Pitty em entrevista exclusiva para o Rock Noize! Confira

Depois de uma longa pausa do rock, com uma leve estadia em um projeto “fofolk” –  o Agridoce -, Pitty Leone e sua banda estão de volta. E mais dispostos do que nunca.

Nós, do Rock Noize, cobrimos  três  dos seus últimos shows e constatamos: nunca vimos Pitty tão animada. (Veja aqui as resenhas dos shows de Nova Friburgo, Teresópolis e São Paulo.)

Agora, às vésperas do lançamento oficial do seu álbum “SETEVIDAS”, no Circo Voador, a gente conta pra vocês o papo que batemos com toda a banda nos bastidores dos últimos shows para você ir aquecendo para essa próxima turnê, que promete passar pelo país inteiro.

 

Rock Noize: Alguma banda ou artista em específico te influenciou no processo de gravação do álbum “SETEVIDAS”?

Pitty: Não exatamente. Tudo nesse disco foi muito diluído. Sempre temos referencias, mas nenhuma em específico para apontar.

Rock Noize: Como foi o processo de gravação? O final te surpreendeu?

Pitty:
Todas as músicas surpreenderam, na verdade. Nós gravamos no nosso estúdio, de uma forma bem “garageira”. Depois que a gente mixou e finalizou que a gente viu como a música ficou e onde ela podia chegar. A gente já sabia, logicamente do potencial, mas ver elas finalizadas sempre é uma surpresa.

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Rock Noize: Vocês têm alguma favorita desse cd, ou da carreira da banda, no geral? 

Pitty: Não consigo escolher, nesse álbum… Cada dia é uma (risos). Mas da carreira, só consigo pensar nas mais recentes, porque são as que estão mais frescas, acabaram de sair do forno.

Martin Mendonça: Umm… é difícil… mas, talvez, Olho Calmo.

Duda Machado: 
Boca Aberta. A gente tá com um repertório bonito pra tocar ao vivo. No começo, as vezes, a gente não tem muita opção, né? Tem que tocar as músicas do disco e acabou, mas agora não sabe? Agora podemos escolher “a essa entra”, “ah, essa deixa de lado”, “essa aqui vamos retornar a tocar”… gosto assim.

Guilherme Almeida:
 Ô… Difícil  dizer, nunca parei para pensar nisso, para falar a verdade… Foi construído tão fechado como um disco,  que acho que não tem nenhuma pra mim que seja a favorita. Ele foi construído para ser bem montadinho, bem “ele”. Gosto de todas, mesmo.

Paulo Kishimoto: Minha favorita é  A Massa.

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Rock Noize: O que vocês sentiram quando entraram no palco de Americana, o show de retorno da banda?

Pitty: Caralho, eu tive um troço, quase. Eu acho que eu tive uma crise de pânico, porque eu travei, na real. Cada um somatiza de uma forma, né? Duda ficou insuportável, pulando pra lá e pra cá no camarim e a gente falava “Caraca, pára, véio”.  E eu fiquei assim, respirando muito forte (nesse momento Pitty cruza os braços e encena seu nervosismo, como se estivesse sentindo muito frio). Então cada um absorve de alguma forma, acho. Porque foi bem emocionante, na verdade, voltar aos palcos, depois de tanto tempo.

Martin: Cara, eu acho que eu tava tão tudo, que no final eu tava tranquilo Até foi estranho, porque eu achei que eu ia ficar super nervoso, mas eu gastei o nervosismo todo na véspera. Mas talvez seja porque a gente super se preparou, coisa que a gente nunca tinha feito com tanta intensidade para uma turnê Tanto pela quantidade de ensaios e também pelo fato de conseguir pegar o lugar que faríamos o show para fazer dois ensaios gerais, dias antes do show. Então não senti nervosismo, ansiedade, nada. Só gana, vontade de tocar.

 Rock Noize: O Agridoce foi uma parte muito marcante da sua carreira, claro. Sentimos um resquício do projeto no seu novo disco, principalmente na calmaria da música Serpente. O que você mais sentiu falta com na “Banda Pitty” e o que acha que mais vai sentir no Agridoce? 

Pitty: Eu acho que eu preciso das duas coisas, na verdade. E de outras coisas que eu ainda não descobri ainda, sabe? Mas eu nunca descartei ou cogitei que eu nunca mais iria ter uma banda de rock. Nunca. Isso nunca passou pela minha cabeça. Tudo é um ciclo. Eu vivi aquele momento, construí aquela história, e depois me deu vontade de voltar para essa outra história e depois eu não sei o que vai acontecer, porque eu vou vivendo e acho que é isso… Não sei, eu sinto falta de coisas diferentes… São dois trabalhos muito diferentes. E eu acho que é por isso que eu gosto deles, porque são extremos que no fim se completam.

Rock Noize: Inevitavelmente, as pessoas projetam em você a imagem da cantora de Rock que, claro, ouve Rock. Mas, lógico, não é bem assim. O que você ouve que foge desse padrão?

Pitty: Ah, eu ouço tanta coisa… Ouço Clara Nunes, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro. Eu ouço um monte de coisa, na real. Todo estereótipo é falso.

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Rock Noize: Guilherme e Paulo, vocês são novos na banda. Como está sendo a experiência de entrar numa banda que já tinha um público e uma história?

Paulo: Está sendo super legal, tocar com uma galera que manda tão bem, com uma produção muito boa… Estou me divertindo bastante.

Guilherme: A experiencia está sendo demais, irada. Tô lidando com uma equipe irada, que na verdade eu já conhecia. Já tinha pegado a estrada com o “Martin e Eduardo” (projeto paralelo do guitarrista e baterista da banda) e agora entrar nessa onda de lidar com uma equipe grande, produção irada, a galera afiadíssima, tocando pra caralho… opa, pera, pode falar ‘pra caralho’?

Rock Noize: haha, pode sim.

Pra quem já está ansioso pelo show no Circo Voador, olha aí o recado que a Pitty deu para o leitores do Rock Noize!

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