Queens of Stone Age incendeia a plateia em seu primeiro show solo no Brasil

Quem esteve ontem (25) no Espaço das Américas, em São Paulo, definitivamente presenciou um dos shows mais absurdamente incríveis do ano: Queens of The Stone Age, em sua primeira turnê solo no Brasil.

A saga para conseguir um bom lugar nos permitiu acompanhar a passagem de som (do lado de fora, mas tão alta que se ouvia tudo!), que rolou por volta das 16h, mostrou músicas que eles não quiseram tocar no show, como foi o caso de Turnin’ On The Screw, que acabou ficando de fora mas foi tocada na passagem junto com Misfit Love.

O show de abertura foi do músico Alain Johannes, que já fez parte do QotSA e gravou guitarra e baixo no álbum “Lullabies to Paralyze” (2005), subiu ao palco sozinho no maior esquema banquinho-e-violão, com seu violão quadrado de cordas de nylon.

Apesar do notável talento do músico – que já havia dado as caras no Brasil na edição de 2010 do festival SWU e atraiu meia dúzia de curiosos gatos pingados – digamos que, bem, a plateia já estava em polvorosa com a perspectiva do início do show de Josh Homme e sua trupe. E sentiram falta das guitarras e baterias, apesar do som do músico definitivamente ter uma sonoridade próxima a do Queens.

Quando eles surgiram no palco, aproximadamente 22h15, já abriram o show levando a casa abaixo. Foi com a dobradinha absurda de You Think I Ain’t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire e No One Knows, que também são as duas primeiras músicas do álbum “Songs For The Deaf” (2002), que o lugar absolutamente lotado de fãs foi à loucura.

Quase sem pausas eles seguiram com um setlist com oito canções de seu último álbum, “…Like Clockwork” (2013), mescladas com músicas inesperadas, como Mexicola, que foi muito pedida pelo público, e Josh resolveu tocar para agradar os fãs, além de canções como The Lost Art of Keeping a Secret I’m a Designer, que raramente aparecem em seus sets atuais.

O público empolgou tanto os caras que eles acabaram fazendo um show beem mais longo por aqui – já que em média eles tocaram 16 músicas em seus últimos shows, enquanto os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de se deleitar com um set de 21 músicas.

Imperdível? Com certeza. Grandes chances de ser o melhor show do ano? Oh Yeah. Eles quebraram a banca por quase duas horas, e após uma breve pausa, ainda voltaram para terminar de destruir a casa com A Song For The Dead. Definitivamente valeu a surdez que ainda atinge essa que vos fala, sem falar na dor no corpo. Uma noite para ser lembrada como a melhor passagem do QotSA pelo país, que ainda toca em Porto Alegre, no Pepsi On Stage, no sábado (27).

 

Confira o set imperdível que rolou ontem:

You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire 
No One Knows
My God Is the Sun 
Smooth Sailing 
Monsters in the Parasol 
I’m Designer 
I Sat by the Ocean 
…Like Clockwork
Feel Good Hit of the Summer 
The Lost Art of Keeping a Secret 
If I Had a Tail 
Little Sister 
Fairweather Friends 
Make It Wit Chu 
I Appear Missing 
Sick, Sick, Sick 
Mexicola  
Go With the Flow 
 
BIS

The Vampyre of Time and Memory
Do It Again  

A Song for the Dead

 

 

 

Imagem: Divulgação/Internet

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