Resenha: Aerosmith mantém a boa forma em show no São Paulo Trip

37298368841_c1b9de3e26_z (1)Nada melhor para terminar o fim de semana que bons shows, não é mesmo? Pois é e o público de São Paulo pôde conferir duas apresentações de peso – devidas proporções – no Allianz Parque: Def Leppard e Aerosmith.

A dupla se apresentou como parte do terceiro e penúltimo dia de São Paulo Trip, evento que já tinha contado com Alter Bridge, The Cult e The Who na quinta (resenha aqui) e The Kills e Bon Jovi no sábado (resenha).

A noite de domingo foi mesmo do hardrock. Primeiro o Def Leppard subiu ao palco para mandar ver nos seus hits radiofônicos consagrados e agradar boa parte do público – muitos munidos de camisetas da banda de todos os estilos.

Foram 20 anos desde que o grupo passou pelo Brasil e não deixou saudades – na verdade nem nós deixamos neles. O curioso é que duas décadas depois ao que tudo indicava pela noite deste domingo, as coisas mudaram bastante.

Bom, terminado o desfile de hardrock com cara de clipe com a Cindy Crawford nos anos 80, era a vez de esperar por Steven Tyler e Cia. O show estava marcado para as 21h30, mas o Aerosmith só subiu ao palco mesmo as 22h e com o público um tanto angustiado.

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E logo nas cinco primeiras músicas já vieram três das mais adoradas pelo público: Love In An Elevator, Cryin’ e Living On The Edge. Pra quem estava ali pelos hits já tinha valido a espera e se esquecido do atraso.

Steven Tyler estava uma máquina. Corria, dançava, pulava, abraçava e fazia graça com todos os integrantes e chegou a pegar o celular de uma fã que estava ao lado do palco e se filmar cantando. Não economizou no quesito “chamar o público” e elogiar tudo e todos.

Tanto fôlego também era percebido nas músicas, já que o Aerosmith alternava entre as mais “pegadas” e mais tranquilas no sentido de preservar e fazer durar a voz de Tyler. Ponto pra banda, que soube se “organizar” nesse sentido.

Para tal o Aerosmith organizou uma jam que começa com o blues de raiz comandado pelo guitarrista Joe Perry e que se estendeu, para muitos fãs, por muito tempo. Com razão, já que pelo menos uma música entraria no setlist se a jam durasse a metade.

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Crazy, I Don’t Wanna Miss A Thing – cantada em uníssono e movida por casais apaixonados -, Dream On e Walk This Way encerraram os hits maiores do Aerosmith na noite deste domingo, 24, no Allianz Parque.

O que se viu, como um ano antes, foi uma banda em plena forma. O quinteto sabe o que está fazendo e quais são seus limites – sim, obviamente eles existem -, e tem o mérito de continuar tocando e fazendo melhor que a esmagadora maioria que veio depois deles.

E como dissemos neste mesmo site, do mesmo show dos Bad Boys de Boston, no mesmo Allianz Parque há um ano: o Aerosmith soube envelhecer e mesmo depois que eles pararem gente vai continuar com essa mesma sensação.

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Fotos: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

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