster Cities, banda de destaque nacional e que ganhou espaço até na renomada Noisey Brasil com seu disco “LOWA”, lançado pelo selo Abraxas.

Embora a casa ainda estivesse recebendo os fãs, o trio não mediu forças para explorar todas as possibilidades dos amplificadores e pesaram a colher em palhetadas arrastadas para atrais o público (inclusive os do lado de fora, já que o som alcançava do outro lado da rua).

Embora o Disaster Cities tenham feito um show acima da média, a noite, que agora já caía do lado de fora, foi roubada pelo Grindhouse Hotel, quarteto já velho conhecido dos fãs e que agora também já contava com uma casa mais recheada de fãs, que ocuparam as primeiras fileiras em frente ao palco para prestigiar os paulistas que possuem seu público cativo em todas as apresentações marcadas.

Com um show extremamente perfeito, os caras arrasaram! Som perfeito, entrosamento absurdo e principalmente, músicas de qualidade, mesmo os pagantes que estavam lá só para ver a atração principal, ficaram boquiabertos com o poder sonoro que era colocado para fora pelos amplificadores.

Em um determinado momento do show, eu estava tão hipnotizado pelo som que eu ficava olhando tudo aquilo e só pensava como todos aqueles solos de guitarra e a bateria, naquele ritmo frenético, poderiam ficar ali pelo resto da vida, já que eles poderosamente preenchiam cada centímetro cúbico do Fabrique.

Quando a apresentação do Grindhouse Hotel acabou, em poucos minutos o palco já estava organizado para o power trio alemão, Kadavar que viria logo em seguida. Para os iniciantes no meio do rock, duas torres de amplificadores Marshall, uma bateria, uma guitarra e um baixo sobre o palco, podem aparentar um minimalismo um tanto quanto ousado, mas os mais experientes já sabem que menos, é mais. E aqui, esse fato se tornou a verdade mais verdadeira possível.

Sendo uma banda sem grandes rótulos e sem muitos enfeites, o setentistas mais modernos do planeta ocuparam seus devidos lugares e despejaram sobre o público um verdadeiro balde de rock n’ roll do bom e do melhor!

Antes mesmo de apresentarem, a banda deu seu cartão de visita com uma pequena sequência de músicas que surpreenderam até o fã mais otimista! Se você me pedir para resumir o show em poucas palavras, elas seriam: peso, qualidade e classe.

Se você não conhece o som do grupo, pode estar pensando que estamos falando de um som rápido, violento, mas muito pelo contrário, o grupo faz um som difícil de se definir, pois além de seu visual, suas músicas poderiam facilmente ser encaixadas em um vinil dos anos 70 e você nem perceberia a diferença.

O set list, relativamente curto, com 13 músicas, variou entre músicas de sua discografia, com destaque para as já renomadas “Pale Blues Eye”, “Die Baby Die”, “Black Sun” e para a “saideira” tripla: “Thousand Miles Away From Home”, “All Our Thoughts” e “Come Back To Life”.

Showzão pesado!

 

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