Saiba como foi o primeiro show do Bon Jovi em Porto Alegre

21762330_1665712516834863_912530865132830140_oDesembarcando primeiro em Porto Alegre para o início da turnê “This House is not for Sale” no Brasil, Bon Jovi fez sua estreia na capital dos gaúchos transformando a terça-feira (19/09) como se fosse um sábado à noite para 40 mil fãs no estádio Estádio Beira-Rio.

Explicamos: era véspera de feriado no Rio Grande do Sul e o pessoal do interior também marcou presença com mais de 10 excursões! E os corações aflitos aguardavam o começo do show quando, de repente, a bandeira brasileira aparece no telão principal. Logo após, uma animação percorrendo pontos históricos de Porto Alegre, até chegar no Beira-Rio, leva os fãs ao delírio. Para muitos, a espera de 30 anos havia acabado!

Às 21:25 subiram ao palco os fundadores do grupo Jon Bon Jovi (vocal), Tico Torres (bateria), David Bryan (teclados), e Hugh McDonald (baixo) acompanhados de John Shanks (guitarra), Everett Bradley (percussão) e do excelente guitarrista Phil X, o qual recebeu desde 2013 a missão de substituir Richie Sambora (que segue em carreira solo com sua parceira de vida, a guitarrista e cantora Orianthi).

No telão surge uma casa que começa a ser erguida, quando então os integrantes da banda entram juntos para tocar as primeiras notas de “This House is not for Sale”, música que leva o nome do novo álbum (2016). A banda seguiu executando “Raise Your Hands”, quando todos levantaram as mãos e cantaram a plenos pulmões. Simpático e sorridente (dentes bem lindos), Jon conquistou a galera logo no começo dizendo que a cidade é mais bonita ao vivo e ainda lembrou que fazia tempo que não vinha ao Brasil, mas agora veio para realizar longas três noites. Depois de Porto Alegre, a banda segue para o Rock in Rio – na sexta, e para o São Paulo Trip, no sábado (que o Rock Noize vai cobrir, aguardem).

Entre os intervalos das músicas, o vocalista conversou com o público e aproveitou para elogiar as mulheres brasileiras, dizendo que estão cada vez melhores. (Sim, a mulherada levou muitos cartazes e pediam beijos! Um clichê essencial para recepcionar o Jon).

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Em torno das 22h, os caras tocaram dois clássicos seguidos que marcaram os anos 80: “You Give Love a Bad Name”, do álbum “Slippery When Wet (1986), e a dançante “Born to Be My Baby”, do disco “New Jersey” (1988). Logo mais a baladinha  “Lost Highway”, quando o frontman buscou seu violão – o qual balançava alegremente de um lado e para outro.

Em seguida, houve a primeira mudança em relação ao set list apresentado nos dois primeiros shows da tour pela América do Sul, que começou no Chile na semana passada e depois passou pela Argentina no final de semana, com o som “Because We Can”, do disco “What About Now” (2013). Ainda rolou “I’ll Sleep When I’m Dead” (2003) e “Runaway” (1982) – single sensacional de 1981, aprimorado depois com a chegada de Richie Sambora à banda, quando nasceu a Bon Jovi. Com certeza um som significativo para os fãs mais antigos e amantes do verdadeiro Hard Rock.

Ao fim, o cantor pediu para as luzes se apagarem e deu início a uma versão acústica (e bem morna, infelizmente) de “Someday I’ll Be Saturday Night”. Foi então que as luzes de todos os celulares tomaram conta do Beira-Rio para confraternizar e entoar a trilha de muitas histórias de amor dos anos 90, “Bed of Roses”, um dos maiores clássicos da banda.

O cantor mostrou que sua voz está mais preparada do que nas mais recentes turnês anteriores, o que mostra também que ao longo do tempo ele soube se adaptar e ainda recorrer ao suporte dos vocais do resto do grupo – destacando o incrível percussionista e backing vocal Everett Bradley. A banda no geral possui uma técnica apurada e nos faz lembrar a qualidade de músicos que acompanham Eric Clapton e Phil Collins, por exemplom pois além do entrosamento e concentração para executar 24 músicas, percebe-se o feeling.

