Saiba como foi o lançamento do segundo álbum da Marmota Jazz, no belíssimo Teatro São Pedro de Porto Alegre

MarmotaNa última terça-feira (05/12), o grupo Marmota subiu ao palco do Teatro São Pedro, em Porto Alegre, para o lançamento do segundo álbum da carreira chamado “A Margem”.

Representantes da cena jazzista da capital dos gaúchos, com cinco indicações ao Prêmio Açorianos por seu primeiro disco em 2015, os caras celebram uma ótima fase com o novo trabalho que conta com sete composições autorais. As mentes criativas são: André Mendonça (contrabaixo), Leonardo Bittencourt (piano/rhodes) e Pedro Moser (guitarra/samples) e Bruno Braga (bateria).

Dois anos depois do disco de estreia Prospecto (2015), a banda presenteou fãs e amigos com 1h45 minutos de apresentação em um belíssimo teatro do centro histórico da cidade. Foram executadas todas as invenções que permeiam entre músicas improvisadas tradicionais e modernas, com uma performance por vezes descontraída do jovem quarteto.

Diante de um cenário como living room, alguns sofás ao fundo e uma iluminação de palco incrível, o grupo mostrou um novo repertório complexo, seja nos tempos das composições, como nas harmonias.

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Em meio a calmaria dissonante, também passando pelo que nos remete a um swing mais dançante dos anos 30, até chegar naqueles diversos momentos que nos fizeram lembrar de guitarristas com atuações em bandas fusion dos anos 70, como Pat Metheny Group – por exemplo, ou do rock progressivo (e psicodélico) como de Pink Floyd – devido as constantes mudanças no andamento das músicas durante a mesma composição e os pedais de efeitos de Pedro Moser.

Sem fazer homenagens (covers) nem seguir tendências que poderiam ser reconhecidas e comparadas facilmente pelo grande público, o sons no geral apresentam compassos desafiadores. Precisaríamos de um dia inteiro para ouvir o que cada músico tem a dizer sobre o jazz contemporâneo, assim como suas referências particulares, para decodificar todas as informações.

O que sabemos muito bem, e já presenciamos nos bares e festivais da cidade, é que a sofisticação musical não impede que os caras conquistem novos fãs – pois há uma característica bem peculiar da Marmota: uma banda instrumental que faz o público por muitas vezes cantarolar.

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O álbum “A Margem” foi registrado ao vivo (com alguns acréscimos de guitarra e teclado depois), especificamente no estúdio Audio Porto, o mesmo em que cantor e compositor Vitor Ramil gravou seu recente “Campos Neutrais”.

 Repertório

1 – Beyond Borders (B. Braga)

2 – O Inevitável Fim de Todas as Coisas (P. Moser)

3 – Hades (B. Braga/L. Bittencourt)

4 – Indução (L. Bittencourt)

5 – Aurora (Marmota)

6 – Ar (L. Bittencourt)

7 – Circling (L. Bittencourt)

8 – Havoc (L. Bittencourt)

Foto: Day Montenegro (veja mais fotos aqui)

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