Resenha: Paul Gilbert em São Paulo

paul_gilbertO guitarrista norte-americano Paul Gilbert se apresentou em São Paulo, no dia 31 de janeiro, em uma performance arrasadora no Carioca Club. Conhecido por seus trabalhos nas bandas Racer X e Mr. Big, o mesmo veio acompanhado do baixista Pete Griffin e do baterista Thomas Lang, ambos músicos de altíssimo nível, em seu projeto atual, o chamado “Paul Gilbert Trio”, na turnê de seu mais novo cd “I can destroy”.

O show começou de maneira fulminante, com uma performance instrumental duradoura que visitou toda a carreira do artista, tocando trechos de músicas como Fire of Rock, Scarfied (essa na íntegra) do Racer-X e Daddy, Brother, Lover and Little Boy, Green Tinted Sixties Mind, Nothing But Love do Mr. Big, além de músicas de sua carreira solo como Down to Mexico no mix.

Esse instrumental, além de impressionar pelo lado técnico, serviu para mostrar seu enorme carisma, presença de palco e, principalmente, sua evolução como artista. É extremamente interessante ver sua mudança ao longo dos anos: de guitarrista shredder de heavy metal no Racer X, passando pelo hard rock do Mr. Big e, posteriormente, por diversas fases de sua carreira solo, culminando em sua fase atual, mais voltada ao blues, mas sem esquecer de suas raízes.

E foi assim que o renomado guitarrista chegou ao set-list do seu ótimo e mais recente álbum, que deu nome a turnê, tocando músicas como Everybody Use Your Goddam Turn Signal, I Can destroy (faixa-título), One Woman too Many, Woman Stop, mas principalmente a faixa que parece fazer analogia à sua carreira profissional: Blues Just Saving My Life.

O próprio Paul comentou em entrevista a respeito das diferenças entre tocar metal e blues, afirmando que, embora o primeiro estilo possa ser mais técnico, o segundo lhe permitiu uma maior liberdade de expressão, sendo que o fraseado de blues melhora qualquer outro estilo musical quando devidamente integrado.

O músico ainda tocou outros de seus clássicos perto do encerramento, como Technical difficulties, bem conhecida por guitarristas pela sua complexidade técnica e musical, além de dar espaço para solos de baixo e bateria.

O show no Carioca Club foi o último em sua passagem pelo Brasil (já havia tocado em Brasília no dia 28 e em Belo Horizonte no dia 29), mas certamente deixou saudade entre os fãs, que torcem para que seu retorno não demore.

 

Texto: Gabriel Yamin

Foto: Divulgação/Internet

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