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Voltando ao sensual Jon Bon Jovi e suas danças até o fim das laterais do palco, o cara é natural e cheio de energia! E sem dar muito tempo para os fãs se recuperarem, mandou o outro sucesso absoluto: “It’s My Life” – que colocou todo mundo para pular e cantar como se fosse aquele início do milênio 2000, comprovando que eles atravessaram gerações e conseguiram se renovar ao longo da trajetória. Prova disto, é o fato que a banda reúne famílias, grupos de amigos, a galera do rock e do heavy metal, e ainda é bem recebida por quem pipoca fervorosamente nos camarotes das baladas.

Seguindo na mesma década de 2000, veio “Who Says You Can’t Go Home”, gravada originalmente com a cantora Jennifer Nettles (em 2006). E foi durante esse som que Jon “segurou” um pouco mais o instrumental e apresentou Bryan e Phil X (o substituto de Sambora), sendo os dois últimos os mais carismáticos e aplaudidos. Os “reforços” do time, Everett Bradley e John Shanks, também foram saudados com muito carinho e reconhecimento.

Do começo ao fim do show, muitos gritavam pedindo a música “Always”, mas não foi desta vez! O espetáculo seguiu com “Roller Coster” – que voltou a representar o álbum “This House Is Not For Sale”. Com um clima mais nostálgico, “Wanted Dead or Alive” de 1987 embalou o estádio em um momento em que o show já estava com mais de uma hora e meia de duração. No entanto, faltava alguém ali revezando os vocais como naquele acústico MTV que virava as madrugadas sendo reprisado pelo canal. Saudosismo à parte, vamos aos detalhes de 2017…

O cansaço daqueles que ficaram 12 horas na fila não foi notado, pois quando “Lay Your Hands On Me” tocou as palmas surgiram de todos lados. O clima animado seguiu com duas canções de diferentes períodos do grupo, “Have a Nice Day” (2005) e “Keep the Faith (1992) – quando o “homão” da frente fez uma performance ainda mais dançante e surgiu tocando um par de chocalhos. Na sequência, ainda rolou os solos dos músicos.

Mas foi em “Bad Medicine” que a galera da grade foi surpreendida quando o vocalista resolveu descer do palco. Foram explosões de alegria e lindas carinhas emocionadas focadas no telão quando Jon percorreu toda a extensão central da sua direita, e quando retornou ao seu posto enrolou-se em uma bandeira do Brasil e terminou a canção com a plateia extasiada.

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Sem o vocalista, que deu uma pausa para trocar de roupa, rolou um “olê olê olê” comandado pela banda e respondido com gritos de “Grêmio” e “Inter” por boa parte dos presentes. Jon então entoou “In These Arms” e depois “Blood on Blood”, não tão conhecida pela galera que insistentemente gritava por “Always” – que foi trilha sonora de uma novela da Globo chamada Quatro Por Quatro, em 1994. (Sim, da personagem Babalu – com a Letícia Spiller). Explicado?!

Após 2h30 de apresentação, Jon agradeceu o carinho dos fãs e comentou que o Brasil está em seu coação, finalizando a noite com a incrível “Livin’ on a Prayer”. Muitos debandaram do estádio antes do fim, outros ainda ficaram esperando músicas que arrancam suspiros como “These Days”. Agora, o que resta para os gaúchos é continuar conferindo o site Rock Noize e ligar a telinha para assistir ao Rock in Rio, torcendo para que Porto Alegre não seja esquecida, na esperança de receber o grupo novamente!

 

Set List Bon Jovi em Porto Alegre

 

1 – “This House Is Not for Sale”

2 – “Raise Your Hands”

3 – “Knockout”

4 – “You Give Love a Bad Name”

5 – “Born to Be My Baby”

6 – “Lost Highway”

7 – “Because We Can”

8 – “I’ll Sleep When I’m Dead”

9 – “Runaway”

10 – “We Got It Going On”

11 – “Someday I’ll Be Saturday Night”

12 – “Bed of Roses”

13 – “It’s My Life”

14 – “Who Says You Can’t Go Home”

15 – “Roller Coaster”

16 – “Wanted Dead or Alive”

17 – “Lay Your Hands on Me”

18 – “Have a Nice Day”

19 – “Keep the Faith”

20 – “Bad Medicine”

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21 – “In These Arms”

22 – “Blood on Blood”

23 – “Livin’ on a Prayer”

 

 

Fotos: Edu Defferrari (Hits Entretenimento/Divulgação)

Texto: Daiane Costa e Day Montenegro

Editor: Marcelo Coleto

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