Maximus Festival 2017: um pouco de história e 10 clipes do Linkin Park

linkin parkLá se vão 17 anos desde o lançamento de “Hybrid Theory”. Na época o Linkin Park se tornou o cabeça do movimento new metal que já tinha alguns anos e era comandado por Rage Against The Machine e Korn. Há quem diga que System of a Down e Slipknot entram nessa dança. Não sei.

Outra bandas que já tinham algum tempo de estrada, como o Deftones por exemplo, não conseguiram alcançar o patamar do Linkin Park, ainda que muito boas. Enfim, o grupo chegou com uma sonoridade diferente e músicas como One Step Closer, Crawling e o megahit In The End que fez eles explodirem no mundo inteiro e é ainda uma das músicas mais adoradas deles.

Veio o sucesso e a urgência de lançar um álbum novo. Em 2003 chegou “Meterora” com Faint, Numb, a diferente Breaking The Habit e as injustiçadas Don’t Stay e Easier To Run. Injustiçadas porque acho as duas são grandes músicas da história da banda e nem ao menos clipes ganharam.

Foram quatro longos anos, turnês mundiais, show em um Morumbi absurdamente lotado – o único que me fez chegar às 6h da manhã na fila até hoje -, mas o Linkin Park parecia decidido a se afastar do movimento que ajudou a consolidar.

“Minutes To Midnight” saiu em 2007 com What I’ve Done, Bleed It Out e as baladinhas Shadow Of The Day e Leave Out All The Rest. Naquele ponto, já consolidada e tomando outros rumos, o Linkin Park estava caminhando para ser uma banda de rock alternativo.

2010 chegou e com ele “A Thousand Suns”. O novo disco do Linkin Park, três anos depois, fincou a banda em outros gêneros musicais e Mike Shinoda se consolida como multi-instrumentista e produtor do grupo em grande parte do tempo.

The Catalyst foi o primeiro single e Waiting for the End foi outro dos singles e que teve o clipe dirigido pelo DJ Joe Han. As músicas do disco receberam algumas críticas não tão positivas e a mudança de sonoridade foi evidente. Justamente por isso.

Nos cinco anos seguintes, chegando em 2017, o Linkin Park lançou três álbuns: “Living Things” (2012), The Hunting Party (2014) e em breve “One More Light”. O grupo expandiu seus horizontes nos dois primeiros discos, com pitadas de suas raízes sem deixar a experimentação de lado.

Já “One More Light” ainda não dá para cravar, mas as três músicas divulgadas até agora, Heavy, Battle Symphony e Good Goodbye apresentam uma veia mais pop, ainda que essa última tenha pitadas do rap lá de trás.

Mesmo sem o álbum completo as novas faixas receberam algumas críticas e até questionamentos quando à sua veia totalmente pop, principalmente Heavy que conta com a participação da cantora Kiiara. Sim, o Linkin Park tomou esse rumo, mas…

É aquela coisa, são três músicas, então por mais que tenhamos a tendência de criticar sem saber do contexto geral, neste caso sem ouvir o disco inteiro, sendo o Linkin Park o que é com toda essa variedade sonora é bem possível que tenhamos boas músicas em “One More Light”. É esperar.

A gente pensa que ter uma banda é completamente divertido, mas é nada mais do que trabalho também. Tem rotina de estúdio, de shows, de viagens. Onde você consegue mudar as coisas? Na música, simples assim. Se é bom pra você, pra mim ou se não é bom, meio que não importa muito. Importa mais pra eles mesmos, na verdade.

A sonoridade atual do Linkin Park não me agrada, confesso. E quando digo atual, é basicamente de muitos anos pra cá. Cresci ouvindo muito – num nível que vocês não tem ideia – os dois primeiros discos deles. Eles mudaram e eu mudei, tomamos caminhos diferentes, ainda que nos discos posteriores eu consiga enxergar e ouvir boas músicas. Basicamente as que coloquei aqui e mais algumas.

Ok, hoje não me agrada mas sei que a mudança é algo necessário na vida e assim é com todo mundo. Para os fãs de carteirinha, o que se deve esperar o show deles no Maximus Festival 2017 é nada menos do que as velhas músicas com arranjos diferentes e também as novas, que vamos ouvir ao vivo praticamente em primeira mão e saber como elas soam ao vivo.

O festival, assim como sua edição passada, promete com um lineup bem mais encaixado nos estilos do que outros festivais. Além do LP, também tocam Slayer, Rob Zombie, Rise Against, Five Finger Death Punch, Dead Fish, Ghost, Prophets of Rage e muitos outros.

Aproveite e confira tudo que publicamos sobre o Maximus Festival neste link.

Foto: Divulgação/Internet

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