Resenha: Maximus Festival 2017

18447506_1874457286159234_7970332862257362391_nNa tarde deste sábado, 13, aconteceu a segunda edição do Maximus Festival. O festival, que teve seu início em setembro do ano passado emplacou uma segunda edição poucos meses depois e trouxe uma mistura de bandas novamente ao Autódromo de Interlagos em São Paulo.

Como todo grande evento existem questionamentos mesmo antes das bandas começarem a tocar. No caso do Maximus 2017 muitas foram por conta dos horários dos shows, em especial Five Finger Death Punch e Rise Against, que no lineup original estavam escalados para basicamente os mesmos horários em palcos diferentes, o que gerou muitas críticas por conta dos fãs.

Duras críticas também vieram por conta de a organização ter colocado à venda ingressos promocionais nos fins de semana que antecederam o festival. Os valores, bem abaixo do ingresso original gerou revolta. Promoções são algo natural nos festivais conforme eles vão chegando perto de acontecerem, mas neste caso quem comprou os ingressos há meses não ficou nada feliz.

Enfim, sábado chegou e lá vamos nós pro raio que o parta debaixo de sol e no trânsito infernal do dia anterior ao Dia das Mães. A propósito, Feliz dia das mães para nossas mamães! Como muita gente deixa tudo pra última hora, incluindo comprar o presente delas, e com dois shoppings próximos ao Autódromo, fez piorar o acesso ao local.

Chegando lá a primeira coisa que se pode notar foi um sensível aperto, talvez pelo aumento de público ou talvez por estar mais apertado mesmo. A aposta do Maximus Festival sempre foi unir gerações em um único dia com atrações que iniciaram suas trajetórias nos anos 80 e 90 até as de 2010 pra cá.

SLAYER

Entre os oitentistas estavam Rob Zombie e Slayer, esta que mais uma vez mostrou porque é um dos monstros do metal mundial. Tom Araya e Kerry King estavam em casa, afinal camisas do Slayer eram vistas toda hora em todos os lugares do Autódromo.

Atualmente o grupo está fazendo turnê do seu disco mais recente, “Repentless”, mas como toda banda com muita história pra contar, o que mais o público quer ver e ouvir são os clássicos. Seasons in the Abyss, gravada quando muitos que estavam ali nem eram nascidos foi uma delas.

Slayer é Slayer, né? E por onde passa deixa um estrago. Foi assim no Maximus Festival.

ROB ZOMBIE

Vindo também direto dos anos 80, época que trouxe o horror ao seu estilo com o White Zombie, Rob Zombie tocou o terror – com o perdão da piada pífia – no festival. Um detalhe a ser percebido é que é estranho ver um show dele de dia, mas tudo bem.

Mesmo com algumas pessoas bem animadas no show era perceptível que muito mais gente não conhecia ou conhecia pouco Rob, ainda menos o lance com o White Zombie.

Foto: Allan Ruy - InstagramqDivulgação
Foto: Allan Ruy – Instagram/Divulgação

RISE AGAINST e PENNYWISE

Dois ótimos shows que mereciam mais destaque dentro do lineup do Maximus Festival. Os veteranos do Pennywise mais conhecidos profundamente pelos mais velhos também cativaram os mais novos e fizeram um show lotado no palco menor do festival.

O Rise Against, que se apresentou pouco tempo depois no mesmo palco, também teve seus fãs cativos e o show foi uma das gratas surpresas, ainda que não lotasse seu show.

PROPHETS OF RAGE

Olha, muita gente pode colocar um ou outro como destaque de um festival ou headliner, papel que certamente ficaria com o Prophets of Rage neste caso. A banda formada pelos instrumentistas do Rage Against The Machine e os vocalistas de Cypress Hill e Public Enemy fez um show nostálgico onde a galera queria conferir a “repaginada” nas músicas do RATM.

Por hora o grupo tem apenas uma inédita no currículo, Unfuck The World, que foi tocada no show. Muito também dado ao momento do país, o Prophets of Rage caiu como uma luva sendo uma das principais atrações do Maximus. Um destaque foi a cover de Kick out the jams do MC5 que teve como convidados os caras do Rise Against.

Ao fim de Killing In The Name, que encerrou a apresentação, ficou a sensação de nostalgia e vontade de ver novamente Zack De La Rocha tocando com seus antigos companheiros. Mas hoje é o Prophets e em setembro um disco de inéditas deles vem aí.

LINKIN PARK

Quem viu o Linkin Park pela primeira vez no Brasil em 2004 esqueça. A banda atual em nada se parece com a que causou uma verdadeira histeria por aqui há mais de 10 anos. A inegável mudança na sonoridade da banda afastou muita gente da apresentação deles no Maximus Festival 2017.

O público era dividido em três frentes: os saudosistas que estavam ali para ouvir Faint, One Step Closer, In the End e outras do início dos anos 2000, os fãs que pouco ligam para a mudança e por fim quem estava ali por estar, por curiosidade e que cantavam malemá as mais famosinhas.

Como é de praxe em festivais, a principal atração investiu na miscelânea de músicas de toda sua carreira, mas deixou de lado muita coisa boa do início dando preferência à músicas insossas como Leave Out All The Rest e Castle of Glass, isso sem falar em uma versão a capella de Crawling, que deveria ter sido tocada como a original.

Era engraçado ver que quem fazia parte do grupo que gostava mais do Linkin Park no início acabavam por entrar na onda das brincadeiras com as músicas novas, com direito a passinhos e danças no melhor estilo TomorrowLand já que em dado momento era isso que parecia mesmo.

Fato é que hoje o Linkin Park tem outra cara, outras músicas e outro tipo de festival. Tá mais para um Lollapalooza do que para um Maximus. Não à toa desde a divulgação das música do seu novo álbum, “One More Light”, o grupo tem sofrido duras críticas.

GERAL

Ainda que sempre com coisas a se acertar, o saldo foi novamente positivo, a experiência (como os organizadores de tudo enquanto é festival gostam de dizer) foi bacana. Vamos ver o que vem por aí em 2018, mas se der, vamos escolher outro local, né pessoal?!

 

Foto: Divulgação/Maximus Festival

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