Resenha: Batman vs Superman: A Origem da Justiça

batman-superman-header2_dHjhy2NSe você tem alguma dúvida se vai assistir Batman vs Superman: A Origem da Justiça eu te digo: vá! É isso, fim. Brincadeira, mas vá mesmo. A primeira impressão ao sair do cinema foi que Warner e DC acertaram a mão em cheio na cara da galera.

O que mais me impressionou no filme é que mesmo que você não seja lá um grande fã dos quadrinhos, vai entender o contexto da obra. Confesso: sempre fui leitor de quadrinhos, não assíduo, não de ler todos, acompanhar, essas coisas, por diversos motivos que… deixa pra lá.

Ainda que não um grande fã, mas se você conhece um pouco, já leu alguma coisa ou está familiarizado ao menos com um pouco das histórias dos envolvidos, não vai ficar deslocado durante todo o filme. O roteiro de Chris Terrio não adentra ao ponto de ser cansativo ou fazer com que os desavisados fiquem perdidos em meio ao caos de Batman vs Superman.

Confesso 2: demorei bastante para assistir o Homem de Aço e me arrependi. Não iria cometer o mesmo erro de novo. Principalmente em se tratando do Batman, do qual tenho mais familiaridade com a história, vida, etc.

Conflitos humanos

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Sem papas na língua o diretor Zack Snyder explora bem o questionamento da raça humana quanto a ter um deus como protetor e o conflito em “ele vai nos proteger, mas tem que ser do nosso jeito”. O questionamento da raça humana sobre quem e como irá protegê-la é um ponto alto. Além disso esse conflito surge na cabeça dos protagonistas (ainda que Bruce seja realmente humano) de forma muito latente. Achei esse um dos pontos altos do longa. A questão das mortes humanas durante os confrontos anteriores e durante o filme também são abordados. Outro fato que chama a atenção é a exploração dos traumas de Bruce Wayne e as dúvidas de Clark Kent, este novamente interpretado por Henry Cavill.

Foi interessante ver como todo o staff do filme conseguiu incluir alguns arcos das HQs sem soar forçado ou alterar algo a ponto dos fãs mais intensos ficarem bem bravos. É tudo sútil e bom de ver, aquela coisa de “ah eu lembro disso” ou “ah a referência é essa”, inclusive nos diálogos, alguns deles exatamente iguais. Bacana.

Gal Gadot e Ben Affleck surram os críticos!

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Quanto aos atores, bem, Gal Gadot e sua Mulher-Maravilha, tão questionada por conta do físico (muitos diziam que a heroína deveria ser mais forte, tenham dó!) entram em cena no momento certo, derradeiro e são fundamentais para o andamento de Batman vs Superman, já Ben Affleck e seu Batman/Bruce Wayne surram a cara de quem esbravejou, reclamou no Twitter, fez textão no Facebook sobre ele (talvez muito pelo fracasso d’O Demolidor), mas ok, perdoados. Fato é que Affleck mandou muito bem na pele do Morcego de Gotham.

Aliás, vale mencionar a Lois Lane de Amy Adams, ela é a heroína humana e faz o trio se fornar um quarteto nos momentos decisivos do longa. “Ismos” à parte, é muito bom ver que as moças do filme estão em pé de igualdade com os fortões, boa DC!

O ardiloso Lex Luthor de Jesse Eisenberg

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E o que falar de Jesse Eisenberg? Sua interpretação de Lex Luthor me surpreendeu bastante. Me corrijam, mas não lembrava de um Lex tão transtornado, insano e dissimulado assim. Ele participa ativamente da treta toda, claro, mas é mais do que isso. É ardiloso, frio e seus pensamentos e diálogos são muito bons. O mais louco dos personagens confunde e deixa todo mundo louco. Eisenberg que já foi muito bem como nosso ~querido~ Mark Zuckenberg em A Rede Social, se sobressai novamente.

A Liga se forma

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Enfim, o filme é muito bacana, ainda que longo não é cansativo, tem o timming certo e prepara o terreno para a vinda da Liga da Justiça da maneira correta, inclusive explorando pouco o Aquaman, o Ciborgue e o Flash, o que dá um gostinho a mais para o novo filme e ao que parece as histórias serão bem contadas e a DC não vai embolar o meio de campo.

 

Foto: Divulgação/Internet

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