Stay Tuned! Confira nossa entrevista com José Norberto Flesch

jose norberto fleschJá não lemos mais as palavras “stay tuned” como antigamente. Tudo graças a José Norberto Flesch. Quando elas vêm no Twitter, seus seguidores tem que “tomar calmantes” como ele mesmo diz, mas já podem esperar coisas boas, leia-se, confirmações de shows internacionais no Brasil, entre outras notícias relevantes do mundo da música.

Entre um tweet e outro, Flesch cedeu um pouco do seu tempo para conversar com o Rock Noize. Nesta breve entrevista falamos de música, shows, sua experiência no jornalismo e as mídias sociais, claro, afinal ele é referência quando se trata destes assuntos, no Twitter principalmente.

E como ele mesmo gosta de dizer: “Então vamos lá…”

Rock Noize: Primeiro conte um pouco da sua trajetória no jornalismo, desde que
começou, como enveredou para o lado musical, sobre quais outros
assuntos você gosta de escrever…

Flesch: NA VERDADE, JÁ COMECEI NA MÚSICA DESDE O INÍCIO. TAMBÉM ESCREVIA
SOBRE CINEMA, O QUE FAÇO AINDA HOJE, DE VEZ EM QUANDO. ENFIM, QUASE
SEMPRE NA EDITORIA DE CULTURA. COM O TEMPO, PASSEI A SER EDITOR DE
PUBLICAÇÕES, E DAÍ VOCÊ TEM QUE ASSUMIR TAMBÉM OUTRAS EDITORIAS.
ALÉM DE CULTURA, ATUEI EM TURISMO E ESPORTES, POR EXEMPLO.

Rock Noize: Na sua carreira já passou alguma situação inusitada? Não
precisa ser apenas no meio a música, mas se tiver alguma (risos)…

Flesch: EU ESTAVA NO HISTÓRICO EPISÓDIO EM QUE AXL ROSE ATIROU UMA CADEIRA
EM JORNALISTAS, NO HOTEL MAKSOUD PLAZA, EM SÃO PAULO. EU ERA APENAS
UM “FOCA” E JÁ QUASE MORRI COM UMA CADEIRADA.

Rock Noize: Como as redes sociais ajudam ou prejudicam (ou os dois) o
jornalismo? Conta um pouco também do que mudou nesse antes e depois
das redes dentro do meio.

Flesch: ACHO QUE ISSO DEPENDE MUITO DE COMO É A PARTICIPAÇÃO DO JORNALISTA
NAS REDES SOCIAIS. HÁ QUEM PREFIRA FICAR MEIO DISTANTE, E COM ISSO
NÃO EXTRAI TOTALMENTE O QUE AS REDES SOCIAIS PODEM OFERECER DE BOM.
NO MEU CASO, UTILIZO COMO UMA FORMA DE FICAR MAIS PRÓXIMO DO LEITOR.

Rock Noize: Acho que a gente não poderia deixar de falar sobre a referência
que você é nas redes sociais, principalmente no Twitter. Como foi
isso? Como é ser referência para tantos fãs, blogs, sites? Você
tinha ideia disso quando fez sua conta no microblog?

Flesch: AS PESSOAS – INCLUSIVE COLEGAS DE TRABALHO – DIZEM QUE SOU
INFLUENTE. NÃO SINTO DESSA FORMA. UTILIZO AS REDES SOCIAIS – O
TWITTER, PRINCIPALMENTE – PARA FICAR PRÓXIMO DO LEITOR E CONVERSO
COM ELE. SINTO QUE TRANSMITO CONFIANÇA. ISSO EMBUTE UM TOM MAIOR DE
RESPONSABILIDADE. É BOM PARA OS DOIS LADOS.

Rock Noize: Quando você diz “stay tuned” a galera do Twitter pira. Quais são
as bandas e artistas mais pedidos pelos seus seguidores para shows no
Brasil atualmente?

Flesch: PEDEM MUITO BEYONCÉ, LITTLE MIX, TROYE SIVAN, SHAWN MENDES. MAS
DEPENDE DE ÉPOCA. SE UMA BANDA COMO THE WHO, POR EXEMPLO, SAI EM
TURNÊ, COMEÇAM A PEDIR.

Rock Noize: Você já assistiu e cobriu muitos shows, quais foram os mais
marcantes, tanto positiva quanto negativamente?

Flesch: EU MAIS ANUNCIO DO QUE CUBRO OU ASSISTO. DIFÍCIL DIZER OS MAIS
MARCANTES. FORAM TANTOS. NORMALMENTE ENTRA O GOSTO PESSOAL NA
QUESTÃO. AC/DC, TOY DOLLS, KISS, RAMONES…FORAM VÁRIOS…

Rock Noize: Quais são suas bandas preferidas? Aliás, você já teve banda,
toca algum instrumento?

Flesch: A LISTA É IMENSA: AC/DC, MOTORHEAD, TOY DOLLS, GREEN DAY, THE
OFFSPRING…

GOSTO DE UMAS VELHARIAS TIPO FOGHAT, STYX, E DE BANDAS COMO THE ADICTS
E BUZZCOCKS. AS PREFERIDAS VÃO MUDANDO. ATÉ O COLDPLAY JÁ ENTROU NA
LISTA. POR UNS 15 DIAS, MAS ENTROU…RSSS

SIM, EU TINHA UMA BANDA. ERA VOCALISTA. COMECEI COMO BAIXISTA E
VOCALISTA. AÍ CONSEGUIMOS UM BAIXISTA MELHOR, O QUE NÃO ERA
DIFÍCIL, E FIQUEI SÓ NOS VOCAIS. ÚLTIMA VEZ QUE SUBI NUM PALCO FOI
COMO CONVIDADO NUM SHOW DE COLEGAS JORNALISTAS MÚSICOS NO BOURBON
STREET.

Rock Noize: Você, sem dúvida, tem ótimas fontes. Qual o segredo? Como você
lida com essas fontes?

Flesch: FALO COM MUITA GENTE, SIM, MAS JÁ FUI PRODUTOR, ENTÃO ACHO QUE FICA
UM POUCO MAIS FÁCIL CONHECER E LIDAR.

Rock Noize: O que você pode falar para quem estuda jornalismo, está
começando na carreira e até para aqueles que querem se tornar
jornalistas especialistas em música? Tem alguma dica, algum caminho a
seguir?

Flesch: O MERCADO ESTÁ PÉSSIMO PARA O JORNALISMO EM GERAL. NÃO RECOMENDO,
EXCETO EM CASO DE AMOR EXTREMO À ARTE..

Rock Noize: E por fim, além do jornal Destak e claro, o Twitter, onde mais o
público pode conferir textos e notícias do José Norberto Flesch?

Flesch: TRABALHEI DURANTE BOM TEMPO NA FOLHA, NO GRUPO FOLHA, NA VERDADE.
ESCREVI PARA O AGORA E PARA O FOLHATEEN, E ALGUMAS COISAS PARA A
ILUSTRADA. SOU COLABORADOR EVENTUAL DA ROLLING STONE E DO UOL, MAS
BASICAMENTE É 90% DO TEMPO DESTAK E TWITTER.

Esperamos que vocês tenham gostado – e aprendido -, nesta entrevista e fiquem ligados, ela é apenas a primeira de uma série que vamos fazer com grandes jornalistas musicais do Brasil!

Foto: José Norberto Flesch (Twitter/Divulgação)

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