O Autoramas continua sendo uma das grandes bandas do rock nacional e vocês têm que ouvir o novo disco deles

O Autoramas sempre foi uma banda que tive muito carinho, isso sem falar que é, e quem me conhece sabe, uma das poucas bandas de rock nacional que eu gosto. Explico: Gabriel Thomaz e sua turma me remetem muito aos meus áureos tempos de MTV Brasil.

Quando digo meus, é porque curti muito a emissora no fim dos anos 90 e até meados dos anos 2000 quando o Autoramas dava as caras com seu rock dançante e garageiro como um power trio lá pelas quelas bandas da minha TV.

Aí você pula uns bons anos pra frente, muitos discos e shows, e eu que nem imaginava isso tô aqui sentado escrevendo sobre o oitavo álbum de uma das minhas bandas favoritas desse Brasilzão gostoso. Na última sexta, 20, finalmente saiu “Libido”, novo trabalho do Autoramas.

O disco chega pela Hearts Bleed Blue (HBB) e com uma chancela internacional, já que foi lançado em parceria com a alemã Soundflat Records. E por falar em Alemanha (alô 7 a 1!) quem assina a arte da capa de “Libido” é do germânico Julian Weber.

Além das plataformas digitais, o disco também chega em CD, vinil e K7 (olha a gente lembrando do início dos anos 2000 de novo). São 10 músicas divididas igualmente entre inglês e português, mas a pegada é a mesma, rápido e certeiro (tô na quinta música neste momento).

Aliás, por falar em rápido, Ding Dong – a quinta faixa -, representa bem esse espírito. Ela, inclusive ganhou um clipe em 360° muito legal. Outra das em inglês que vale muito a menção é Stressed Out com seu refrão simples (no bom sentido) e riffs dos mais legais do álbum.

As três últimas músicas: Eu Sei Mas Eu Não Sei (I know but I don’t know), Coisa Pra Caramba Pra Fazer e Para o Alto e Avante são daquelas que a gente canta, dança e pula ao mesmo tempo parecendo a trilha sonora de um Pulp Fiction brazuca dirigido por um Tarantino tupiniquim, tão divertido quanto perigoso.

Duas décadas se passaram e a libido, o fogo e o sex appeal do Autoramas só aumentou.

 

 

Foto: Paulo Aguiar/Divulgação

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