Resenha: The Amity Affliction emociona fãs em seu show de estreia no Brasil

_MG_9543-2O sol vai baixando e aquela depressão vai recaindo sobre as pessoas que começam a se preparar psicologicamente para a volta de mais uma semana, tudo normal, exceto pelo fato que essa mesma depressão dominical logo seria varrida para longe pelos potentes amplificadores do show que se aproximava.

Em sua turnê de estreia na América Latina e com show único no Brasil, o grupo australiano de metalcore Amity Affliction era possivelmente um dos shows mais aguardados pelos fãs do estilo, que ansiavam por mais essa figurinha em seus álbuns de shows.

Com  as portas programadas para serem abertas as seis horas da tarde em ponto, os fãs se amontoavam na longa fila que dobrava as esquinas, dando literalmente a volta o quarteirão inteiro. A luz do sol ia embora, trazendo o frio noturno típico do outono paulistano e junto com ele a ansiedade a mil que arrancava sorrisos das pessoas na fila, já imaginando como seria ver de frente os membros da banda, em especial os frontmans, Joel Birch com seu gutural rasgado e Ahren Stringer fazendo o belo contraponto com sua voz clara e límpida.

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Quando o relógio apontava 19:00, a banda Black Days subiu ao palco para tocar suas músicas de autoria própria e arrancar os aplausos do público, que ainda ia se acomodando e passando aos poucos pelas revistas na porta de entrada.

Mesclando um vocal alternativo com o peso das guitarras e um baixo tão potente quanto um trator, a banda incendiou o palco e já agitou os fãs, que agora se acotovelavam por um espaço e uma vista privilegiadas.

Pausa para a preparação do palco e em exatos 30 minutos as luzes logo se apagaram anunciando que a atração principal da noite já estava pronta e a postos para a largada! Tenho que confessar, sou fã do som da banda e apesar das condições limitadas do ambiente, os caras mostraram a que vieram, mandando hit atrás de hit, a pista se transformou em um verdadeiro espaço de emoção e cantos que eram entoados a cada novo refrão.

A única coisa que talvez possa ser apontada como um ponto negativo do show foi a sua duração: uma hora de relógio contado. Mesmo com um set list que agradaram gregos e troianos, fazendo o público transpirar de tanta felicidade, era possível ver no rosto dos fãs aquela sensação de “mas já?”, aquele gostinho de “quero mais” que gera uma leve decepção nos que desembolsaram o dinheiro do ingresso._MG_9645-2

Porém, verdade seja dita, desde a primeira música I Bring The Weather With Me, passando pela pesada The Weigh Down e Fight My Regret ou pelas mais tranquilas All Fucked Up e Shine On, era possível ver os membros da banda dando o seu máximo no palco, colocando o público para pular e cantar.

A interação entre as duas partes produzia um ambiente de felicidade, como se cada segundo ali estivesse sendo gravado na memória para nunca mais ser esquecido, onde cada olhar e cada toque, valiam ouro, valiam toda a espera e valeriam boas lembranças no dia seguinte.

21h em ponto, a banda tira a clássica foto  com os fãs ao fundo e as luzes se acendem novamente, trazendo todos de volta a realidade, como se durante uma hora, a casa de show tivesse sido teletransportada para outra dimensão, uma dimensão onde a depressão dominical não existia e de onde ninguém queria sair.

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Resenha e fotos: Nicollas Loos

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