O Foo Fighters sabe os caminhos e acerta de novo em “Concrete and Gold”

foo fightersToda banda passa por fases, isso é inegável. Aliás, todo mundo passa por fases com o passar dos anos. Aprendemos, nos tornamos adultos, vivemos nosso auge físico e mental, alcançamos a maturidade e por fim morremos.

Desde 2011 o Foo Fighters que vem mostrando isso e tem dado muito certo. Há seis anos o grupo lançava “Wasting Light”, até hoje o melhor disco deles na minha opinião.

Ali o Foo Fighters cravava a alcunha para muitos de “melhor banda de rock dos últimos anos”, “Dave Grohl é o cara mais legal do rock” e essa coisa toda e se consolidava como entidade do estilo no pós-grunge.

Músicas como Walk, Rope, White Limo e Arlandria contribuíram muito para isso. O Foo Fighters chegara ao auge de sua carreira.

Três anos depois veio “Sonic Highways”, até muito mais aguardado que o anterior e com um documentário divido em capítulos como uma série que ajudaram a mascarar um álbum que não era tão bom quanto “Wasting…”.

Tudo bem, Foo Fighters, não era tão bom mas era bom do mesmo jeito. Congregation, Outside, Something For Nothing são bem bacanas. Isso se deu porque depois do auge vem a maturidade.

Enfim, eis que nesta sexta, 15 de setembro de 2017, Dave Grohl e seus companheiros – agora um sexteto – lançam “Concrete and Gold”. Não teve a expectativa enorme, tão pouco o documentário e o hype de “Sonic…” e talvez por isso seja melhor.

Run, o primeiro single, é uma puta música, talvez a melhor do registro. Ainda estou entre ela e The Sky Is Neighbordhood, a minha Arlandria desse disco e a tendência é que em breve eu goste mais dela.

De uns anos pra cá rola uma moda de álbuns conceituais – querem conceituar tudo na real -, que se completam e essa bobagem toda pra não dizer apenas que você está fazendo um disco de rock. Vide Stone Sour com “House of Gold And Bones” e mais recentemente o U2 com seus “Songs of…”, só pra lembrar dois.

Não acho que a intenção do Foo Fighters tenha sido essa, mas com “Wasting Light”, “Sonic Highways” e agora “Concrete and Gold” eles formaram uma trinca que se completa. Há seis anos tiveram seu auge criativo e musical, há quatro atingiram a maturidade e agora chegaram num momento “eu sei os atalhos para continuar fazendo sucesso”.

Vale dizer que em 2018 Dave e sua trupe passam pelo Brasil para cinco shows. As informações oficiais ainda não foram liberadas, mas por hora considere dois shows em São Paulo (Allianz Parque mas pode mudar para o Morumbi) e um no Rio (Maracanã).

É isso. Dá o play em “Concrete and Gold” do Foo Fighters aí.

 

Foto: Divulgação/Internet

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