La Casa de Papel – segunda parte: a Casa da Moeda espanhola nunca mais será a mesma

Confissão 1: não achei lá essas coisas a primeira parte de La Casa de Papel. Confissão 2: tenho sérias ressalvas quanto à séries que tem muito hype. Sabe aquelas que todo mundo posta como “as melhores da vida”, como “foda” e coisa e tal? Então.

Com La Casa de Papel foi mais ou menos isso. Achei a primeira temporada meio morna, digamos assim, mas que tinha potencial para tomar novos rumos e ganhar meu coraçãozinho. E foi justamente isso que aconteceu na segunda parte.

Vale dizer o seguinte: La Casa não é uma série do Netflix e sim da espanhola Antenna 3, mas ganhou o mundo com o serviço de streaming e teve sua primeira e única temporada dividida em duas partes. E bem dividida, diga-se de passagem.

Como dissemos em nossa crítica da primeira parte, a série se tornou “a menina dos olhos do Netflix” quando foi ao ar, ainda que tenha demorado mais um pouquinho do que uma produção original. Mas pelo menos uma série por ano ganha essa alcunha e os hypes que já falamos acima.

Desde a primeira parte já entendemos que os personagens foram escolhidos a dedo e se tornaram cada vez mais carismáticos ao ponto de escolhermos nossos favoritos e isso se fixa na segunda parte, quando tudo degringola.

Os planos do Professor (Álvaro Morte) começam a ir por água abaixo e é isso que faz da segunda parte e da série em si cativante. Seguindo o fluxo da primeira seria muito previsível e tudo daria certo da forma mais fácil possível, não foi o que aconteceu.

Úrsula Corberó (Tóquio), Pedro Afonso (Berlin) e Alba Flores (Nairóbi) dão um show no comando do assalto “mais famoso da história” enquanto têm que tomar suas próprias decisões nas inúmeras ausências do Professor, cérebro da operação, e são exatamente as relações ou falta delas, que se tornam o carro-chefe desta parte.

“A Casa da Moeda espanhola nunca mais será a mesma”

Vocês vão torcer muito por personagens, vão querer que outros se ferrem bonito e depois mudar de opinião. Isso também torna La Casa de Papel uma ótima série. A dinâmica e a previsibilidade de algumas personagens e atitudes às vezes soam cansativas, como por exemplo a sede de Arturito (Enrique Arce) que querer armar um motim pra se salvar, mas em nada tira o brilho geral da série.

O final, é claro, é bem previsível e óbvio, então não vá esperando nada espetacular – o decorrer da história até chegar aos momentos derradeiros é que é o mais legal. Por este final não teremos novas temporadas, não continuações, mas quem sabe “origens” que estão tão na moda no cinema. Por quê não contar a história de Tóquio, Rio, Oslo e Helsinque?

Fato é que, ainda que não seja uma produção original, o Netflix certamente deu uma de suas melhores tacadas na história. A Casa da Moeda espanhola nunca mais será a mesma.

Agora fica a pergunta: Quem é você em La Casa de Papel?

 

 

Foto: Divulgação/Internet

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