Ouija – Origem do Mal é melhor que seu antecessor, mas ainda assim é fraco

Ouija2_RGB_Online_Comp12_BRA_02Coloque uma mãe e suas filhas envoltas em uma trama de espíritos malignos sem quem as proteja – contando apenas com a ajuda de um padre e o namorado de uma das meninas e olhe lá -, e você já tem o início de um roteiro de um thriller de horror atual.

Agora pegue a filha mais nova e faça dela a figura central com o demônio no corpo, pronto! Meio roteiro. É basicamente assim que muitos – muitos mesmo -, dos filmes de terror hollywoodianos estão começando.

Ouija – Jogo dos Espíritos (2014) chegou como uma grande esperança de que a velha mesma fórmula batida havia acabado ou ao menos mudado (para melhor) um pouco, ainda que colocasse o tabuleiro clichezão no meio do jogo, com o perdão da piada.

Em Ouija – Origem do Mal atuação da pequena Lulu Wilson, que vive a protagonista Doris, não foge à regra das pequenas de outros filmes, não por culpa dela, que tem potencial para muito mais, mas por conta de um enredo fraco. Assim como Elisabeth Reaser, a mãe de família que para sustentar suas filhas faz sessões médiuns mentirosas.

Ouija – Origem do Mal tem tudo que um filme de terror deve ter para fazer sucesso, mas não estamos mais nos anos 70 e 80 quando tudo relatado acima era novidade e de onde 90% dos filmes dos últimos anos bebe da fonte. Parece tudo a mesma coisa e A Origem do Mal não se destaca.

Mike Flanagan, diretor do longa, não consegue dar um toque diferente e as sequências – e raros sustos – são bem previsíveis aos mais familiarizados com o gênero. O filme é uma sensação de “eu já vi isso em algum lugar”, mas pelo menos isso não é uma exclusividade de Ouija.

Desde os primeiros Invocação do Mal e de A Entidade, que apresentaram alguns elementos diferentes nas histórias, os filmes do gênero não apresentam nada novo. Infelizmente o cinema de terror atualmente não foge das mesmas fórmulas batidas e espremidas ao máximo e soa redundante e ambos Ouijas não fogem disso.

 

Foto: Divulgação/Internet

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