Tattoo Experience: fomos conferir a primeira edição da mais nova convenção de tatuagem do Brasil

15094891_1277245202342338_1386182362078502189_nQuando a assessoria da Tattoo Experience nos perguntou que tipo de matéria faríamos para cobrir o evento, pensamos: “Vamos lá e ver o que acontece”. Afinal a gente aqui no Rock Noize gosta muito de tatuagem.

Também achamos que a cultura da tatuagem tem tudo a ver com a cultura pop, com música, cinema, games, séries e tudo mais que permeia esse universo e o que a gente já está acostumado a fazer por aqui.

E foi justamente isso que vimos lá. Um mundo onde tudo se mistura. Nas peles desenhos que remetem à música, ao cinema, aos quadrinhos e aos games. Estúdios voltados para o black and gray, para o realismo, aquarelas coloridas e tudo mais que se tinha direito.

Walter White (Breaking Bad) provando que tattoo's e séries têm tudo a ver
Walter White (Breaking Bad) provando que tattoo’s e séries têm tudo a ver

O evento, que aconteceu no último fim de semana em São Paulo cumpriu o que prometeu: um verdadeiro intercâmbio entre os tatuadores, com stands iguais, de divisões baixas, para todo mundo se ver e interagir.

A Tattoo Experience foi uma convenção mais intimista e em entrevista exclusiva ao Rock Noize, Rafael Cassaro, um dos organizadores do evento, falou sobre isso: “O fato de os estands serem menores, de terem a divisão lateral menor, de ser individual, a ideia é de ser bem intimista mesmo, de não convidar estúdios, de convidar a pessoa, então é uma convenção pessoal”.

Foi bem isso que vimos mesmo. Todos em pé de igualdade, onde o foco era apenas o trabalho realizado pelos tatuadores, onde esse era o fator que chamava a atenção e em cima disso, Rafa continuou dizendo que desde o início a Tattoo Experience tinha a intenção de ser mais intimista mesmo, diferente da Tattoo Week, uma das maiores convenções do mundo, também organizada por ele.

Toda essa estrutura também privilegiou a interação entre brasileiros e gringos, já que o evento também sediou o 2º Campeonato Panamericano de Tatuagem e contou com expositores do México, Chile, Peru e outros países da América Latina.

Inclusive, Cassaro nos contou que o próximo campeonato será em Santiago, capital Chilena, no ano que vem, além da próxima edição da Tattoo Experience já estar confirmada.

No sábado tivemos uma visão de público, de chegar e visitar cada estande, ir atrás do trabalho de cada tatuador, querer ver o que tinham para apresentar, saber de onde vieram e ver as referências, enfim.

Não só os estandes de tatuagem, mas as lojas que também estavam ali, mesmo que em menor quantidade e mostravam bem a mistura de moda, música, trabalhos de hadmade como esculturas que se misturavam entre budas e caveiras, objetos de decoração, entre outros.

Azulejos pintados à mão
Azulejos pintados à mão

No primeiro dia nos pareceu um pouco frustrante já que não sentimos dos expositores aquela coisa de vir conversar, falar sobre o trabalho, mostrar o que tinham, literalmente, em mãos. Mas de certa forma isso foi esclarecido  pelo que o Cassaro falou, de ser uma convenção para juntar esses tatuadores num ambiente deles, para trocar experiências (e não só se vender pro público, tatuar e ganhar clientes), de ter esse contato um com o outro.

Apesar disso achamos que era um momento de aproveitar justamente esse formato que os organizadores criaram, de ser um ambiente igual para todos, tinham pouquíssimos estúdios presentes (como ele mesmo disse, a ideia não era convidar estúdio) e mesmo os que participaram não tiveram privilégio nenhum, eram todos iguais. Todos tiveram a mesma oportunidade e alguns aproveitaram melhor que outros.

Muita gente que estaria interessada em visitar a feira de tattoo, mas não se animou o suficiente teve um incentivo a mais com as atrações musicais – Thaíde no sábado e Síntese no domingo – na hora de decidir ir e com certeza deu uma volta no evento inteiro pra conhecer.

O saldo de domingo foi melhor, da nossa parte por ter conseguido enxergar tudo de uma maneira diferente do dia anterior e entender/mergulhar mais naquele universo. E pelo evento, por estar mais cheio, a sensação foi de que os tatuadores estavam mais animados e mais interessados nesse dia então tudo fluiu melhor.

Uma coisa muito legal foi o espaço reduzido (Centro de Convenções Frei Caneca), assim era possível visitar todos que estavam expondo. Outro ponto muito a favor são as atrações relacionadas a esse universo, como a suspensão, que nós vimos no domingo, e muita gente gosta ou tem curiosidade, foi pra ver de perto.

A ideia de fazer um evento menor, sem o glamour das grandes feiras e convenções foi o ponto chave do evento, uma sacada muito legal e que se trabalhada em conjunto com os expositores, no sentido deles se exporem mais mesmo, tem tudo para dar uma nova cara às convenções.

Quando público, tatuadores, organização e até as demais atrações tem espaço e oportunidades de interagir todos saem ganhando e no caso da Tattoo Experience, o objetivo final foi alcançado. Ah e fiquem ligados que logos menos vamos publicar nossa entrevista exclusiva com o Rafa Cassaro e vocês vão saber mais sobre a Tattoo Experience!

Muitas crianças foram ao evento, teve até o Capitãozinho Améica
Muitas crianças foram ao evento, teve até o Capitãozinho América

 

 

Resenha: Mônica Arruda e Marcelo Coleto

Fotos: Guilherme Mesquita, Felipe Sales e Grego Carvalho/Tattuagem Multimídia (Divulgação)

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