Resenha: Steve Vai em São Paulo

Steve Vai - Loos PhotoNo último domingo (4), o Tom Brasil serviu de palco para um dos mestres da guitarra virtuose, Steve Vai, em sua turnê de comemoração dos 25 anos do álbum “Passion and Warfare”.

Acompanhado de uma formação mais tradicional se comparada às suas últimas turnês, composta pelos músicos Philip Bynoe (baixo), Jeremy Colson (bateria) e Dave Weiner (guitarra base), Steve teve a chance de mostrar pro público paulistano o porquê deste álbum ser tão admirado entre guitarristas do mundo todo.

Apesar do nome da turnê, o show teve início com músicas que compõem outros álbuns, tais como “Bad Horsie” e “Tender Surrender”, do “Alien Love Secrets”, “The Crying Machine”, do “Fire Garden” e “Gravity Storm”, do mais recente “Story of Light”.

O repertório, até então, empolgou o público e serviu de aquecimento para o evento principal: a execução na íntegra do “Passion and Warfare”.

A obra em si é uma mistura de experimentalismo em faixas como “Erotic Nightmares”, “Ballerina 12/24” e “The Audience is Listening”, fraseados característicos do guitarrista em músicas mais diretas como “I Would Love To” e também de músicas caracterizadas por suas melodias, como “Liberty”, “Blue Powder” e o hino “For the Love of God”, a sétima do álbum.

Vale lembrar que Steve costuma colocar suas principais baladas melódicas na sétima posição dos “set lists”de seus discos, o que resultou em uma coletânea chamada de “The 7th Song -Enchanting Guitar Melodies Vol. 1”.

Steve Vai - Loos Photo 1

O guitarrista, sempre performático e carismático, fez questão de falar bastante com o público e pedir sua colaboração a todo instante, inclusive chamando “participações especiais” de seu eterno professor Joe Satriani e do guitarrista John Petrucci, do Dream Theater. Infelizmente, não chegou a ser um show do G3, pois os convidados apareceram apenas em gravações no telão para parabenizá-lo e realizar duelos de solos com Steve, que os tocava ao vivo.

Talvez o momento mais surpreendente e com a “participação especial” de telão mais legal se deu quando Steve chamou seu mestre e já falecido, Frank Zappa, o lendário guitarrista que o descobriu quando tinha apenas 18 anos de idade, para juntos apresentarem “Stevie’s Spanking”, clássico que costumavam tocar no início dos anos 80, antes do virtuose fazer sucesso no Alcatrazz, na banda de David Lee Roth ou noWhitesnake.

“Steve permaneceu interagindo por um bom tempo com o público e agradecendo pelo apoio em sua carreira musical que já dura mais de 30 anos”

Para finalizar, o repertório ainda contou com mais duas músicas, “Racing the World” e “Taurus Bulba”, dos álbuns “The Story of Light” e “Fire Garden”, respectivamente, sendo que, mesmo após o encerramento, Steve permaneceu interagindo por um bom tempo com o público e agradecendo pelo apoio em sua carreira musical que já dura mais de 30 anos e levou muitos fãs a estudarem dezenas (e até mesmo centenas) de horas de guitarra a fio.

Confira o setlist completo aqui. Em breve você vai conferir mais fotos exclusivas do show.

 

Resenha: Gabriel Yamin

Fotos: Loos Photo

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