Rock Noize Entrevista: Project46

Essa semana nosso colaborador Alfredo Silva conversou com Henrique Pucci, baterista da banda Project46.

O grupo é um dos grandes expoentes do cenário hardcore/metal brasileiro e que ganhou muita notoriedade em 2013 não só por aqui mas lá fora também.

Na conversa, Pucci falou sobre o processo de gravação do novo disco do grupo, sobre a repercussão após se apresentarem no Maquinária (Chile) e no Monsters Of Rock (esse ano, Brasil), entre outros assuntos. Confira a entrevista na íntegra abaixo.

RockNoize: Vocês já estão gravando um novo álbum né? Como estão as gravações? Tem uma previsão de lançamento?

Henrique Pucci: Estamos no processo final de gravação, depois de terminar o que falta de voz, a produção entrará no processo de mixagem e por fim a masterização, os três processos pelo produtor Adair Daufembach. Estamos fazendo tudo que o cd de metal pede, estamos em um ótimo momento musical com muitas idéias e muita coisa pra ser dita. O lançamento está programado pra ser lançado no final março de 2014.

RN: Como está sendo trabalhar com o Adair Daufembach de novo?

HP: Estamos muito confiantes e mais maduros. E munindo o Adair de tudo que ele precisa pra fazer o melhor trabalho possível. O Adair se tornou mais um integrante da banda.

RN: O que podemos esperar do disco?

HP: Peso, variação, velocidade e letras ácidas creio que sejam os pontos fortes desse cd, uma oportunidade de amplificar as vozes de milhões de brasileiros que compartilham da mesma emoção, de mudança e protesto.

RN: Vocês fizeram uma versão em inglês de ‘Se Quiser’. De onde partiu essa ideia? Vocês planejam compor mais em inglês? Como foi a experiência?

HP: A versão de ‘Se Quiser’ em inglês veio antes, quando a banda ainda cantava em  inglês, antes de mudarmos para o português. Hoje não temos nenhum plano de fazer alguma versão em inglês, estamos bem confortáveis e nos achamos como banda cantando em português.

RN: Como foi a repercussão após vocês tocarem no Maquinária, no Chile, e no Monsters Of Rock?

HP: Fez as pessoas olharem a mesma banda com outros olhos, provamos que somos capazes de tocar em palcos grandes sem nos intimidar, até nos surpreendemos como ficamos à vontade. Pena que acaba rápido e você fica querendo mais. Mas o Monsters deu um gosto a mais por estarmos representando milhares de bandas e pessoas que nos colocaram lá.

RN: Além disso vocês gravaram o último show da tour “Doa A Quem Doer” com o programa A LIGA. Como foi isso de “entrar em rede nacional”?

HP: No show foi uma festa só, a produção do programa se enturmou rápido e o Thaide [rapper e um dos apresentadores], por ter passado os mesmos perrengues se identificou muito. Vamos avisar na fanpage o dia que for passar.

RN: Depois de ganhar notoriedade e ser uma das bandas mais conhecidas do metal/hardcore no Brasil, como vocês veem o cenário underground nacional?

HP: Produtivo como nunca, diversas bandas explorando diversas sonoridades, diversas pessoas além de bandas envolvidas, como marcas que vêem o potencial comercial, casas cada vez melhores para shows, e cada vez mais profissional. Toda banda deveria  passar pelo um longo processo no underground, é a grande escola.

RN: O que é preciso fazer para que mais bandas também sejam apresentadas ao público do mainstream?

HP: Informação de quem gera informação. Onde está o jornalista que descobre a banda antes? Os críticos musicais estão indo em shows. Enxergar o potencial lucrativo. Obrigado pelo espaço, pode contar sempre com a gente. Abs.

 

Foto: Divulgação/Internet

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